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PRATIQUE ATIVIDADES FISICAS

- Por que a preocupação com o sedentarismo?
- Quais são os benefícios da atividade física?
- Como é feita a escolha da atividade física adequada?
- Atividade física em crianças e jovens
- Atividade física em idosos
- Atividade física durante a gestação
- Considerações finais

Introdução

Mas o que é atividade física? De acordo com Marcello Montti, atividade física é definida como um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, de modo que terá como resultados os benefícios à saúde.

No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância. As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país. Assim, vemos como a atividade física é assunto de saúde pública.

Por que a preocupação com o sedentarismo?

Na grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível adequado de exercício físico. Esse problema fica mais claro quando levamos em conta os dados do censo de 2000, que mostram que 80% da população brasileira vive nas cidades.

Os indivíduos mais sujeitos ao sedentarismo são: mulheres, idosos, pessoas de nível sócio-econômico mais baixo e os indivíduos incapacitados. Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade física, a partir da adolescência.

Em todo o mundo observa-se um aumento da obesidade, o que se relaciona pelo menos em parte à falta da prática de atividades físicas. É o famoso estilo de vida moderno, no qual a maior parte do tempo livre é passado assistindo televisão, usando computadores, jogando videogames, etc.

Quais são os benefícios da atividade física?

A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras.

Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom"). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Veja, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa diminui o risco de morte por doenças do coração em 40%! Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida.

Já no campo da saúde mental, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Além disso, auxilia também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão.

A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

Interessante notar que quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos. Entre os últimos e aqueles que se exercitam mais, a diferença não é tão grande. Assim, não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde. O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia podem ser realizadas por menos tempo e com menor freqüência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo e/ou mais freqüentes.

Como é feita a escolha da atividade física adequada?

A escolha é feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:

Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se sinta bem praticando.

Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves.

Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.

Atividade física em crianças e jovens

Nesses grupos, além de ser importante na aquisição de habilidades psicomotoras, a atividade física é importante para o desenvolvimento intelectual, favorecendo um melhor desempenho escolar e também melhor convívio social. A prática regular de exercícios pode funcionar como uma via de escape para a energia "extra normal" das crianças, ou seja, sua hiperatividade.

Atividade física em idosos

A falta de aptidão física e a capacidade funcional pobre são umas das principais causas de baixa qualidade de vida, nos idosos. Com o avanço da idade, há uma redução da capacidade cardiovascular, da massa muscular, da força e flexibilidade musculares, sendo que esses efeitos são exacerbados pela falta de exercício.

Está mais do que comprovado que os idosos obtém benefícios da prática de atividade física regular tanto quanto os jovens. Ela promove mudanças corporais, melhora a auto-estima, a autoconfiança e a afetividade, aumentando a socialização.

Antes do início da prática de exercícios, o idoso deve passar por uma avaliação médica cuidadosa e realização de exames. Isso permitirá ao médico indicar a melhor atividade, que pode incluir: caminhada, exercício em bicicleta ergométrica, natação, hidroginástica e musculação.

Algumas recomendações são importantes, e valem também para as outras faixas etárias:

• Uso de roupas e calçados adequados.
• Ingestão de grandes quantidades de líquidos, antes do exercício.
• Praticar atividades apenas quando estiver se sentindo bem.
• Iniciar as atividades lenta e gradualmente.
• Evitar o cigarro e medicamentos para dormir.
• Alimentar-se até duas horas antes do exercício.
• Respeitar seus limites pessoais.
• Informar qualquer sintoma.

Atividade física durante a gestação

É necessário a todas as gestantes um trabalho corporal a cada trimestre da gestação, para facilitar a adequação às alterações que ocorrem nesse período. Uma melhor capacidade cardiorrespiratória facilita a realização das atividades domésticas; uma melhoria das condições musculares e esqueléticas ajuda na adaptação às mudanças posturais e no trabalho de parto. Além disso, é de extrema importância a auto-estima, a convivência com outras gestantes e os sentimentos de segurança e de felicidade.

Os exercícios de ginástica garantem fortalecimento muscular, protegendo assim as articulações e reduzindo o risco de lesões. Ajudam também na oxigenação, na circulação e no controle da respiração. Já os exercícios desenvolvidos na água favorecem o relaxamento corporal, reduzem as dores nas pernas e o inchaço dos pés e mãos.

Antes do início dos exercícios, a gestante deve passar por consulta de pré-natal para ser avaliada pelo obstetra. Após a realização dos exames ele poderá liberar ou não a prática de exercícios. As mulheres que já praticavam atividade física e que nunca sofreram aborto espontâneo, podem continuar as atividades após adaptação para seu novo estado. Já aquelas sedentárias devem iniciar os exercícios após a décima segunda semana de gestação. Não havendo problemas, os exercícios podem ser continuados até o parto, embora seja necessário reduzir a intensidade aos poucos. Após o parto normal, as atividades podem ser retomadas após 40 dias. No caso de cesárea, o médico avalia cada caso.

As atividades físicas mais recomendadas às mulheres grávidas são:

Caminhada: é muito bom para a preparação para o parto, já que melhora a capacidade cardiorrespiratória e favorece o encaixe do bebê na bacia da mãe. O ideal é caminhar 3 vezes por semana, cerca de 30 minutos.
Natação: trabalha bastante a musculatura. Atenção: apenas algumas modalidades são liberadas durante a gestação.
Hidroginástica: são os mais indicados para as gestantes!
Alongamento: ajuda a manter a musculatura relaxada e o controle da respiração.

Considerações finais

Para finalizar devemos ressaltar que a prática de atividade física deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Caso sinta algo diferente é mandatório informar ao responsável. Outro ponto importante, que não deve ser esquecido, é a adoção de uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e fibras. Prefira o consumo de carnes grelhadas ou preparadas com pouca gordura. Evite o consumo excessivo de doces, comidas congeladas e os famosos lanches de "fast-foods". E lembre-se: beba muito líquido (de preferência água e sucos naturais).

A atividade física consiste em exercícios bem planejados e bem estruturados, realizados repetitivamente. Eles conferem benefícios aos praticantes e têm seus riscos minimizados através de orientação e controle adequados. Esses exercícios regulares aumentam a longevidade, melhoram o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral. Afetam de maneira positiva o desempenho intelectual, o raciocínio, a velocidade de reação, o convívio social. O que isso quer dizer? Há uma melhora significativa da sua qualidade de vida!

O que precisamos ressaltar é o investimento contínuo no futuro, a partir do qual as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas no seu dia-a-dia, como subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavagem do carro, passeios no parque. A palavra de ordem é MOVIMENTO.

"A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas saudáveis. Antigamente, existiam duas idéias que tentavam explicar a associação entre o exercício e a saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra proposta dizia que a atividade física, na verdade, representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Hoje em dia sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam."



