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CARRAPATO É PERIGOSO 

     A febre maculosa é uma infecção aguda causada por uma bactéria, a Rickettsia rickettsii. O homem é infectado através da picada do carrapato que eventualmente carrega esta bactéria nas suas glândulas salivares.

Incidência

     Esta é uma doença rara, porém o número de pessoas diagnosticadas vem aumentando desde 1996 quando se tornou obrigatória a sua  notificação para os centros de vigilância epidemiológica. Estima-se que a maioria dos casos não é diagnosticada e que os dados disponíveis são provavelmente inferiores à verdadeira incidência.  É mais comum na zona rural, principalmente dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Infecção

     A Rickettsia é uma bactéria que sobrevive basicamente dentro das células dos carrapatos. No Brasil, o carrapato mais comum e também o que mais comumente é vetor desta infecção é do tipo Amblyomma cajennense. Estes carrapatos são também conhecidos como "carrapato-estrela", "carrapato de cavalo" ou "rodoleiro". Eles infestam animais domésticos como as galinhas, cavalos, bois, cachorros e porcos e também animais selvagens como os gambás, as capivaras, cachorros-do-mato, coelhos, tatus e cobras.  O carrapato infectado pica o hospedeiro e através de sua regurgitação inocula a bactéria na corrente sanguínea do animal ou, mais raramente, em feridas abertas. No homem, isso não é comum porque para que haja a infecção o carrapato tem que ficar aderido de 4 a 6 horas. Todas as pessoas são susceptíveis à infecção as quais, depois de infectadas, adquirem imunidade, provavelmente para o resto da vida. Esta infecção não passa de uma pessoa doente para outra por contato físico nem contato com saliva, urina ou fezes. Sempre é necessária a picada do carrapato. Porém, a ausência de um relato de que houve a picada por um carrapato não exclui o diagnóstico já que este relato depende da observação e da memória do indivíduo. Além disso, mais de um caso pode aparecer na mesma família ou em pessoas que moram na mesma região porque foram expostos aos mesmos animais portadores de carrapatos infectados. Os casos são mais comuns nos meses de primavera e verão.

Sintomas

     A pessoa infectada pode desenvolver sintomas de 2 a 14 dias após a picada, em média, uma semana. Estes sintomas podem praticamente não existir ou serem muito fracos, o que dificulta o diagnóstico. Nas pessoas que desenvolvem o quadro mais característico, a febre pode ser moderada a alta, chegando até 39 a 40 graus. Esta febre pode durar de 2 a 3 semanas e geralmente a pessoa tem que restringir as suas atividades, necessitando repouso no leito. É comum ter dor de cabeça intensa, dor no corpo, calafrios e edema dos olhos e conjuntivas. Nos primeiros dias de febre pode aparecer a mácula, de onde vem o nome da doença. São lesões de pele, róseas, nos punhos e tornozelos, que progridem para o tronco e face e após, mãos e pés. Em 2 a 3 dias, estas lesões adquirem um certo volume e podem ser sentidas ao toque quando ficam de uma coloração mais forte. Após 4 dias podem ficar arroxeadas. Nas áreas de maior atrito, podem se unir e formar uma placa que se parece com um hematoma. Pode haver descamação nas áreas mais intensas. O local onde houve a picada pode formar uma úlcera necrótica semelhante à lesão de picada de aranha. A doença pode evoluir para cura espontânea em 3 semanas. Porém nas formas mais graves, as lesões de pele são mais hemorrágicas podendo até ocorrer áreas de necrose nos dedos, nas orelhas, no palato mole e nos genitais. Podem ser acompanhados de sangramento de gengivas, do nariz, vômitos e tosse seca intensa. Os casos que necessitam de internação hospitalar são aqueles em que há um comprometimento sistêmico com pressão baixa, sangramento digestivo, desidratação e insuficiência ventilatória. O diagnóstico diferencial se faz com outras doenças infecciosas que também se apresentam com lesões de pele e febre alta como febre tifóide, sarampo, rubéola, meningite meningocócica, leptospirose e malária. É importante ressaltar que muitas pessoas podem ter esta infecção sem ou quase nenhuma lesão de pele ficando o diagnóstico muito difícil. A mortalidade pode chegar até 20% dos casos diagnosticados.

