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Projeto facilita acesso a remédio pelo SUS

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou um projeto para tentar inibir a concessão de liminares que obrigam o governo a distribuir remédios não previstos nas listas de compras públicas. O substitutivo de Tasso Jereissati (PSDB-CE) determina que a incorporação, a exclusão e a alteração da relação de drogas, tratamentos e produtos terão de ser feitas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde.
Pela proposta, todos os pedidos têm de ser encaminhados e examinados por esse colegiado, que tem 180 dias, prorrogáveis por mais 90, para fazer uma análise. Quando o processo não for avaliado, o governo fica obrigado a conceder o medicamento para pacientes até que o resultado da análise seja divulgado.
O texto é resultado da conciliação de duas propostas distintas. Uma, de Tião Viana (PT-AC), restringia a distribuição às listas do governo. Com isso, a possibilidade de concessão de liminares seria reduzida. A outra, de Flávio Arns (PSDB-PR), obrigava o governo a fornecer todos os remédios, desde que tivessem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O primeiro era considerado rígido por pacientes. O receio era de que as listas não fossem revistas com periodicidade adequada, o que significaria restringir tratamentos e produtos aos mais baratos e antigos. A segunda era considerada liberal demais pelo ministério, pois obrigaria o governo a fornecer drogas sem eficácia comprovada.
O substitutivo aproveita sugestões dos dois projetos e de uma proposta do ministério. A fusão agradou o secretário de Ciência e Tecnologia da pasta, Reinaldo Guimarães.
A presidente da Aliança Brasileira de Genética, Martha Carvalho, também gostou. "O projeto não vai acabar com a judicialização. Mas já é um passo para tornar mais ágil a avaliação das listas", afirmou ela. Atualmente, contou, estudos para incorporação de remédios nas listas de distribuição são extremamente burocráticos: não basta comprovar eficácia e sua indicação, pois critérios econômicos também são avaliados.
O texto aprovado, no entanto, não esclarece o que pode ocorrer nos casos em que o paciente tiver urgência e não puder esperar os 180 dias de prazo. "É claro que nesses casos certamente os pacientes continuarão recorrendo à Justiça", disse Martha. O projeto vai agora para a Comissão de Assuntos Sociais e, aprovado, segue para a Câmara dos Deputados.
A lista de medicamentos é revista raramente, o que impede a incorporação de drogas novas, muitas vezes imprescindíveis. >
Consultas de pré-natal crescem 86% no País

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde às vésperas do Dia Internacional da Mulher mostra que em cinco anos o número de consultas de pré-natal aumentou 86,4% - saltou de 9,8 milhões, em 2003, para 18,2 milhões, em 2008.
Para o diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do ministério, José Luiz Telles, a principal causa do crescimento é o aumento da cobertura do Programa Saúde da Família (PSF). "A mulher já não precisa procurar um hospital para as consultas de acompanhamento da gravidez. Ela vai até o posto mais perto de sua casa. E, se não for, o agente de saúde vai à casa dela saber o que está acontecendo."
O número maior de consultas de pré-natal se refletiu na queda da mortalidade materna. O dado mais recente é de 2007: de cada 100 mil mulheres que dão à luz uma criança viva, 50,3 morrem. Em 2003, essa taxa era de 52,1 por 100 mil; em 2004, de 54,4 por 100 mil.
"O pré-natal identifica situações de risco. Uma das maiores causas de morte materna é a hipertensão seguida de hemorragia, que é facilmente diagnosticada no pré-natal", afirmou Telles. Ele ressalta que o ministério tem investido na notificação de morte de gestantes. "Precisamos investigar para corrigirmos potenciais falhas no acompanhamento da gravidez."
A maior cobertura do PSF também permitiu ampliar o acesso a métodos contraceptivos - em 2008, 34,5 milhões de mulheres de 10 a 49 anos foram atendidas em consultas de planejamento familiar, ante 30,2 milhões em 2003. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gripe A: No Para a vacinação para grávidas começa hoje

A vacinação contra a gripe A (H1N1) começará hoje em nove municípios paraenses para as grávidas e profissionais da área da saúde, considerados os dois principais grupos de risco da doença. A antecipação foi anunciada ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) e se deve ao alto índice de casos registrados nessas cidades nos primeiros meses de 2010. Nos outros municípios, a vacinação começa no dia 8 de março e segue até o dia 21 de maio, conforme o cronograma do Ministério da Saúde.
Ana Helf, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sespa, explica que a antecipação foi decidida por causa do aumento de casos suspeitos, assim como de mortes, nos últimos dias. “Nas últimas oito semanas de 2009 foram confirmados nove casos e duas mortes. Já nas oito primeiras semanas deste ano foram confirmados 30 casos e oito mortes”.
Para ela, o aumento da mortalidade provocada pelo vírus H1N1 possivelmente está relacionado ao baixo grau de suspeição da doença nos atendimentos de pessoas com quadro de gripe, principalmente a síndrome respiratória aguda grave nos serviços de saúde públicos e privados, o que tem levado à demora no tratamento e nas medidas de controle específicas com consequente risco para a ocorrência de mortes. “No começo deste ano, devido às festas de final de ano e Carnaval, houve um certo esquecimento da população em relação à doença, ou seja, muitos deixaram de notificar e, assim, impossibilitaram a detecção antecipada e o tratamento adequado”, explica.