- Postado por: Patrícia às 13h54
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Vítimas da Talidomida receberão indenização de 100 vezes o valor da pensão

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 

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São Paulo - O Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu hoje (16) que a União deverá indenizar, por danos morais, as pessoas com a Síndrome da Talidomida. De acordo com o tribunal, deverá ser pago, em parcela única, 100 vezes o valor da pensão vitalícia recebida pelas vítimas.

A União poderá recorrer da decisão, que é válida para os membros, nascidos de 1957 a 1965, da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida, que moveu a ação. Cerca de 360 pessoas serão beneficiadas. As pessoas que já fizeram acordo com a União não terão direito.

A Talidomida é um medicamento desenvolvido na Alemanha em 1954, que pode gerar casos de focomelia – síndrome caracterizada pela aproximação ou encurtamento dos membros junto ao tronco do feto – se tomado durante a gravidez.

Em 1982, governo brasileiro, por meio da Lei 7.070, concedeu pensão alimentícia vitalícia às vítimas da síndrome. A pensão varia de meio a quatro salários mínimos, de acordo com o grau de deformação.

“Nós esperávamos uma indenização de 200 vezes o valor da pensão para que o Estado não mais cometesse o mesmo erro”, disse a presidente da associação, Cláudia Marques Maximino, ao comentar a decisão judicial em São Paulo. A entidade pediu na ação o valor de 500 vezes a pensão recebida.

Em abril passado, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu que a União é responsável pela fiscalização dos medicamentos comercializados no país e, por isso, deve responder pelos efeitos colaterais causados pelos produtos. Em primeira instância, a Justiça Federal havia definido a indenização por danos morais às vítimas no valor de 20 vezes a pensão.

 




- Postado por: Patrícia às 14h06
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ULCERA DE PRESSÃO OU ESCARA

As úlceras de pressão ou escaras, como são conhecidas popularmente, são complicações em pacientes hospitalizados, internados em casas de repouso, asilos ou mesmo em ambiente domiciliar. Elas ocorrem, não somente no Brasil, mas, em outros países, até mesmo os mais desenvolvidos. Atingem principalmente indivíduos imobilizados no leito e/ou acamados ou com restrição de movimentos devido a alguma doença ou seqüela.

 

As úlceras de pressão desenvolvem-se quando o tecido (pele) é comprimido entre a proeminência óssea e a superfície externa (cama, colchão) por um longo período de tempo. Acontece quando a pessoa permanece muito tempo acamada. Com o objetivo de facilitar a prevenção e o tratamento, as úlceras de pressão  são divididas em 4 estágios:

 

ESTÁGIO 1 - A pele fica muito avermelhada, mas intacta.

ESTÁGIO 2 - A pele fica lesada em forma de bolha, abrasão ou cratera.

ESTÁGIO 3 - A úlcera ultrapassou a pele, mas ainda não acometeu o músculo.

ESTÁGIO 4 - A úlcera ultrapassou outros tecidos, chegando aos músculos, tendões ou ossos.

 

COMO EVITAR AS ÚLCERAS DE PRESSÃO?

Evitar as úlceras de pressão é um grande desafio para as equipes de saúde. É comum associarem a presença das úlceras como conseqüência negativa da assis­tência de enfermagem. Entretanto esta questão é discutida mundialmente, pois, o aparecimento das úlceras envolve outros fatores como:

- declínio das condições físicas do paciente;

- falência das condições nutricionais, ou seja, deficiência de vitaminas, proteínas, e água nos tecidos;

- idade, quando a pele torna-se mais frágil e propensa a desenvolver lesões;

- indivíduos muito emagrecidos ou muito obesos; entre outros.

 

Utilizamos os seguintes materiais para o conforto e segurança do paciente:

- colchão caixa de ovo: espuma com grumos que diminuem o contato e a pressão da pele com acama;

- colchão pneumático movido a ar, que faz movimentos, aliviando a pressão da pele com acama;

- coxins de espuma, coxins de gel e bóias de ar: são materiais utilizados nas proeminências ósseas que ficam em contato com a cama;

- avaliação diária da pele durante o banho do paciente a fim de identificar o aparecimento de alguma lesão desde o início;

- mudança da posição do paciente com intervalos curtos a fim de aliviar a pressão nas áreas de atrito da pele com a cama e colchão;

- higiene para manter a pele limpa e seca, livre de possíveis descamações.

 

COMO TRATAR AS ÚLCERAS DE PRESSÃO?

No caso de falHarim todas as medidas preventivas utili­zadas, tanto no atendimento hospitalar como no domiciliar, e a úlcera de pressão atingir o paciente, os tratamentos são os mais diversos e sempre devem ser feitos levando-se em consideração o paciente como um todo. Devem ser avaliados os fatores internos e externos que levaram ao aparecimento das lesões e trabalhar em conjunto com todos os profissionais que atuam para a saúde do paciente (enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos).

 

As medidas para evitar as úlceras de pressão devem ser intensificadas nas instituições de saúde, pois quando elas ocorrem, além de trazer sofrimento aos pacientes, aumentam os dias de internação e, como conseqüência, aumentam os custos da hospitalização. No ambiente domiciliar causam transtornos e gastos à família do paciente.

Fonte: Saúde Hoje – Ano 11 – no 4 – Inverno 2003



- Postado por: Patrícia às 14h24
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 GRIPE SUINA - TIRE SUAS DUVIDAS

 

O vírus da nova gripe espalhou-se para cerca de 160 países e já matou cerca de 800 pessoas, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (24) pela Organização Mundial da Saúde.

 O balanço anterior, de três dias atrás, mostrava cerca de 700 mortos.

 Tire suas dúvidas sobre a doença

A agência da ONU disse que o vírus H1N1 precisa ser "acompanhado cuidadosamente" caso ele sofra mutação e se torne mais severo no inverno.

"Por enquanto, nós não vimos nenhuma mudança no comportamento do vírus. O que ainda estamos vendo é uma expansão geográfica pelos países, disse o porta-voz da agência, Gregory Hartl, em entrevista em Genebra.

 A OMS, agência da ONU, declarou em 11 de junho que o mundo vive uma pandemia de gripe. Na semana passada, a agência anunciou que se trata da pandemia com a mais rápida expansão já vista, e que se tornou inútil contabilizar cada caso.


 No Brasil, número de mortos chega a 34

O porta-voz lembrou que, até agora, a maioria dos contaminados está tendo sintomas leves e se recuperando em uma semana.

 Em certos países, segundo o porta-voz, também preocupa a propagação do vírus entre grupos específicos.

 A organização recomendou que os países parem de fazer exames de laboratório em todos os suspeitos de ter contraído o vírus, em vista das proporções da propagação da doença, e que concentrem seus recursos na contenção da pandemia e no tratamento dos doentes com sintomas graves.