Diagnóstico

     O diagnóstico de certeza se faz através de exames laboratorial do sangue do doente, através de sorologia e cultura.

Tratamento

     A maioria das pessoas tem um curso benigno que necessita só de medicações sintomáticas como analgésicos, antitérmicos, hidratação oral e repouso. Estima-se que estas pessoas não chegam a procurar atendimento médico e a infecção tem uma resolução espontânea em algumas semanas. Os casos mais graves, quando diagnosticados, devem receber antibióticos específicos e medidas de suporte, muitas vezes necessitando até de tratamento intensivo.

Prevenção

- Evitar contato com animais domésticos e silvestres em regiões reconhecidamente de alta incidência da doença.

- Se for necessário entrar em contato com animais vistoriar o corpo de 3 em 3 horas já que o carrapato necessita ficar aderido por mais de 4 horas para transmitir a infecção.

- Se necessitar andar em locais de vegetação alta, usar calças compridas e botas.

- Não esmagar o carrapato, já que a bactéria pode entrar em algum ferimento do homem.

- Usar carrapaticida em animais domésticos com a freqüência recomendada.

Curiosidade

     Esta doença é a mesma conhecida nos Estados Unidos como Rocky Mountain Fever, ou, Febre das Montanhas Rochosas.



- Postado por: Patrícia às 10h36
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O QUE É MUCOPOLISSACARIDOSE?

     Mucopolissacaridose (MPS) é uma doença metabólica hereditária. Isso significa que a pessoa nasce com falta ou diminuição de algumas substâncias encontradas no organismo, as enzimas que digerem os glicosaminoglicanos (GAG)

Quais os tipos?

MPS I: Síndrome de Hurler, Hurler-Schele e Schele
MPS II: Síndrome de Hurler
MPS III: Síndrome de Sanfilippo
MPS IV: Síndrome de Mórquio
MPS VI: Síndrome de Maroteux-Lamy
MPS VII: Síndrome de Sly

Quais os sintomas?

     Os sintomas variam de acordo com a idade do paciente, com o tipo de mucopolissacaridose e com a gravidade da doença de cada paciente.  Alguns dos sintomas são:

Macrocefalia (crânio maior que o normal)
Hidrocefalia
Deficiência mental
Alterações da face
Aumento do tamanho da língua (macroglossia)
Dificuldade visual
Dificuldade auditiva
Má-formação dos dentes
Infecções de ouvido
Rinite crônica
Atraso no crescimento (baixa estatura e baixo peso)
Rigidez das articulações
Deformidades ósseas
Excesso de pêlos
Compressão da medula espinhal
Apnéia do sono
Infecções respiratórias
Insuficiência de válvulas cardíacas
Hérnia inguinal ou umbilical
Aumento do fígado ou do baço
Síndrome do túnel do carpo
Prisão de ventre
Diarréia

Como diagnosticar?

     O diagnóstico da mucopolissacaridose é feito, normalmente, por um geneticista, após o encaminhamento por outro médico. Para confirmar a mucopolissacaridose, é realizado um exame de sangue para identificar a falta ou diminuição das enzimas.

Qual o tratamento?

     O tratamento da mucopolissacaridose envolve uma equipe com diversos profissionais, de acordo com os sintomas que podem ser apresentados. Entre eles estão: médicos geneticista, pediatra, pneumologista, otorrinolaringologista, oftalmologista, ortopedista e neurologista, fisioterapeuta, dentista, fonoaudiólogo e psicólogo. Para um melhor tratamento, o ideal é procurar centros de atendimento a doenças genéticas.



- Postado por: Patrícia às 08h50
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VOCÊ SABE O QUE É LOMBALGIA?

     A lombalgia é a dor que ocorre nas regiões lombares inferiores, lombossacrais ou sacroilíacas da coluna lombar. Ela pode ser acompanhada de dor que se irradia para uma ou ambas as nádegas ou para as pernas na distribuição do nervo ciático (dor ciática).

Quem pode ter?