ANTECIPAÇÃO
Os trabalhadores da Santa Casa de Misericórdia, Hospital Universitário Barros Barreto e Hospital Abelardo Santos, em Icoaraci, já foram vacinados contra a doença. Os outros profissionais da área, assim como as gestantes, devem se dirigir às unidades básicas de saúde e hospitais de referência desses municípios no período de 3 a 13 de março.
“A antecipação é justamente para garantir que os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais estejam protegidos contra a gripe A e se mantenham sadios para tratar de possíveis pacientes acometidos pela doença. Já as grávidas compõem o maior número de casos graves da doença”, explica Helf.
Ela alerta que as pessoas vacinadas devem continuar tomando as medidas de precaução, principalmente porque o período de segurança da vacina é de 21 dias, ou seja, após a vacinação o organismo ainda precisa de um tempo específico para produzir anticorpos contra o vírus H1N1. “A transmissão ocorre de maneira mais rápida que a produção dos anticorpos”, explica.
Nos nove municípios, a meta é vacinar aproximadamente 62 mil pessoas, sendo 40 mil gestantes e 21,9 mil profissionais da área da saúde. Segundo Ana Helf, a definição de estratégias para a vacinação ficou sob a responsabilidade de cada gestor municipal. Até o momento, a Sespa possui 134 mil doses da vacina. No total, 3,5 milhões devem ser vacinadas no Pará até o último dia de vacinação previsto pelo Ministério da Saúde.
SERVIÇO
QUAIS MUNICÍPIOS
Ananindeua, Belém, Benevides, Bragança, Cametá, Castanhal, Marituba, Parauapebas, São Domingos do Capim.
ONDE SE VACINAR
Profissionais da área de saúde e as gestantes devem se dirigir às unidades básicas de saúde e hospitais de referência desses municípios no período de 3 a 13 de março.
Chile diz que afetados por terremoto chegam a 2 milhões; 723 morreram
O Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol) estimou nesta terça-feira que 2 milhões de chilenos foram afetados de alguma forma pelo terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o centro-sul do país no último sábado (27). O tremor, um dos fortes do país e do mundo, deixou ainda 723 mortos, mais de 500 feridos e outros 19 desaparecidos. Segundo a diretora do Onemi, Carmen Fernández, citada pela imprensa chilena, o número de desaparecidos ainda é muito parcial já que as informações ainda chegam de maneira precária das regiões mais atingidas. "Não vamos ficar contabilizando dia a dia. Nossa meta é ajudar as 2 milhões de pessoas em suas condições básicas de vida e neste marco estamos nos movendo", disse. Fernández defendeu-se ainda das críticas sobre a lentidão na entrega de ajuda humanitária aos afetados pela tragédia e afirmou que o Onemi trabalha para agilizar o processo de entrega dos suprimentos aos cerca de 2 milhões de afetados.
Aqui estamos em uma rede de distribuição que está operando e o maciço da ajuda começou a operar. É uma rede em que trabalham todos os organismos, que inclui dispositivos aéreos, caminhões que estamos alugando para via terrestre e os barcos da Armada", disse, citada pelo jornal "El Mercurio".
Fernández afirmou ainda que está prevista ainda para esta terça-feira, quatro dias após o tremor, a entrega de tendas de emergência para os desabrigados. "Vamos começar com um estoque de cinco mil", explicou.
Ajuda
Nesta segunda-feira, o Chile recebeu promessas de ajuda humanitária de diversos países, incluindo Argentina, Bolívia, Japão e China.
Em visita-surpresa ao Chile, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também prestou solidariedade às vítimas do terremoto.
"O Brasil fará tudo ao seu alcance para que o povo do Chile sofra o menos possível com esta catástrofe", disse Lula, após reunir-se com a colega chilena, Michelle Bachelet.
"O que nós sabemos é que vai ser difícil reconstruir tudo o que foi destruído, mas o povo chileno já está acostumado com isso", disse ainda Lula a jornalistas ao lado de Bachelet no aeroporto de Santiago.
Segundo o presidente, não há informações de brasileiros vítimas do tremor. Ele acrescentou que a embaixada brasileira seguirá "atenta".
Lula, que chegou ao Chile após assistir à posse de José Mujica em Montevidéu, teve um rápido encontro com Bachelet para expressar suas condolências e a solidariedade das autoridades e do povo brasileiro, além de ajudar na coordenação da ajuda humanitária.
"Quero agradecer ao presidente Lula, que demonstra mais uma vez que é um grande líder mundial e da América Latina, e um grande amigo do Chile", afirmou a presidente chilena.
Esporádicos a princípio, os saques se intensificaram e ficaram mais violentos nas últimas horas, apesar do toque de recolher e do reforço do patrulhamento pelas tropas chilenas nas regiões mais atingidas pelo terremoto de magnitude 8,8 do último sábado (27), que matou ao menos 723.
A violência aumenta os temores da população, já angustiada com a falta de alimentos e a situação de abandono em várias localidades.
Em Concepción, 500 km ao sul da capital e epicentro da tragédia, a situação era crítica: ainda não foi implementado um canal de distribuição de alimentos e, apesar da forte presença militar nas ruas, os saques prosseguiam.