Além disso, os países devem continuar informando sobre cada morte devida ao vírus confirmada em laboratório.

Hartl disse que, "infelizmente, é normal que quanto mais casos, mais mortes ocorram", mas descartou os temores de que o vírus tenha sofrido mutação.

Ele afirmou também que a veloz propagação registrada no hemisfério sul se deve a que o vírus circula melhor em baixas temperaturas.

 Vacina

 De acordo com ele, as primeiras vacinas devem levar vários meses para ficar prontas. "Esperamos que as primeiras doses fiquem disponíveis para uso humano no começo do outono do Hemisfério Norte", disse.
Ainda não se sabe se será necessária uma ou duas doses por pessoa, pois os testes clínicos mal começaram, acrescentou.
A OMS por enquanto tem promessas de dois fabricantes no sentido de produzirem 150 milhões de doses para os países em desenvolvimento. A entidade negocia com outros produtores estoques que seriam destinados aos países menos desenvolvidos.
Hartl não citou as empresas, mas grandes produtores incluem os laboratórios Sanofi-Aventis, Novartis, Baxter, GlaxoSmithKline e Solvay. 
 
Sobre o fato de que no hemisfério norte haja uma transmissão sustentada do vírus, apesar de estar no verão, o porta-voz disse que pode ser devido a que "ninguém tem imunidade frente a este vírus, porque é novo".
O maior número de casos continua sendo de adolescentes e jovens, mas não se sabe a razão disso e só existem suposições, uma das quais indica que os primeiros focos ocorreram em estabelecimentos de ensino e, nesses ambientes, o contágio é mais fácil.



- Postado por: Patrícia às 09h32
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O que é osteoporose?

medicinageriatrica.com.br

Osteoporose é a doença óssea metabólica mais freqüente, sendo a fratura a sua manifestação clínica. É definida patologicamente como "diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos". É considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento.

A fratura de femur é a consequência mais dramática da osteoporose. Cerca de 15% a 20% dos pacientes com fratura de quadril morrem devido à fratura ou suas complicações durante a cirurgia, ou mais tarde por embolia ou problemas cardiopulmonares em um período de 3 meses e 1/3 do total de fraturados morrerão em 6 meses. Os restantes, em sua maioria, ficam com graus variáveis de incapacidade.

Em aproximadamente 20% dos casos pode ser identificada uma doença da qual a osteoporose é secundária e nos 80% restantes os pacientes são portadores de osteoporose da pós-menopausa ou osteoporose senil.

Como se desenvolve a osteoporose?

O remodelamento ósseo é um processo contínuo de retirada de osso para o sangue e formação de osso novo, ocupando 20 a 30% do esqueleto a cada momento. Através do remodelamento, o tecido ósseo substitui células velhas por novas (o que ocorre em todos tecidos) e o organismo pode dispor de elementos importantes que são armazenados nos ossos, como o cálcio.

Os osteoclastos são as células responsáveis pela reabsorção durante o remodelamento.

 No início de cada ciclo de remodelamento os osteoclastos escavam o osso, formando lacunas na sua superfície e cavidades no seu interior. Após cerca de duas semanas os osteoclastos são deslocados pelos osteoblastos que em um período aproximado de três meses preenchem a área absorvida com osso novo.

Até aproximadamente 30 anos de idade a quantidade de osso reabsorvido e reposto é igual. A partir daí, inicia-se um lento balanço negativo que vai provocar, ao final de cada ativação das unidades de remodelamento, discreta perda de massa óssea. Inicia-se, portanto, um lento processo de perda de massa óssea relacionada com a idade - osteoporose senil - no qual, ao longo de suas vidas, as mulheres perderão cerca de 35% de osso cortical (fêmur, por exemplo) e 50% de osso trabecular (vértebras), enquanto os homens perderão 2/3 desta quantidade.

 Observam-se, portanto, dois padrões distintos de alterações no funcionamento das unidades de remodelamento que levarão à osteoporose. Um é lento e dependente da idade - osteoporose senil - e relacionado com defeito na formação óssea; os osteoclastos produzem lacunas de profundidade normal ou até menores, mas os osteoblastos são incapazes de preenchê-las completamente.

Fatores de risco para osteoporose

A massa óssea do adulto - pico de massa óssea - reflete o acúmulo de tecido ósseo ocorrido durante o crescimento. Parece chegar ao limite máximo ao redor dos 17 anos de idade, podendo estender-se até ao redor dos 30 anos.

Predispõem à osteoporose fatores que induzem a um baixo pico de massa óssea e aqueles que são responsáveis por perda excessiva ou baixa produção.
 

 

Genéticos

Raça branca ou asiática

História familiar

Baixa estatura

Massa muscular pouco desenvolvida

 

Estilo de vida

Baixa ingesta de cálcio

Sedentarismo

Exercício excessivo levando a amenorréia (ausência de menstruação)

Pouca exposição solar

Nuliparidade

Tabagismo (*)

Alcoolismo (*)

Dieta vegetariana (*)

Alta ingesta de proteínas permanentemente (*)

Alta ingesta de cafeína permanentemente (*)

(*) Associado com os outros fatores

 

Ginecológicos

Menopausa precoce sem reposição hormonal

Primeira menstruação tardia

Retirada cirúrgica de ovários sem reposição hormonal

Ligadura das trompas (+)

Retirada cirúrgica parcial do útero (+)

(+) Risco de diminuição da função ovariana por insuficiência vascular.

Manifestações clínicas

Os sintomas são secundários às fraturas. Quando ocorre nas vértebras, a dor pode ser de dois tipos. Uma é aguda, localizada, intensa, mantendo a paciente imobilizada e relacionada com fratura em andamento. Em situações de dor aguda, inicialmente ela pode ser mal localizada, espasmódica e com irradiação anterior ou para bacia e membros inferiores. A fratura vertebral pode ainda não ser observável com precisão em exame radiológico, dificultando o diagnóstico. A paciente se mantém em repouso absoluto nos primeiros dias. Mesmo sem tratamento, a dor diminue lentamente e desaparece após duas a seis semanas, dependendo da gravidade da fratura. Quando a deformidade vertebral residual é grave, pode permanecer sintomatologia dolorosa de intensidade variável ou esta aparecer tardiamente.

Também ocorrendo com freqüência, a dor pode ser de longa duração e localizada mais difusamente. Nestes casos, ocorreram microfraturas que levam a deformidades vertebrais e anormalidades posturais e conseqüentes complicações degenerativas em articulações e sobrecarga em músculos, tendões e ligamentos.