     A lombalgia é um problema extremamente comum, que afeta mais pessoas do que qualquer outra afecção, à exceção do resfriado comum.   Entre 65% e 80% da população mundial desenvolve dorsalgia em alguma etapa de suas vidas, mas a maioria dos episódios não é incapacitante. Mais da metade de todos os pacientes com dorsalgia melhora após 1 semana; 90% apresentam melhora após 8 semanas; e os restantes 7% a 10 % continuam apresentando sintomas por mais de 6 meses.

Como se manifesta?

     Há muitas causas diferentes para o desenvolvimento da lombalgia: cerca de 90% dos pacientes com dorsalgia desenvolvem dor decorrente de uso excessivo das estruturas dorsais (resultando em entorses e distensões), da dformidade da estrutura anatômica normal ou de trauma; os outros 10% dos adultos apresentam dorsalgia atribuível a uma doença sistêmica. Mais de 70 dessas doenças foram identificadas. Uma vez que a maioria dos casos de dorsalgia é aulto-limitada, o diagnóstico por imagem raramente é necessário. Um cuidadoso levantamento do histórico do paciente é a ferramenta diagnóstica mais importante. Os fatores que levam ao início da dor, bem como a natureza e a duração da dor, propiciam importantes pistas para a busca da provável causa. A dorsalgia pode ser influenciada por deficiência ou má qualidade crônicas do sono, fadiga, falta de exercícios e fatores psicossociais. A percepção e o relato da dor pelo paciente e o grau resultante de disfunção e incapacidade são dependentes desses fatores, assim como resposta do paciente ao tratamento. A lombalgia também pode ser causada por esforços repetitivos, excesso de peso, pequenos traumas, condicionamento físico inadequado, erro postural, posição não ergonômica no trabalho (essa é a causa mais freqüente para a torção e distenção dos músculos e ligamentos que causam a lombalgia), osteoartrose da coluna; osteofitose (bico de papagaio) e osteoporose (que são causas também realcionadas a idade. Pois, com o passar do tempo, as articulações da coluna vão se desgastando, podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais - hérnia de disco).

Tratamento

     Nenhuma forma isolada de tratamento é eficaz para todas as formas de dorsalgia. Quando a dor é causada por uma doença sistêmica, o tratamento deve ser direcionado ao problema subjacente; entretanto, na grande maioria dos casos, os pacientes apresentam dorsalgia em virtude de um problema mecânico que não pode ser identificado. Um painel de especialistas reunidos pela agência de Política e Pesquisa de Cuidados da Saúde (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA) divulgou diretrizes para o tratamento da dorsalgia em 1994, que incluíram:

¨ Repouso no leito não superior a 4 dias com passeios tão logo seja tolerado;

¨ Alívio da dor com analgésicos ou AINEs vendidos sem prescrição médica;

¨ Exercício aeróbico leve durante as primeiras 2 semanas de tratamento, seguido por exercícios musculares do tronco;

¨ Retorno às atividades profissionais e de recreação usuais tão logo seja possível.

Essas diretrizes levam em consideração o histórico natural da lombalgia que está associado à melhora sintomátia na grande maioria dos pacientes após 2 meses do início dos sintomas.

     O tratamento da lombalgia crônica é direcionado ao alívio das causas e pode incluir perda de peso, exercícios para melhorar o tono e a resistência musculares e melhora da postura. Os analgésicos podem ser utilizados para aliviar a dor, porém o uso crônico de narcóticos opióides deve ser evitado. A injeção nos tecidos moles com corticosteróides e anestésicos locais pode propiciar alívio da lombalgia crônica associada a síndrome miofacial ou fibromialgia. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para aliviar a dor intratável ou a dor conseqüente a anormalidades estruturais. Os analgésicos, os AINEs convencionais, os coxibs, os relaxantes musculares e os antidepressivos têm sido utilizados no tratamento da lombalgia aguda e crônica. Os AINEs convencionais e os coxibs são conhecidos por sua eficácia e podem ser administrados durante 2 a 4 semanas como um estudo terapêutico, período que pode ser seguido por períodos mais longos de tratamento, se for necessário para uso de AINEs convencionais ou coxibs eficazes e bem tolerados. O tratamento com AINEs convencionais ou coxibs deve geralmente ser continuado, embora o paciente aumente a atividade física e recupere a confiança, e é descontinuado quando o paciente volta ao trabalho e retoma as atividades normais. Alguns pacientes com lombalgia crônica podem requerer tratamento com AINEs convencionais ou coxibs durante períodos prolongados de tempo. Esses medicamentos são usados freqüentemente mais como suporte aos esforços do paciente para ser fisicamente ativo do que para o alívio da dor. Embora os pacientes com lombalgia crônica possam não obter o completo desaparecimento da dor, eles devem ser encorajados a ser tão fisicamente ativos quanto possível.