No final da tarde, um grupo de vândalos ateou fogo a uma loja de departamentos e a um supermercado em Concepción, e uma pessoa envolta pelas chamas foi resgatada pelos bombeiros no interior da loja, situada em uma zona comercial do centro da cidade.
Uma nuvem de fumaça negra cobriu a cidade devido ao incêndio, enquanto fuzileiros navais tentavam controlar a situação.
No domingo, um homem morreu baleado por um grupo que tentava assaltar sua casa na periferia de Concepción, em meio ao toque de recolher.
A polícia identificou o homem como Romeo Alexis González Martínez, 22, morador de Chiguayante, na periferia da cidade de Concepción, informa o jornal chileno "La Tercera".
A violência também foi registradas em outras cidades, como na localidade costeira de Dichato, onde moradores denunciaram saques cometidos por pessoas vindas de outras regiões.
O governo chegou a estender o toque de recolher para outras três cidades: Talca, Cauquenes e Constitución.
A medida vigorou das 24h às 06h e envolveu um amplo dispositivo militar, informou o general-de-brigada Bosco Pesse, encarregado da zona de Maule.
A presidente Michelle Bachelet anunciou o envio de 5.000 soldados às regiões de Maule e Concepción, que têm, no total, 7.000 militares.
Afetados
O Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol) estimou nesta terça-feira que 2 milhões de chilenos foram afetados de alguma forma pelo terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o centro-sul do país no último sábado (27). O tremor, um dos fortes do país e do mundo, deixou ainda 723 mortos, mais de 500 feridos e outros 19 desaparecidos.
Segundo a diretora do Onemi, Carmen Fernández, citada pela imprensa chilena, o número de desaparecidos ainda é muito parcial já que as informações ainda chegam de maneira precária das regiões mais atingidas.
"Não vamos ficar contabilizando dia a dia. Nossa meta é ajudar as 2 milhões de pessoas em suas condições básicas de vida e neste marco estamos nos movendo", disse.
Fernández defendeu-se ainda das críticas sobre a lentidão na entrega de ajuda humanitária aos afetados pela tragédia e afirmou que o Onemi trabalha para agilizar o processo de entrega dos suprimentos aos cerca de 2 milhões de afetados.
"Aqui estamos em uma rede de distribuição que está operando e o maciço da ajuda começou a operar. É uma rede em que trabalham todos os organismos, que inclui dispositivos aéreos, caminhões que estamos alugando para via terrestre e os barcos da Armada", disse, citada pelo jornal "El Mercurio".
Fernández afirmou ainda que está prevista ainda para esta terça-feira, quatro dias após o tremor, a entrega de tendas de emergência para os desabrigados. "Vamos começar com um estoque de cinco mil", explicou.

Apesar de confirmar que o vírus H1N1 não se mostrou tão perigoso como se temia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a campanha de vacinação que será realizada no Brasil a partir de 8 de março e apela para que grande parte da população seja imunizada.
Anteontem, a OMS reuniu seus principais especialistas sobre gripe suína, em Genebra, e optou por manter o alerta de pandemia - quando uma doença ultrapassa fronteiras e se espalha para diversos países. Para chegar à decisão, a organização levou em conta dois fatores diretamente ligados ao Brasil e ao Hemisfério Sul.
O primeiro é a constatação de que a região entrará nos próximos meses em sua temporada de inverno e que só a partir desse momento será possível saber se haverá uma segunda onda mais forte de contaminação. Segundo o diretor de influenza da OMS, Keiji Fukuda, essa consideração foi a mais importante na decisão de manter o alerta de pandemia.
Fukuda ainda apontou para o aumento de casos na África e admitiu que a organização continua preocupada com as regiões mais pobres do Hemisfério Sul. A OMS teme o impacto de um novo surto nos países, dizendo que não há garantias de que eles terão condições de lidar com o problema se ele for, de fato, mais severo.
O outro argumento que prevaleceu foi o de que a declaração do fim da pandemia enfraqueceria as campanhas de vacinação que começarão nos próximos dias, como a do Brasil. Durante o encontro, a entidade admitiu que "houve incerteza se novas ondas adicionais de atividade do vírus poderiam ocorrer e que seria necessário evitar minar a preparação" dos países em desenvolvimento.
VÍRUS EM CIRCULAÇÃO
Questionado pelo Estado sobre a utilidade da vacinação, Fukuda confirmou que a medida ajudará a frear o vírus. "O H1N1 estará circulando entre nós durante um bom tempo. Portanto, a vacinação ainda tem a capacidade de dar uma resposta a isso e deve ser realizada", afirmou. Segundo ele, pessoas vulneráveis podem ser salvas graças à vacina. "Incentivamos as pessoas para que se vacinem", disse, pedindo para que os países mantenham seus programas de combate ao vírus.
De acordo com Fukuda, cerca de 300 milhões de pessoas já foram vacinadas em todo o mundo e o resultado foi "muito positivo". O diretor da OMS não comentou, porém, que na Europa milhões de doses de vacinas estão encalhadas e que os governo já começaram a devolvê-las aos fabricantes. Além disso, estima-se que 30% das vacinas não teriam o efeito de proteção.
A sobra de vacina não foi o único fato que abalou a credibilidade da OMS durante a escalada a gripe suína. Recentemente, parlamentares europeus sugeriram que o cenário mais grave previsto pela organização poderia estar relacionado a uma eventual influência indevida de companhias farmacêuticas na organização.