Nova fratura vertebral é comum, repetindo-se o quadro clínico. Nas pacientes com dor persistente, esta se localiza em região dorsal baixa e/ou lombar e, freqüentemente, também referida a nádegas e coxas. Nesta etapa da evolução da doença as pacientes já terão sua altura diminuida em alguns centímetros às custas das compressões dos corpos vertebrais e do achatamento das vértebras dorsais.

 O dorso curvo (cifose dorsal) é característico e escoliose (curvatura lateral) lombar e dorsal aparecem com grande freqüência. Com a progressão da cifose dorsal há projeção para baixo das costelas e conseqüente aproximação à bacia, provocando dor local que pode ser bastante incômoda. Nos casos mais avançados, a inclinação anterior da bacia leva a alongamento exagerado da musculatura posterior de membros inferiores e contratura em flexão dos quadris e consequentes distúrbios para caminhar, dor articular e em partes moles. Compressão de raíz nervosa é muito rara.

Diagnóstico

O critério atual para diagnóstico de osteoporose é perda de 25% de massa óssea quando comparada com adulto jovem. Assim, diagnóstico precoce de osteoporose é feito através da densitometria óssea enquanto o estudo radiológico somente mostra alterações inequívocas quando há perda de 30% da massa óssea.

Tratamento-Drogas utilizadas

Estrógeno

A Reunião de Consenso do III Simpósio Internacional sobre Osteoporose, em 1990, estabeleceu que estrógenos são o tratamento de escolha na osteoporose da posmenopausa. A fase acelerada de perda óssea que ocorre em 40% das mulheres logo após a menopausa é responsável por 30% a 50% de todo osso perdido ao longo de suas vidas. Portanto, o tratamento deve ser iniciado precocemente a fim de prevenir a queda inicial de massa óssea. Com esta conduta, consegue-se diminuir em 50% a incidência de fraturas. A reposição hormonal deve ser mantida pelo menos 5 a 8 anos, correspondendo ao período do climaterio em que o remodelamento ósseo é mais acelerado. Após a suspensão do tratamento, mesmo que seja com menor intensidade, retornam os ciclos de remodelamento com balanço negativo, sendo prudente, se não houver contra-indicação, a permanência da hormonioterapia de reposição por 20 anos ou mais.

Cálcio

A quantidade de cálcio alimentar necessária para manter a massa óssea é desconhecida. Propõe-se que adolescentes recebam 1200 a 1500mg/dia, homens 800 mg, mulheres na premenopausa 1000 mg, mulheres na posmenopausa 1500 mg, mulheres grávidas e em período de lactação devem receber 1200 a 1400 mg/dia e idosos 1200 a 1600 mg/dia.

O pico de massa óssea atingido na idade adulta tem um componente genético importante mas, certamente, deficiência de injesta e aumento de oferta interferem em alguma proporção. Trabalhos que estudaram a influência do cálcio no ganho de massa óssea em osteoporose da posmenopausa e senil estabeleceram em 1200 a 1500 mg a quantidade a ser administrada por dia.

Pode haver suplementação alimentar e é importante o uso noturno, principalmente em idosos, devido ao jejum prolongado. Um copo grande de leite, um copo de yogurt ou um pedaço grosso de queijo tem 300 mg de cálcio.

Vitamina D3

O uso de vitamina D3 nos idosos é indispensável para aumentar a absorção intestinal de cálcio e estimular o remodelamento ósseo. Recomenda-se o uso de 800 U de vitamina D3 ou 0,50 ug de calcitriol ou alfacalcidol.

 

 

Fluoreto de sódio

Fluoreto de sódio é um potente estimulador da atividade osteoblástica. Vários estudos mostram aumento da densidade do osso trabecular mas, aparentemente, sem reduzir o número de fraturas. São muito pouco utilizados, limitando-se às situações em que precisamos estimular o osteoblasto. (Ver terapêutica combinada).

 

 

 

 

Terapêutica combinada

A racionalização desta proposta é ativar, deprimir, liberar, repetir. Parece ser o esquema que mais se adequa ao tratamento da osteoporose senil. Inicialmente, é dado um medicamento que estimule a formação e, após, outro que diminua a reabsorção óssea. Um período livre, teoricamente, permite às áreas de remodelamento aumentarem a fabricação de osso. Vários esquemas tem sido testados. Parece sensata a associação fluoreto de sódio/cálcio como estimulantes dos osteoblastos e calcitonina ou bisfosfonatos como depressores da atividade dos osteoclastos. A dose de fluoreto de sódio recomendada é 30 a 40 mg ao dia durante 2 a 3 meses e a oferta de cálcio diária ao redor de 1500 mg, sempre com uma tomada à noite. Não se dispõe de terapêutica que reestruture a microarquitetura do osso. Portanto, prevenção é a conduta prioritária no manejo de osteoporose da posmenopausa e senil.

Se a paciente iniciar reposição hormonal para tratamento de fogachos, atrofia vaginal, prevenção ou controle de dislipidemia ou, simplesmente, por decisão pessoal, já estará prevenindo ou tratando osteoporose. Nestes casos, densitometria óssea não é indispensável desde que haja intenção de manter o tratamento por tempo prolongado. Porém, se a hormonioterapia for suspensa por algum motivo, a paciente deve ser alertada e sugerida densitometria óssea e dosagem dos marcadores ósseos.

Não havendo outras indicações para estrogenioterapia, as medidas da densidade óssea e dos marcadores ósseos devem ser exames de rotina pois permitem detectar-se precocemente estados de osteopenia e remodelamento ósseo acelerado (excesso de saída de massa óssea) que, se bem conduzidos, terão grande chance de não evoluirem com futuras fraturas.

Sempre que houver marcador de reabsorção aumentado (N-teplopeptídeos ou D-piridinolina) está indicado tratamento, mesmo com densitometria normal.

Se a densidade óssea estiver diminuída mais do que um desvio padrão da média normal, deve ser iniciado tratamento de reposição hormonal ou outra alternativa se a paciente não quiser ou houver contra-indicação.

Se a densidade óssea estiver ao redor de um desvio padrão abaixo do normal e os marcadores estiverem normais o tratamento não é mandatório e a densitometria deve ser repetida entre 1 a 2 anos. A presença de fatores de risco antecipa a data do re-exame mas não parece lógico antes de 1 ano.

A terceira possibilidade é densidade óssea e marcadores ósseos normais. Neste caso, não há necessidade de hormônios e a densitometria não precisa ser repetida antes de 2 anos. Não há protocolos rigorosos nesse sentido mas é prudente não manter-se mais do que 3 anos sem controle.