- Postado por: Patrícia às 10h38
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BULIMIA

     A bulimia é um distúrbio psicológico e que provoca uma fome compulsiva, levando a pessoa a consumir grandes quantidades de alimento em um curto período de tempo.
     O que chama a atenção em pessoas com esta doença é pelo fato de às vezes possuirem belos corpos, ou seja, não são pessoas magras, de corpos "esculturais" e que, para não ganharem peso, provocam o vômito, tomam laxantes e diuréticos, ou fazem exercícios de forma abusiva.
     A grande diferença de uma pessoa com anorexia e um bulímico é que o anoréxico é obcecado em manter a sua forma atual - ficar magro, chegando em pontos de desnutrição, enquanto o bulímico possui peso normal e faz dietas e/ou usam diuréticos com medo de engordar.
Os principais sintomas de uma pessoa com bulimia são:

Ingestão exagerada de alimentos em um curto espaço de tempo;
Vômitos auto-induzidos;
Dietas rigorosas;
Distúrbio depressivos, ansiedade, comportamento obsessivo.

     A vida de um bulímico gira em torno de um ciclo vicioso, pois ele faz uma dieta rigorosa e um pouco depois inicia a compulsão de comer. As causas são a ênfase para a predisposição genética, pressão familiar, valorização do corpo magro como ideal de beleza.

Existe tratamento?

     Sim, o tratamento é feito por uma equipe especializada, composta por psicólogo, nutricionista e médico. De início não é fácil diagnosticar a doença porque os sintomas não são tão claros.
     Não existem métodos eficazes para prevenir esta doença.



- Postado por: Patrícia às 08h47
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ESCOLIOSE CUIDE BEM DE SUA COLUNA

     A coluna vertebral vista por trás deve ser reta, alinhada. A escoliose é uma deformação morfológica da coluna vertebral nos três planos do espaço. Assim, a coluna realmente se torce, não somente para os lados, mas para frente e para trás e em volta do seu próprio eixo. Essa torção em maiores graus determina a gravidade da escoliose e a forma de ser tratada. Classificação da escoliose quanto a forma da curva: curva simples, sendo esta à direita ou à esquerda (escoliose em “C”); Curva dupla, (escoliose em “S”). Lembrando que a direção da curva é sempre identificada pela convexidade da coluna. Classificação das curvaturas escolióticas, podendo estas serem: cervicotorácicas, torácicas, toracolombares, lombares e lombossacrais.

Relacionando o grau da angulação da escoliose e o tratamento correspondente, temos:

1)0 à 10 graus: não há necessidade de tratamento fisioterápico.

2)10 à 20 graus: há necessidade de tratamento fisioterápico.

3)20 à 30 graus: tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico ou de Milwakee.

4)30 à 40 graus: uso do colete ortopédico ou Milwakee.

5)40 à 50 graus: somente tratamento cirurgico.

Causas

  • Idiopática : causa desconhecida (70% dos casos)
  • Neuromuscular : seqüela de doenças neurológicas, como por exemplo poliomielite, paralisia cerebral.
  • Congênita : oriunda de uma má-formação
  • Pós-traumática
  • Diagnóstico

         O diagnóstico é feito através de testes clínicos e de radiografias. Em todos os casos de escoliose, é importante o diagnóstico precoce e a avaliação clínica completa e radiológica do paciente.A avaliação postural faz parte da avaliação clínica, sendo de fundamental importância para o diagnóstico. Nela, o examinador compara os dois hemicorpos do indivíduo nas vistas anterior, posterior e lateral, observando possíveis diferenças e assimetrias. O controle da evolução sistemática é a forma de minimizar os danos dessa patologia que, quando não tratada corretamente, pode causar danos irreparáveis.