Anteontem, a ideia era tentar encontrar uma fórmula para resgatar a credibilidade da OMS. Uma das alternativas analisadas foi declarar a fase pós-pico, o que significaria que o vírus H1N1 já teria um comportamento próximo ao da gripe sazonal. Isso mostraria que alguns países já teriam experimentado o auge da gripe suína.
NOVO ENCONTRO
Segundo a OMS, uma nova reunião dos especialistas será realizada nas próximas semanas para determinar se a pandemia já superou sua fase mais aguda. Na reunião de anteontem, o assunto foi debatido por duas horas antes que os profissionais chegassem à conclusão de que, apesar da importante queda de casos nos Estados Unidos e na Europa, as incertezas ainda são grandes.
Houve ainda a constatação de que o vírus é menos severo do que os circulantes em pandemias registradas no século XX. Do início do alastramento do H1N1 até agora, cerca de 16,2 mil pessoas morreram em decorrência da doença.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Quais as etapas da vacinação?
Entre os dias 8 e 19 de março, serão imunizados profissionais da saúde e indígenas. De 22 de março a 2 de abril será a vez de doentes crônicos (exceto idosos) e crianças de 6 meses a 2 anos. Grávidas receberão a vacina de 22 de março a 21 de maio. Adultos de 20 a 29 anos serão vacinados de 5 a 23 de abril. Na última etapa, de 24 de abril a 7 de maio, idosos com doenças crônicas serão imunizados
Como será feita a distribuição das vacinas contra a gripe suína?
O Ministério da Saúde entregará aos Estados um número de doses proporcional a população dos grupos prioritários. Os locais de vacinação serão definidos conjuntamente por Estados e municípios
As clínicas particulares oferecerão a vacina contra a gripe suína?
Sim, elas foram autorizadas pelo governo a importar a vacina. O inistério recomenda que as clinicas utilizem os mesmos critérios de público-alvo definidos para a rede pública. Mas elas poderão disponibilizar a vacina para todos, pois se trata de uma orientação
Tomar a vacina contra a gripe suína elimina a necessidade de se vacinar contra a gripe sazonal?
O único grupo que terá de tomar as duas vacinas e o formado por idosos com doença crônica. Na rede pública, eles receberão as duas doses no mesmo dia. Idosos saudáveis só precisarão tomar a vacina contra a sazonal. Quem procurar clinicas particulares poderá encontrar as duas vacinas em uma única dose, que será vendida por alguns laboratórios
O Ministério da Saúde poderá alterar, no decorrer da campanha, os grupos prioritários?
Sim, se houver mudança na situação epidemiológica e disponibilidade da vacina, outros grupos poderão ser vacinados em uma quinta etapa da campanha
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Gripe ainda é pandêmica, diz OMS

Diante de uma crise de credibilidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prepara um plano gradual e uma fase de transição a fim de decretar o fim da pandemia de gripe suína. Amanhã (23), a entidade reúne seus maiores especialistas em influenza para determinar se a gripe suína já superou sua fase mais aguda. Se isso for constatado, esse seria o primeiro passo para a declaração do fim da pandemia do vírus H1N1.
Sob pressão, a entidade está sendo obrigada a rever suas regras para a declaração de pandemias, além de estar sendo investigada por parlamentares europeus. Em Genebra, os especialistas avaliarão as tendências da gripe nos últimos meses e tentar definir uma estratégia a partir de agora. Os números indicam que a maioria dos países do hemisfério Norte está observando uma queda importante no número de casos.
Em junho, a OMS declarou a primeira pandemia de gripe dos últimos 40 anos, elevando seu alerta para o nível máximo em uma escala criada há quatro anos - com uma graduação de 1 à 6. Até a semana passada, 16 mil pessoas haviam morrido desde abril de 2009, contaminadas pelo vírus H1N1. Por ano, cerca de 250 mil pessoas morrem de gripe sazonal no mundo. "Nas zonas temperadas do hemisfério norte, a atividade da pandemia continua a cair em muitos países", afirmou a OMS.
Na Suíça, por exemplo, o governo optou por se antecipar à OMS e já decretar o fim da epidemia no país. Milhões de vacinas compradas pelos países ricos acabaram encalhadas, enquanto o vírus acabou se mostrando mais suave que o previsto. Políticos europeus passaram a questionar os motivos da declaração da pandemia.
Agora, 15 especialistas vão se reunir amanhã em Genebra para avaliar a situação. A OMS garante que, por enquanto, não há na agenda a possibilidade de que o encontro declare o fim da pandemia. "Ou ficaremos no nível 6 de alerta ou iremos para uma fase pós-pico da pandemia. Essas são as únicas duas possibilidades ", afirmou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl.
Segundo ele, a fase "pós-pico" seria essencialmente uma transição entre a pandemia e uma fase em que o vírus teria um comportamento parecido ao da gripe sazonal. "Isso significa que muitos países já teriam experimentado o auge da gripe, mas isso não significaria ainda que ela teria sido totalmente superada em todos os países. Poderíamos ver ainda novas ondas de infecções", disse Hartl.