Autor
Dr. Mauro W. Keiserman

  



- Postado por: Patrícia às 13h32
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                                   A Síndrome de West

Síndrome de West
Autor: Patrícia Vieira Fernandes - Fisioterapeuta do Hospital Barra D Or, graduada pela UFPE , pós-graduanda em Terapia Intensiva pela UNESA

Introdução

Em 1841, West em uma carta dramática ao editor do " The Lancet" , apresentou o problema de seu filho com espasmos em flexão que se repetiam diariamente em ataques de 10 a 20 contrações que levaram a criança a um retardo mental, apesar de todos os tratamentos usados e possíveis para aquela época.
Esta síndrome neurológica foi descrita pela primeira vez em 1949 por Vasquez y Turner para sociedade Argentina de Pediatria, com dez casos de uma "nova síndrome" que apresentavam crises nos lactantes, com alterações específicas no traçado eletroencefalográfico (EEG), estando associadas à deterioração mental , as quais propuseram chamar Epilepsia em Flexão.
Em 1952, os autores Gibbs e Gibbs criaram o termo Hipsarritmia (hypos= altura e rhytmos= ritmo) para o registro EEG destes pacientes, o que passou a caracterizar a maioria das descrições desta síndrome. Portanto, trata-se de uma entidade eletroclínica caracterizada por espasmos quase sempre em flexão e por um traçado EEG típico denominado hipsarritmia ou disritmia maior lenta. As crises clínicas têm recebido outras denominações: espasmos saudatórios , espasmo infantil, massive jerks, Blitz und NichtKrampf, tic de salaam e pequeno mal propulsivo

Etiologia
A Síndrome de West pode ser dividida em dois grupos, com relação à causa: o criptogênio ( quando a causa é desconhecida ), onde o lactente é normal até os inícios dos espasmos, sem qualquer lesão cerebral detectável; e o grupo sintomático ( de causa conhecida) , onde há prévio desenvolvimento neuropsicomotor anormal , alterações ao exame neurológico e/ou lesões cerebrais identificadas por exames de imagem ( tomografia computadorizada, ressonância magnética, etc). Em 1991, foi proposta a hipótese da existência de uma forma idiopática , com evolução benigna no tratamento em curto prazo.
Em aproximadamente 80% dos casos a síndrome de West é secundária, o que vale dizer que depende de uma lesão cerebral orgânica. Em muitos casos é possível determinar a etiologia da síndrome: encefalites a vírus, anoxia neonatal, traumatismo de parto , toxoplasmose, Síndrome de Aicardi, esclerose tuberosea de Bounerville. Na presença da Síndrome de West, uma exaustiva investigação deve ser feita: TC ou RNM, teste de testagem de erros inatos do metabolismo. Outro tipo de crises, além dos espasmos, pode estar também associado.

Incidência
Inicia-se quase sempre no primeiro ano de vida , principalmente entre os 4 e 7 meses de idade. O sexo masculino é o mais afetado , na proporção de 2 para 1.
Aspectos Eletroencefalográficos
As características principais e um registro de EEG com hipsarritmia são:
Desorganização marcante e constante da atividade basal;
Elevada amplitude dos potenciais;
Ondas lentas delta de voltagem muito elevada ( " ondas em montanhas " );
Períodos (salvas), habitualmente breves, de poliondas e polipontas onda;
Período de atenuação da voltagem que, em alguns casos, parece chegar a silêncio elétrico.
O eletroencefalograma, ao lado do quadro clínico, é fundamental para diagnóstico , recebendo traçado anormal o nome hipsarritmia. O EEG se caracteriza pelo seu aspecto anárquico, com ondas de grande amplitude , lentas e pontas-ondas lentas. Não há ritmo de base organizada.

Quadro Clínico
A síndrome de West consiste numa tríade de sinais clínicos e eletroencefalográficos atraso do desenvolvimento , espasmos infantis e traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia. As crises são traduzidas por espasmos ou uma salva de espasmos com seguintes características flexão súbita da cabeça, com abdução dos membros superiores e flexão da pernas ( espasmos mioclônico maciço ) é comum a emissão de um grito por ocasião do espasmo. Cada crise dura em média alguns segundos . As vezes as crises são representadas apenas por flexão da cabeça ( tique de sabam ou "espasmo saudatório" ) . As crises são freqüentes particularmente durante a vigília, podendo chegar até a centena ou mais por dia.
As contrações são breves, maciças , simétricas , levando-se os membros superiores para frente e para fora e flexionando os músculos o abdômen. São crianças hipotônicas. Em princípio, o diagnóstico não é fácil, sendo os espasmos confundidos com cólicas ou com reflexo de Moro. Outra manifestação importante é o retardo mental que, em boa parcela dos casos, pode ser evitado pelo tratamento precoce do quadro. Diz-se que as alterações e características clínicas e evolutivas desta síndrome dependem das condições prévias do SNC do lactante antes dos surgimentos das crises. Com a maturação da criança , em geral as crises diminuem e desaparecem por volta do quarto ou quinto ano de vida.

Evolução , complicação e prognóstico
Quase sempre é uma perda de cunho neuropsíquico para criança afetada, esta perda está na dependência da precocidade de diagnóstico e da intervenção aplicada. A hipsarritmia pode desaparecer ou se transformar no decorrer do tempo. A criança apresenta sérias complicações respiratórias, devido aos freqüentes espasmos, deformidades , principalmente de MMSS e MMII. Pode ocorrer subluxação do quadril.
Há possibilidade de remissão total de espasmos infantis considerados criptogéticos, mas não há confirmação científica de remissão definitiva para os casos mais graves associados a outras condições ou patologias neurológicas.
Crianças apresentam sinais e sintomas de dano cerebral podem vir a apresentar um quadro de déficit intelectual a posterior, elas devem ser precocemente estimuladas para diminuir a seu grau de compartimento intelectual e psíquico.
Têm sido assinalados os casos em que o desenvolvimento é normal. Vários autores têm discutido uma associação entre a hipsarritmia e psicose ou entre hipsarritmia e autismo. A deteriorização do desenvolvimento neuropsicomotor está presente em 95 % dos casos. O melhor prognóstico ocorre nos 5% dos casos que permanecem com desenvolvimento mental.
O prognóstico, mesmo nos casos tratados precocemente, permanece reservado, observando-se em 90% dos casos a presença de deficiência mental. Distúrbios psiquiátricos são freqüentes. Outras síndromes epiléticas podem surgir, sendo que 50-60% dos casos evoluem para síndrome Lennox-Gastaut, epilepsia multifocal ou epilepsia parcial secundariamente generalizada.