    Tratamento

         O tratamento das escolioses baseia-se, dentre outros fatores, na idade, na flexibilidade, na gravidade da curva e na sua etiologia, compreendendo a correção das deformidades, com tratamento conservador, que inclui fisioterapia e utilização de coletes, adaptação de palmilhas posturais que incrementam a eficácia e o tempo do tratamento (Podoposturologia) ou o tratamento cirúrgico. Na opção de tratamento conservador a fisioterapia utiliza-se dos benefícios da R.P.G. ou Reeducação Postural Global, como método que corrige ou minimiza a escoliose através da identificação da causa do problema.



    - Postado por: Patrícia às 08h56
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    GASTRITE

         A gastrite é uma inflamação do epitélio estomacal muitas vezes, tem diferente significado para os leigos e para os médicos. O público, freqüentemente, usa o termo gastrite como queixa, representando vários desconfortos relacionados com o aparelho digestivo. O médico, após examinar o paciente e fazer os exames necessários, conclui que existe gastrite, inclusive, muitas vezes sem sintomas e outras vezes em que não existe significado clínico destacável. As gastrites podem ser agudas ou crônicas.

    Gastrite aguda

         Gastrites agudas permitem uma abordagem mais simplificada, por serem de aparecimento súbito, evolução rápida e facilmente associadas a um agente causador:

    • Medicamentos, infecções e estresse físico ou psíquico podem levar a uma gastrite aguda.
    • Ácido acetil-salicílico (aspirina, AAS), antiinflamatórios não esteróides, corticóides, bebidas alcoólicas e a ingestão acidental ou suicida de certas substâncias corrosivas são exemplos de agentes agressores.
    • Alimentos contaminados por germes, como bactérias, vírus, ou por suas toxinas são causa freqüente de inflamação aguda do estômago, como parte de uma infecção, genericamente conhecida como gastroenterite aguda.

         Situação bastante conhecida é a hemorragia digestiva superior aguda, com vômitos e evacuações com sangue. Deve-se lembrar que o vômito apresenta como característica a cor vermelho "vivo", ou a presença de coágulos, o que se denomina hematêmese. Em relação à evacuação, como este sangue é digerido por bactérias no decorrer do trânsito intestinal, este se apresenta de cor enegrecida e com odor forte, chamado de melena. No entanto, nos casos em que ocorre um sangramento muito intenso, não há tempo para que ocorra a digestão deste sangue, e desta forma a evacuação também se caracteriza pela eliminação de sangue vermelho "vivo". A hemorragia digestiva pode ocorrer como complicação de situações graves como o estresse pela longa permanência dos doentes em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), em períodos pós-operatórios, em pacientes com queimaduras em extensas áreas do corpo, em politraumatizados ou em pacientes com infecção generalizada (chamada de septicemia).

    Gastrite crônica

         Em relação à gastrite crônica, também, existe muita confusão, principalmente no que se refere aos sintomas e à relação com os agentes causadores. Sabe-se que a bactéria Helicobacter pylori pode determinar uma gastrite crônica. Esta bactéria vive muito bem em ambientes ácidos, como é o caso do estômago. No entanto, o Helicobacter pylori leva à destruição da barreira protetora que reveste a mucosa do estômago, permitindo que o ácido gástrico agrida a própria mucosa gástrica, o que leva à inflamação da mesma, caracterizando a gastrite. Como a infecção pela bactérica é crônica, a inflamação também segue este padrão. Na gastrite crônica atrófica, situação em que diminuem muito as células da mucosa do estômago, existe considerável redução na produção do ácido gástrico, que é importante para a "esterilização" do que ingerimos e para a digestão dos alimentos. A gastrite atrófica deve ser vista com atenção pelo médico e paciente, já que a evolução desta forma de gastrite para a atrofia gástrica, está relacionada com o aumento da incidência de câncer de estômago. Por vezes, a bile que o fígado descarrega na porção inicial do intestino delgado (chamado de duodeno), reflui para o estômago, causando inflamação crônica. Estes fatores, atuando isoladamente ou em conjunto, podem determinar gastrite crônica e dores no corpo.