Uma das regiões que será alvo de maior atenção será o sul do Brasil, Argentina e Chile. Para a OMS, o inverno no Cone Sul nos próximos meses e o comportamento do vírus serão fundamentais para que a entidade tome uma decisão de declarar o fim da pandemia. Mas a entidade admite que, pela experiência passada, a fase de transição poderia levar alguns meses para ser superada. " O vírus ainda pode ser uma ameaça significativa na medida que caminhamos em direção ao outono e inverno (no Hemisfério Sul) ", indicou Keiji Fukuda, chefe da divisão de influenza na OMS. " Portanto, não estamos ainda no fim da pandemia ", disse.
Credibilidade - Para especialistas da OMS, que pedem anonimato, a estratégia da organização a partir de agora é a de reconstruir sua credibilidade. Por isso, não poderia simplesmente decretar o fim da pandemia de um dia para o outro. A estratégia de comunicação, a tática política e a orientação científica seria a de optar por um período de transição e, em alguns meses, anunciar oficialmente o fim da pandemia.
Desta forma, a OMS ainda manteria seu ponto de vista de que o vírus de fato era uma ameaça e atenderia às exigências de países que pressionam por uma revisão das regras da entidade. " Todo o esforço agora é para que a base científica da OMS não perca sua face diante dessa polêmica. Declarar o fim da pandemia de um dia para o outro mostraria simplesmente a falta de critério da entidade. A opção, portanto, é de garantir uma transição suave e evitar críticas ", admitiu à reportagem um funcionário da agência, ligado ao Departamento de Influenza.
Amanhã, os 15 especialistas entregarão sua avaliação no final do dia à diretora da OMS, Margaret Chan. Ela, então, anunciará a decisão na quarta-feira após consultar governos.
Cientistas criam mosquito transgênico para conter dengue

Pesquisadores americanos e britânicos estão criando um tipo de mosquito transgênico em um esforço para conter a propagação da dengue.
O vírus que provoca a dengue se propaga através da picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti e não há vacina para a doença.
Segundo especialistas, a dengue afeta até 100 milhões de pessoas por ano e ameaça mais de um terço da população mundial.
Cientistas esperam que os machos transgênicos que estão criando cruzem com fêmeas para produzir outras fêmeas que herdem um gene que limita o crescimento das asas.
Essas fêmeas têm sua capacidade de voar limitada, o que resultaria na supressão da população do mosquito.
O estudo foi publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences.
Malária
Os pesquisadores dizem que seu trabalho oferece uma alternativa segura e eficiente a inseticidas e pode ser usado para impedir a propagação de outras doenças através de mosquitos, como a malária.
Anthony James, da Universidade de Califórnia - Irvine, disse: "Os atuais métodos de controle não são eficazes o suficiente, e são urgentemente necessários novos (métodos)."
"O controle do mosquito que transmite o vírus pode reduzir significativamente a (...) mortalidade humana."
O chefe da pesquisa, Luke Alphey, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, e proprietário de uma companhia de ciência aplicada, Oxitech Ltd, disse que a abordagem científica tem um foco bem específico. "A tecnologia é totalmente específica para uma espécie, já que os machos liberados vão cruzar só com fêmeas da mesma espécie."
"Uma outra característica atraente deste método é que (...) todas as pessoas em áreas tratadas estarão igualmente protegidas, independente de suas posses, poder ou grau de instrução."
Hilary Ranson, da Faculdade de Higiene e Medicina Tropical de Liverpool, na Grã-Bretanha, disse que este trabalho científico é um grande avanço.
"Será um desafio logístico produzir e liberar um número suficiente de mosquitos machos e não vai ser barato. Mas pode ser realizado com os recursos adequados."
Ranson disse que a dengue é uma doença ideal para ser combatida dessa maneira porque é propagada por apenas algumas poucas espécies de mosquito. Segundo a acadêmica, seria mais difícil usar técnica semelhante no combate à malária por causa da variedade de mosquitos portadores.
Parana registra quase 300 mortes por gripe suína em 10 meses

A divulgação do mais recente boletim epidemiológico sobre a gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína, no Paraná aponta para dois problemas graves. De um lado, o boletim, elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde, revela que continua havendo mortes no estado em função da nova gripe: foram quatro até a divulgação do boletim, no dia 9, e mais uma depois. Isso indica que o vírus continua ativo e circulante no Paraná. Por outro lado, o boletim revela que as autoridades não têm controlado de perto a evolução do número de casos da doença.
O boletim mostrou um aumento de 7 mil casos em relação ao número divulgado 30 dias antes. No entanto, ontem, a Secretaria da Saúde admitiu que não sabe quantos desses casos são de pessoas contaminadas realmente nos últimos 30 dias. Muitos deles podem ser de contaminações ocorridas no ano passado, mas que até agora constavam como casos incertos. Como agora o governo faz uma triagem dos casos duvidosos, o número total aumenta, mesmo que não haja novas contaminações.
Não é só aqui que a falta de acompanhamento da evolução da gripe ocorre. São Paulo, um dos estados mais afetados pela gripe e o mais populoso do país, também não mantém estatísticas sobre o tema. O Ministério da Saúde, idem. Isso poderia, em teoria, dificultar o combate à segunda onda da doença, que deve ocorrer neste inverno. A população também mostra sinais de que se descuidou nos itens de prevenção necessários. As autoridades, porém, apostam que a vacina e outras formas de controle serão suficientes para manter a doença em níveis baixos em 2010.