Tratamento Clínico
Há uma grande melhora dos espasmos infantis com uso intensivo do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico ) em suas apresentações injetáveis como: ACTHAR ( Corticotrophin) da Rhône Poulenc Rorer Pharmaceutical inc ou a sua forma de H.P.ACTHAR Gel (Repository Corticotrophin injection).
Dizemos que este tratamento pode ser heróico e interromper o quadro convulsivo, porém só deve ser utilizado sob rigoroso controle médico e monitoramento cardiopediatrico, já que os corticóides não agem apenas no SNC, mas todo o organismo da criança, inclusive em seu sistema imunológico. Segundo os autores Zajerman e Medina somente se utiliza esta medicação em casos de Síndrome de West considerados criptogênicos, e não em espasmos infantis resultantes de lesões cerebrais, por exemplo. Há casos em que a resposta terapêutica pode aparecer em até 48 ou 72 horas após aplicação de uma primeira dose do ACTH, podendo haver uma possibilidade de recidiva de crises nos casos considerados mais graves na dependência da precocidade do diagnóstico e da extensão e gravidade da lesão cerebral associada.
Outros anticonvulsivantes têm sido utilizados, isoladamente ou em combinação nos casos de espasmo infantis, como o Clonazepam, o Ácido Valpróico, o Fenobarbital e o Vigabatrin.

Tratamento Fisioterápico
Objetivos:
Equilíbrio da cabeça
Equilíbrio do tronco
Seguir as etapas de maturação de acordo com cada criança.
Em todo paciente com Síndrome de West precisa-se trabalhar primeiramente extensão de cabeça e de tronco, para que depois, então a criança seja estimulada a começar a rolar, arrastar, engatinhar, sentar, .. .Não podemos querer que ela engatinhe, sem que ela consiga fazer extensão cervical. O tratamento deve ser feito seguindo as etapas de evolução, de maturação da criança.
Os exercícios fisioterápicos devem obedecer as escalas de maturação. Tendo isso em mente, o fisioterapeuta pode inovar e criar novas maneiras de serem realizados de duas formas:
Utilizando a bola coloca-se a criança em DV apoiado com cotovelo em cima da bola, e chama-se a atenção da mesma com um objeto a sua frente.
Deitado no chão, também com um brinquedo à frente.
É importante saber que o tratamento da síndrome de west é igual ao tratamento proposto a criança portadora de paralisia cerebral.

Hidroterapia
Durante a terapia em piscina, o calor da água ajuda a aliviar a espasticidade, mesmo que o alívio seja temporário. Entretanto, a medida que a espasticidade diminui, movimentos passivos podem ser administrados em maior amplitude com menor desconforto para o paciente. Deste modo a amplitude articular pode ser mantida.
Os movimentos passivos devem ser efetuados lentamente e ritmicamente , começando com o tronco e articulações proximais, gradualmente incluindo as articulações distais. Os movimentos devem a princípio ser de natureza oscilatória e a seguir de natureza rotatória. O tronco e os membros devem ser movidos em padrões de movimento com inibição reflexa. O paciente deve respirar profundamente e calmamente, e o momento do estendimento máximo deve coincidir com a expiração. A principal dificuldade em obter uma fixação estável para ambos os pacientes e o terapeuta. Em alguns casos pode ser necessário um segundo fisioterapeuta para ajudar.

Tratamento fisioterápico
O tratamento fisioterapêutico tem como objetivo principal tratar as seqüelas ou tentar diminuí-las o máximo possível. Como as complicações respiratórias existentes, deve-se fazer fisioterapia respiratória.
Outro objetivo é tentar-se evitar as deformidades que surgem ou amenizá-las, fazendo-se mobilização passiva e alongamentos. Devido a hipotonia é preciso que se fortaleça os músculos responsáveis pela respiração.

Bibliografia
AJURIAGUERR, J de - " Manual de Psiquiatria Infantil ". Ed Atheneu, 1992 - 2 edição
LIPPI, Jose Raimundo da Silva - " Neurologia Infantil " - 1987.
DYNSKI, Martha Klin - "Atlas de Pediatria".
CAMBIER, J . MASSON, M e DEHEN, H - " Manual de Neurologia" Ed Atheneu - 2 edição

retirado do site www.interfisio.com.br

 

 



- Postado por: Patrícia às 13h46
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 Cesarianas são 80% dos partos na rede privada

                                                                                                                                         

   Parto normal ou cesariana? A resposta para o questionamento, natural entre as grávidas, tem respostas diferentes entre as mulheres que têm seus filhos na rede pública de saúde e as que podem fazer o parto por um convênio médico. Um estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aponta que 80,72% dos partos realizados em 2006 por planos de saúde são cesários, enquanto no Sistema Único de Saúde esse percentual cai para 30,14%.

A taxa de cesarianas recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 15%, número muito abaixo do encontrado pela ANS no Brasil. Para especialistas, uma série de fatores explica a diferença.

De acordo com a ANS, foram realizados 390.171 partos no setor suplementar, sendo que desse total apenas 75.228 foram partos naturais. Já pelo SUS foram 2.144.846 procedimentos, dos quais 1.498.323 normais. Os números apontam um crescimento do percentual de cesarianas no País, que passou de 77,50% em 2005 para os 80,72% em 2008. Na rede pública também houve um aumento, embora menor, passando de 28,61% em 2005 para 30,14% em 2006.

A advogada Liliane da Costa Mendes, 25, se enquadra no perfil. Grávida pela segunda vez, tem o parto cesário marcado para amanhã. Ela diz que no primeiro queria fazer um parto normal, mas depois de uma conversa de três horas, o médico conseguiu convencê-la a fazer cesariana. “Ele disse que se eu tivesse condições financeiras, seria mas conveniente fazer a cesariana.” Entre os argumentos usados pelo médico estariam a falta de força suficiente da mãe para ter o bebê naturalmente, já que a criança teria mais de 40 semanas, a comodidade do agendamento e a anestesia, que faria ela não sentir dor. A segurança e a comodidade, no entanto, tiveram seu preço. “Eu paguei 900 reais na época. Só a contratação do anestesista dobrou o valor. Acho que se fosse normal sairia por uns 300 reais”. Neste parto, a cesariana foi escolhida desde o começo. O motivo é uma laqueadura que será realizada com o parto.

O integrante do Conselho Regional de Medicina (CRM-GO) e do Conselho Federal de Medicina (CFM), o ginecologista e obstetra Aldair Novato da Silva, diz que uma série de fatores explicam a maior ocorrência de partos cesários. O primeiro deles é a decisão da grávida. “Acredito que esse percentual seja até maior. O primeiro fator é o próprio desejo da gestante. É uma questão cultural. Elas acham que o corpo não voltará ao normal, que afetará a vida sexual”.

Outro ponto citado pelo médico é quanto à rotina dos médicos, que têm uma agenda cheia. “Não se tem hoje o tempo que se tinha antes. O médico tem dois ou três locais de atendimento, o que dificulta ficar um tempo indeterminado em um parto, que pode demorar quatro, cinco horas”. O médico cita ainda a falta de estrutura dos hospitais para realizar os partos normais. “Tem muitos hospitais que se intitulam maternidade, mas não têm a infraestrutura necessária para a realização de partos normais”. Aldair aponta a questão financeira também como um dos fatores. “A remuneração também conta. Já se tentou remunerar melhor o parto normal, mas não se conseguiu”. O médico ressalta ainda que a maioria das denúncias feitas no CRM é de partos normais.