Casos
O número de casos diminuiu significativamente durante o verão. Em Curitiba, não houve nenhum caso confirmado da gripe A entre janeiro e fevereiro. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul também não houve registro da doença nesse período.
Quanto às mortes ocorridas neste ano no Paraná, o infectologista Moacir Pires Ramos afirma que estão dentro da normalidade e que não são sinal de que a gripe A virá com mais força. “Foram casos esparsos e já esperados. Entre as vítimas havia um jovem portador de doença crônica e uma gestante, ou seja, ambos faziam parte de grupos de risco da doença. É certo que o contágio irá aumentar, agora que já passou o carnaval e que as temperaturas vão baixar. Por isso a população precisa estar atenta em relação à prevenção. Cuidados básicos de higiene, que deveriam ser constantes, ficaram esquecidos por causa das férias”, afirma o médico, membro do Comitê Municipal de Prevenção e Controle da Nova Gripe de Curitiba.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin, é muito provável que a segunda onda da gripe seja menos grave do que a primeira. “Foi o que aconteceu no Hemisfério Norte. A segunda onda afetou os Estados Unidos e a Europa no inverno e, mesmo assim, os índices da doença declinaram. Estaremos mais protegidos com a vacina, que irá beneficiar cerca de 4 milhões de pessoas só no Paraná, sem falar nos milhares que foram infectados pela doença no ano passado e que, por isso, já estão imunizados”, explica.
Para o presidente da Sociedade Paranaense de Infectologia, Alceu Fontana Pacheco Júnior, os critérios adotados pelo poder público para identificar casos de gripe são “meio frouxos”. “Não dizem onde os casos estão localizados. E não se fazem exames, a não ser de quem está morrendo”, afirma. “A gente não sabe exatamente o que os médicos estão considerando como gripe.”
Pacheco acredita que os números divulgados podem estar acima dos casos reais. Para ele, não há, no entanto, como contabilizar os casos verdadeiros. “Só se fizessem uma avaliação universal do ponto de vista laboratorial, com todos os casos suspeitos. Hoje, se uma pessoa tem febre e tosse e vai ao médico, ele pode notificar como gripe”, diz. “Acredito que esses 6 mil casos estão acima (da realidade). Minha experiência é em Curitiba e não tenho visto casos de gripe, nem ouvido falar que meus colegas tenham visto casos de gripe.”

DNA revela segredos da família dos faraós

Nem queda de biga, nem golpe na cabeça, nem envenenamento encomendado. Tutancâmon, o mais famoso soberano do Egito antigo, morreu provavelmente de complicações de uma fratura no fêmur e de uma infecção grave por malária.
A conclusão é da análise patológica mais completa já feita na múmia do jovem faraó, publicada hoje por pesquisadores do Egito, da Alemanha e da Itália na revista médica "Jama".
Durante dois anos, o grupo fez análises de DNA, tomografias computadorizadas e medições exaustivas em Tutancâmon e outras 15 múmias. Destas, dez eram aparentadas com o rei-menino, morto em 1324 a.C. aos 19 anos.
Zahi Hawass, o onipresente chefe do Conselho de Antiguidades do Egito e líder da pesquisa, diz que os novos dados permitem descartar a hipótese de que Tutancâmon tenha sido assassinado a mando de seu vizir, Aye --que queria tomar-lhe a mulher, Anquesenâmon.
"Uma fratura repentina na perna, possivelmente causada por uma queda, pode ter resultado em um estado potencialmente fatal, quando uma infecção por malária ocorreu", escreveram Hawass e colegas.
Ossos frágeis
A julgar pelo estado de seu esqueleto, Tutancâmon era o candidato perfeito a uma fratura séria. O estudo revelou que o faraó tinha uma série de deformações nos ossos e uma doença rara semelhante à artrite.
Tomografias de seu pé esquerdo mostraram mais problemas: o pé era virado para dentro, um dos dedos tinha uma falange a menos e alguns ossos tinham sinal de necrose.
Os pesquisadores atribuem esta última à síndrome de Köhler, uma doença dolorosa na qual a interrupção do fluxo sanguíneo destrói os ossos. Tutancâmon precisava andar apoiado em uma bengala, o que possivelmente explica por que 130 desses objetos (alguns com sinais de uso) foram achados em sua tumba. "A doença ainda estava ocorrendo no momento da morte", afirma o grupo.
Todos esses problemas eram provavelmente hereditários, decorrentes da má constituição genética do rei-menino. A linhagem de Tutancâmon era repleta de casamentos consanguíneos, algo rotineiro entre os faraós e causa conhecida de propagação de doenças genéticas. Os exames de DNA revelaram que o próprio Tutancâmon era produto de incesto, do casamento do faraó Aquenáton com uma de suas irmãs.
A identidade da mãe do faraó permanece incerta. Pode ser que se trate da rainha Nefertiti, mas os arqueólogos preferem chamá-la de KV35YL (sigla para "mulher jovem da tumba 35 do Vale dos Reis).
Dois fetos de meninas de cinco e sete meses foram confirmados como as filhas nascidas mortas do rei. Mas a mãe das meninas tampouco pôde ser identificada com certeza como Anquesenâmon. Por ora, a mulher de Tutancâmon fica registrada apenas como KV21A.