 

                                  

Pablo Santos



- Postado por: Patrícia às 13h03
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DESCULPAS

PEDIMOS DESCULPAS POR NÃO TER PUBLICADO DURANTE ESTES 10 DIAS. MAS DEVIDO A PROBLEMAS TÉCNICOS ,NÃO FOI POSSIVEL BLOGAR. PEDIMOS SUA COMPREENSÃO E ESTAMOS DE VOLTA. PARA SEMPRE MANTE-LOS ATUALIZADOS.



- Postado por: Patrícia às 12h57
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DIA MUNDIAL DA SAÚDE OCULAR

     Vem aí mais uma data instituída para alertar a população para os benefícios das práticas preventivas: 10 de julho é “Dia Mundial da Saúde Ocular”. Entre os esforços mundiais para erradicar as causas de cegueira no planeta, destaca-se o movimento mundial “Visão: 2020: O Direto de Ver”, resultado da parceria entre a OMS e International Agency for Prevention of Blindness. A verdade é que oito em cada dez casos de perda da visão poderiam ter sido evitados. A questão é que algumas patologias oftalmológicas são assintomáticas e outras, quando se manifestam, costumam estar em estágio avançado. Ainda falta informação para grande parte da sociedade, que procura assistência quando é tarde demais. Visitas anuais ao oftalmologista fazem a diferença para os adultos. É através do exame clínico e de testes complementares muitas vezes simples, como a aferição da pressão intraocular, que se verificam eventuais alterações. A catarata, principal causa de cegueira no Brasil, é curável graças aos avanços no campo da microcirurgia. Outras doenças podem ser controladas a partir da detecção precoce e do acompanhamento especializado. São elas: glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética. Na infância, a atenção não deve ser minimizada. Os cuidados iniciam-se na gestação, pois durante sua formação a criança pode ter a visão afetada por uma série de fatores. A catarata congênita é a principal causa de cegueira infantil. Embora ela possa ter caráter hereditário, muitas vezes está ligada ao contágio por rubéola. Ou seja: basta o devido acompanhamento pré-natal, com a observação das recomendações médicas, para que a mãe proteja a visão de seu filho. Vale destacar também a importância do Teste do Olhinho, realizado pelo pediatra logo apos o nascimento. O exame verifica a presença de leucoria - mancha branca no olho - e descarta problemas congênitos. Todo recém-nascido deve realizá-lo. Outro cuidado relevante, diz respeito às crianças em fase escolar. Todas devem ser submetidas ao exame de acuidade visual. Os defeitos refrativos – miopia, hipermetropia e astigmatismo – também protagonizam a perda visual quando não são corrigidos no momento certo.



- Postado por: Patrícia às 12h16
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ENTENDENDO A DIABETES

     Diabetes é uma doença causada pela deficiência na produção de insulina. O pâncreas é o órgão responsável pela produção deste hormônio, que tem uma função bastante simples: aumentar a permeabilidade da membrana plasmática a glicose. 
     A insulina também estimula as células musculares e hepáticas a transformar a pequena molécula de glicose na grande molécula de glicogênio, estimulando, assim, a lipogênese.
     De forma simples podemos dizer que após metabolizada dentro da célula, a glicose é transformada em energia. Isto só é possível porque a insulina age aumentando a permeabilidade da membrana celular, o que permite que a célula receba a glicose e a transforme em energia, para, assim, realizar todas as suas funções.
     As principais características desta doença são: hiperglicemia, ou seja, uma elevação da quantidade de glicose no sangue e glicosúria (presença de açúcar na urina).
     Entre seus sintomas mais freqüentes estão: o aumento da freqüência em urinar, sede exagerada, apetite exagerado, perda de peso, coceiras e doenças na pele, inflamações dos nervos, etc.
     Por ter esta deficiência na produção de insulina, o diabético deve evitar doces, massas (pois estas ao serem metabolizadas dentro de nosso organismo são transformadas em glicose), bebidas alcoólicas, etc.
     É importante que o diabético sempre controle sua alimentação, pois agindo assim, conseguirá levar uma vida com menos riscos de ser acometido pelas complicações tão comuns aos portadores de diabetes.
     Há dois tipos de diabetes, o tipo 1, neste, seu portador é dependente de insulina. Os mais acometidos por este tipo são crianças e adolescentes. 
     E o tipo 2, que ao contrário do tipo 1, seus portadores não são dependentes de insulina e sua maior incidência se dá entre os adultos. Procure um médico para melhor orientação.



- Postado por: Patrícia às 10h46
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PERIODONTITE - CAUSA A PERDA DOS DENTES

     Como um dia de rotina fui ao destista, depois de 3 anos que tirei o aparelho e descubri que tenho periodontite. Então como sou muito curiosa resolvi buscar mais informação sobre o assunto e decidi colocar no blog também.

     A periodontite – conhecida popularmente como piorréia – é uma inflamação crônica que acomete gengiva, osso e ligamentos de suporte dos dentes que se dá, principalmente, pelo acúmulo de bactérias nestas regiões. Ela é uma das principais causas de perda de dentes em adultos e a principal causa em pessoas idosas.
     Esta doença pode, também, promover mobilidade e mudança de posição dos dentes e seus sintomas incluem sangramento gengival, alteração do paladar, sensibilidade dental, dores e desconfortos gengivais, alteração da cor dos dentes, mau hálito e tártaro – uma vez que há formação de bolsas nestas regiões, geralmente permeadas de bactérias, e destruição óssea. Em muitos casos, os dentes da frente podem se projetar para fora e pode ocorrer presença e acúmulo de pus.
     Atualmente percebe-se uma relação desta doença com artrite reumatóide, doenças renais, diabetes e osteoporose. Infarto agudo do coração, partos prematuros, infecções pulmonares e úlceras também têm sido associados à periodontite. Entretanto, poucos estudos foram feitos no Brasil e há poucas pesquisas conclusivas.
     Uma boa higiene bucal e visitas periódicas ao dentista previnem o aparecimento da infecção, uma vez que a formação de placas bacterianas é um dos fatores principais do aparecimento desta. Fumo, bruxismo, deficiências nutricionais, medicamentos e doenças emocionais podem potencializar os efeitos da periodontite.
O tratamento consiste em raspagens e, em casos mais acentuados, cirurgias periodontais. Pode ser necessário o uso de antibióticos. Visitem seu dentista regularmente.