Uma das surpresas da análise genética foi que tanto Tutancâmon quanto outras múmias da família tinham em seu sangue genes do Plasmodium falciparum, protozoário causador da malária na África. "Até onde sabemos, esta é a mais antiga evidência genética de malária numa múmia com datação precisa", afirmam os cientistas.
O faraó e seu bisavô, Yuya, tinham inclusive sinais de múltiplas infecções (a diversidade de genes de plasmódio no sangue dos dois era mais alta). Segundo os autores, Tutancâmon poderia até mesmo ter sofrido da forma mais grave da doença. Isso explicaria também a quantidade de plantas medicinais encontradas na tumba --chamadas de "farmácia além-túmulo" pelos pesquisadores.
A infecção, agindo sobre um corpo já tão fragilizado, teria liquidado o monarca.
Visão de artista
Apesar de terem detectado tantas moléstias, os cientistas também desfizeram um mito médico sobre Tutancâmon e sua família. Como os faraós de Aquenáton em diante eram representados sempre de forma afeminada em obras de arte, especulou-se que eles sofressem de síndrome de Marfan, outra doença genética que produz seios em homens e ossos alongados. Nenhum sinal da doença foi encontrado nas múmias. A bizarrice artística provavelmente resultava apenas de um decreto de Aquenáton sobre como retratar os reis.
Instituição reviu 75 estudos sobre a eficácia da vacina da gripe .

Um levantamento dos estudos sobre a vacina contra o vírus da gripe concluiu que praticamente não há dados seguros de que a vacina seja eficiente em pessoas com mais de 65 anos. Em vários países, como no Brasil, há campanhas que estimulam a vacinação de idosos contra a gripe.
Segundo a pesquisa, conduzida pela organização não governamental Colaboração Cochrane, de 75 estudos sobre a vacinação apenas um deles usava métodos precisos e mostrava redução no número de casos da doença.
Vários estudos, segundo a ONG, tinham baixa qualidade ou registravam resultados indiretos da vacina, como o aumento de anticorpos contra o vírus. Esse tipo de dado, de acordo com a Cochrane, não prova que houve diminuição do número de pessoas doentes.
A organização recomenda que testes confiáveis e de longa duração sejam financiados pelos governos para avaliar a eficácia da vacina. Enquanto isso não ocorre, autores da pesquisa sugerem que outras ações, como melhorias na higiene e na alimentação, sejam realizadas paralelamente à imunização.
Atriz Drica Moraes começa a quimioterapia

Internada desde a última quarta-feira (10), depois de descobrir que estava com leucemia, Drica Moraes começou ontem a fazer quimioterapia. O diagnóstico pegou de surpresa a atriz, que já vinha se sentindo debilitada e passou por uma bateria de exames para detectar a doença. "Ela se sentiu mal, ficou tonta e desmaiou. A partir de hoje, Drica está proibida pelos médicos de receber visitas, devido à baixa imunidade", informa sua empresária, Fernanda Ribas. Segundo ela, a família de Drica está muito sensibilizada com a notícia e não quer falar sobre o assunto. Ontem pela manhã, a atriz fez uma cirurgia para a implantação de um cateter no Hospital Samaritano, em Botafogo, onde está internada, e precisou de uma transfusão de sangue.
"Ainda não sabemos quando terá alta. Tudo vai depender de como reagirá ao tratamento", avisa Fernanda, que alertou sobre a necessidade de um controle nas doações de sangue direcionadas para a atriz. "A Drica está preocupada com o desperdício. O sangue doado só dura quatro dias, então é preciso ter um controle. Não dá para fazer movimentos na Internet e saírem todos doando ao mesmo tempo", diz ela.
Na quinta-feira (11), assim que souberam da notícia, os amigos da atriz se mobilizaram no Twitter. "Doem sangue para a atriz Drica Moraes (Adriana Moraes Rego Schmidt) no Gávea Medical Center! É na Lagoa Barra, sangue B ou O. Repassem!", postou no microblog o ator Pedro Neschling, um dos primeiros a se manifestar. Solidários, Bruno Gagliasso, Carolina Dieckmann e Bruno Mazzeo, entre outros artistas, aderiram à corrente.
Drica se afastou da TV em 2009, para se dedicar à maternidade. Ela está no ar em Alma Gêmea, reprisada pela Globo no Vale a Pena Ver de Novo.
OMS admite que gripe A está em fase de declínio

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se prepara para anunciar, ainda em fevereiro, o fim da fase aguda da expansão do vírus H1N1 pelo planeta. Desde que os primeiros casos surgiram no México, em março último, a doença matou pelo menos 15,1 mil pessoas no mundo.
– Não se pode dizer que uma pandemia acaba da noite para o dia. Mas estamos agora provavelmente em uma fase de transição, na qual notamos um declínio persistente dos casos, embora ainda haja surtos pontuais – afirmou à Agência Folha Gregory Hartl, porta-voz da OMS para epidemias.
A decisão deve ser tomada no fim do mês em reunião de avaliação da comissão de emergências da OMS, em Genebra, na Suíça. Uma vez declarado o fim da fase de pico, a organização passará a monitorar o comportamento do vírus para verificar se sua taxa de transmissão entra nos mesmos padrões dos vírus de gripe comum. Essa fase durará pelo menos até o próximo inverno no Hemisfério Norte, no início de 2011.