- Postado por: Patrícia às 11h46
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MENOS SAL NO PRATO

     A Organização Mundial de Saúde (OMS) quer reduzir a recomendação diária de até 5 gramas, o equivalente a uma colher de sobremesa. Para especialistas, é preciso levar uma vida mais insossa. O consumo de sal entre os brasileiros é o dobro do que a OMS recomenda, e aqui o limite é de 6g de sal de cozinha por dia. Estima-se que o consumo diário de sal é de 11 colheres de sobremesa ao dia. Na verdade, o rganismo
precisa de sódio, eletrólito essencial a funções celulares. Porém, o excesso causa desequilíbrio hidroeletrolítico, diz a nutricionista Vilma Blondet, do Departamento de Nutrição e Dietética da UFF.
     O descontrole é maior porque os alimentos industrializados já contêm sódio. Até mesmo dietéticos fabricados com adoçantes levam sódio (como, por exemplo, o ciclamato de sódio e a sacarina sódica), além das bebidas gaseificadas. "Quase 75% do sal que consumimos vêm da adição de cloreto de sódio no processamento dos alimentos". (Fonte: Diário SP)



- Postado por: Patrícia às 10h26
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XAROPE DE AGRIÃO

Indicações: Expectorante e fortificante.

Ingredientes:

  • 1 maço de agrião bem lavado;
  • 1 copo de mel;
  • 3 colheres de açucar;
  • Água.

Modo de Preparo:

  • Coloque o agrião bem lavado em uma panela, adicione o açucar e um pouco de água;
  • Ponha para ferver;
  • Assim que estiver bem fervido, retire do fogo, deixe esfriar e misture o suco ao mel;
  • Guarde em um vidro escuro;
  • Armazenar na geladeira.


- Postado por: Patrícia às 08h56
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BACTÉRIA DA MENINGITE ESTÁ MAIS RESISTENTE

     De acordo com um recente estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo, com base em análises realizadas no Instituto Adolfo Lutz, órgão, a Neisseria Meninigitidis, principal agente causador de meningites bacterianas, ficou 12,6% mais resistente aos antibióticos penicilina e ampicilina em um período de dois anos. Foram examinadas 1.096 cepas, isoladas de casos de meningite de todo o Brasil entre os anos de 2006 e 2008 e submetidas ao teste de Concentração Inibitória Mínima, segundo metodologia internacional. Os resultados mostraram que a resistência intermediária da bactéria à penicilina passou de 13,5% em 2006 para 15,1% no ano passado. No caso da ampicilina a variação foi similar, de 13,4% para 15,1%. Embora os dois antibióticos possam ser usados para o tratamento de meningites bacterianas, o aumento da resistência intermediária mostra que seriam necessárias doses maiores para combater a doença. A sensibilidade diminuída à penicilina também vem sendo registrada em outros países. Nos EUA, a resistência intermediária é de 4%, mas na França chega a 30%. O resultado do estudo pode estar ligado a fatores como a prescrição indiscriminada de antibióticos, à automedicação e em, alguns casos, à utilização inadequada de fármacos. “O uso desnecessário ou incorreto de antimicrobianos pode favorecer esse quadro, porque o medicamento mata as cepas sensíveis e seleciona as resistentes”, afirma Maria Cecília Outeiro Gorla, pesquisadora do Adolfo Lutz e uma das responsáveis pelo trabalho. No estudo não foi observada resistência das cepas de Neisseria Meninigitidis às cefalosporinas de terceira geração, que são derivadas sintéticas da penicilina, e também usadas no tratamento de meningites bacterianas. Mas a pesquisadora alerta que o aumento da resistência intermediária verificado no estudo pode representar uma tendência, o que exige constante monitoramento. Em 2008 foram registrados no Estado de São Paulo 3.138 casos de meningite bacteriana, o que representa diminuição de 22,3% em relação às 4.035 ocorrências registradas em 2006.



- Postado por: Patrícia às 09h30
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1º DE JULHO DIA DA VACINA BCG

     A vacina BCG (bacilo de Calmette e Guérin) foi criada em 1921. Produzida por meio de cepas da bactéria da tuberculose bovina e aplicada sob a forma de injeção intradérmica, imuniza crianças de 0 a 4 anos e adultos.
     É indicada para prevenir não só as formas graves da tuberculose, bem como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa.
     Desde 1976, a vacina é obrigatória para crianças menores de 1 ano de idade; por lei, deve ser aplicada ainda na maternidade em recém-nascidos com peso igual ou superior a 2 kg. 
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda revacinar todas as crianças em idade escolar, que estejam com 6 anos de idade, independentemente de terem ou não cicatriz vacinal, em razão de dados estatísticos que alertaram para o retorno dessa doença, que já havia sido erradicada do Brasil.
     A tuberculose é causada pelo bacilo de Koch. É uma doença contagiosa, transmitida de pessoa para pessoa por meio da saliva, sobretudo quando o doente tosse, espirra ou fala, ou por objetos contaminados. Ao ser expelido no ambiente, o bacilo pode permanecer no ar por várias horas, facilitando a contaminação. Um único micróbio pode contaminar uma pessoa, embora, para que ocorra a transmissão da tuberculose, sejam necessárias muitas horas de convívio com uma pessoa contaminada.
     Os sintomas mais comuns da tuberculose são: tosse persistente por mais de três semanas, acompanhada, geralmente, por escarro com sangue, perda de peso, dor no peito, suor noturno, cansaço e febre no final da tarde.
     Felizmente, a tuberculose já tem cura. A doença é detectada por meio de um exame de raio X ou abreugrafia. Após o diagnóstico, a pessoa contaminada se submete a um tratamento que dura, aproximadamente, seis meses e inclui a combinação de três remédios antibióticos, ou seja, um tipo de quimioterapia de curta duração. Sem um tratamento adequado, o paciente pode morrer ou sofrer sérias conseqüências. Não convém interromper o tratamento ao desaparecerem os sintomas, pois os bacilos podem permanecer vivos e escondidos em partes dos pulmões, acarretando a reincidência da doença.
     A vacina BCG pode ser simultaneamente aplicada com outras vacinas, mesmo com as de vírus vivos. Só é contra-indicada em casos de imunodeficiência congênita ou adquirida - por exemplo, indivíduos HIV-positivos, que apresentem sintomas da doença, e durante a gravidez. 
     Com o advento da Aids, houve alta no número de casos de tuberculose em portadores do vírus. Hoje, a associação dessas duas enfermidades - Aids e tuberculose - constitui um sério problema de saúde pública, principalmente por contribuir para o aumento dos índices de mortalidade. O Ministério da Saúde adota a vacinação com BCG como uma das medidas de proteção contra a transmissão da tuberculose. Doses da vacina são aplicadas em todos os estados brasileiros como parte do Programa Nacional de Imunizações, numa tentativa de novamente erradicar essa doença do país, de uma vez por todas.



- Postado por: Patrícia às 09h45
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