– Ainda há surtos pontuais. Embora a transmissão tenha recuado em todas as regiões do mundo, na África Ocidental ela continua aumentando, então é preciso observar. Levará pelo menos duas temporadas (de gripe) para concluir se entramos na fase pós-pandêmica – diz Hartl.
Estoques de vacinas encalharam nos países
A pandemia de gripe A foi declarada em junho de 2009 porque a OMS constatava então a propagação contínua e disseminada do vírus em duas ou mais regiões do planeta. Na época, foram feitos alertas, e governos compraram centenas de milhares de doses de vacina. Como a disseminação arrefeceu, os estoques encalharam, e os governos europeus tentam agora revendê-los e cancelar encomendas.
Nos últimos dois meses, a OMS se viu no centro de uma polêmica em que especialistas e parlamentares europeus a acusam de exagerar o alerta para beneficiar a indústria farmacêutica.
Um inquérito com apoio do Parlamento Europeu está sendo conduzido no Conselho da Europa, principal entidade de monitoramento dos direitos humanos no continente, e deve ser concluído em junho. A OMS nega ter sofrido influência das farmacêuticas e atribui a contenção das mortes à rapidez de sua ação.
Calor aumenta número de mortes

A onda de forte calor registrada nos últimos dias na cidade de Santos (SP) tem provocado na população mais que mal-estares. Segundo dados preliminares divulgados ontem pela Secretaria de Saúde local, pelo menos 32 idosos morreram, entre segunda e terça-feira, em decorrência de complicações causadas pelas altas temperaturas. As vítimas tinham entre 60 e 93 anos.
Com os termômetros beirando, em média, os 40ºC, a desidratação é uma das consequências que mais preocupam. Segundo o secretário de Saúde de Santos, Odílio Rodrigues Filho, em quase todos os casos, as vítimas já apresentavam doenças crônicas, como problemas respiratórios e cardíacos. Reforçando a previedade desse número, Rodrigues Filho, que é médico, adianta que os dados apontam para a falta de ingestão de líquido. “Quando a pessoa é mais nova, o organismo compensa com mais facilidade a falta de água. Num idoso com problema cardíaco, por exemplo, o coração tem que bater mais forte para compensar isso, e aí há o desequilíbrio.”
Das mortes registradas, 15 aconteceram em prontos-socorros da cidade e outras 17 nas casas das vítimas. A secretaria destacou que todas as vítimas já tinham problemas crônicos de saúde como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.
Devido ao registro de óbitos(1), a Prefeitura santista iniciou uma campanha de conscientização da população sobre a desidratação. De acordo com a Secretaria da Saúde, foram publicadas orientações do Diário Oficial da cidade. Além disso, escolas e agentes de saúde estão sendo orientados. O secretário de Saúde alerta a parentes e acompanhantes de pessoas idosas a “aumentar a oferta de água” e procurar oferecer a eles refeições leves em dias de forte calor.
Bloqueio atmosférico
Na segunda-feira, por volta das 14h, alguns termômetros na divisa entre Santos e o município paulista de São Vicente marcavam expressivos 44ºC. Segundo o professor de climatologia da Unimonte, André Belém, o que aconteceu foi um fenômeno conhecido como bloqueio atmosférico. Ele acontece quando uma massa de ar quente fica estacionada sobre grande parte do país, impedindo o avanço das frentes frias vindas do sul da Argentina.
Com o enfraquecimento da alta pressão do Atlântico, a frente fria mais próxima conseguiu furar o bloqueio e, finalmente, trazer a chuva que refrescou a região na tarde de terça-feira. Porém, o pior pode ainda não ter passado. Belém explica que, geralmente, as temperaturas mais altas tem seu ápice nas duas semanas finais de fevereiro, por causa de um efeito de absorção do calor pelo oceano. “É possível que as temperaturas cheguem a 39ºC absolutos logo depois do carnaval. O que vai controlar a sensação desconfortável será a umidade. Se for parecida com a da última segunda-feira, o índice de calor pode chegar a 52ºC. Isso é apenas dois graus abaixo do que é considerado perigo extremo”, prevê.
1 - Números alarmantes
A Secretaria de Saúde de Santos está alarmada com o número de óbitos registrado entre segunda e terça-feira. Para se ter parâmetro, em todo o mês de fevereiro do ano passado, foram registradas 24 mortes causadas por complicações em decorrência do calor. A gravidade também pode ser traduzida pelo número de chamadas de ambulâncias: 220, de segunda para terça-feira, quando a média é de 130 por dia.
LIVRES DO PALETÓ
Também por causa do intenso calor no Rio de Janeiro, representantes da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) protocolaram, na tarde de ontem, um pedido de providências no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tentar garantir acesso aos tribunais do estado sem paletó e gravata, substituídos por camisa e calça social. O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, disse em nota, que a opção de usar ou não terno e gravata será de cada advogado, e vai vigorar até o fim do verão. Sabemos que o tema é polêmico e alguns colegas podem até preferir manter a tradição. Só estamos possibilitando a adoção de roupas mais leves neste calor, afirmou. A sensação térmica na capital fluminense já atingiu a máxima de 50ºC.