    Sinais e Sintomas

         A maioria dos casos crônicos não apresenta sintomas. Já na gastrite aguda, quando existem queixas, são muito variadas:

    • dor e queimação no abdômen
    • azia
    • perda do apetite
    • náuseas e vômitos
    • distensão epigástrica (região do estômago)
    • sensação de saciedade alimentar precoce, mesmo com a ingestão de pequenas porções de alimentos.
    • sangramento digestivo, nos casos complicados, demonstrado pela evacuação de fezes pretas (melena) e/ou vômitos com sangue (hematêmese).

         Por deficiência de absorção de Vitamina B12 e ácido fólico, pode ocorrer anemia manifestada por:

    • fraqueza
    • ardência da língua (glossite)
    • irritação dos cantos dos lábios (comissurite)
    • diarréia
    • mais raramente, alterações neurológicas envolvendo memória, orientação e coerência, quadro clínico relacionado à gastrite atrófica.

    Diagnóstico

         Na gastrite aguda, baseando-se na história clínica, sendo em geral desnecessário exames. Na suspeita de complicações, como a hemorragia, a endoscopia digestiva alta é o exame indicado. A endoscopia é um exame que permite enxergar diretamente a mucosa, mostrando alterações sugestivas de algum tipo de gastrite. Entretanto, 40% dos casos de gastrite crônica nada mostram. Por isso, considera-se que o diagnóstico das gastrites crônicas é, fundamentalmente, histológico, ou seja, pelo exame microscópico de fragmentos da mucosa colhidos por pinça de biópsia que passa através do próprio endoscópio.

    Tratamento

         O tratamento está relacionado ao agente causador. Nos casos de gastrite aguda associada ao uso de medicações antiinflamatórias, sua suspensão e/ou substituição, associada ao uso de medicamentos que neutralizem, que inibam ou bloqueiem a secreção ácida do estômago, é o tratamento básico. A endoscopia, mais utilizada nos casos de gastrite aguda acompanhada de sangramento, além de poder fazer o diagnóstico, pode interromper a hemorragia aplicando variados tratamentos locais. Não há consenso sobre a vantagem de tratar a bactéria Helicobacter pylori quando há gastrite sem úlcera, pois não tem sido observada uma melhora significativa dos sintomas digestivos. Nos casos em que há a indicação do tratamento para a erradicação da bactéria, este consiste na administração de antibióticos e de bloqueadores da produção de ácido gástrico.

    Prevenção

         Evitar o uso de medicações irritativas como os antiinflamatórios e a aspirina. Evitar o abuso de bebidas alcoólicas e do fumo. Existem controvérsias quanto ao hábito da ingestão de café e chá preto influir nas gastrites, por isso o seu consumo deverá depender da tolerância individual. A melhoria das condições sanitárias, do tratamento da água de consumo doméstico, da higiene pessoal (lavar as mãos antes de tocar alimentos), dos cuidados no preparo e na conservação dos alimentos, faz decrescer significativamente as vítimas das toxinfecções alimentares (gastroenterites).



    - Postado por: Patrícia às 09h07
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    CAMISINHA EM GEL PARA AS MULHERES

         Pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma 'camisinha molecular' para mulheres em forma de gel para proteger contra a infecção pelo vírus HIV, causador da Aids.
         Segundo os cientistas que participam do projeto, a camisinha em gel seria aplicada na vagina antes da relação sexual.
    Ao entrar em contato com o esperma, o gel liberaria uma substância antiviral que atacaria o HIV e formaria uma rede que impediria a passagem do vírus.
         Em um estudo publicado na revista científica "Advanced Functional Materials", os cientistas testaram o material em células vaginais humanas e comprovaram que ele bloqueia a passagem das partículas de HIV.
         A equipe de pesquisadores vem trabalhando no desenvolvimento da camisinha feminina em gel há vários anos.
         Segundo Patrick Kiser, que coordena a pesquisa, o gel seria particularmente útil para os países africanos, onde o uso de preservativos tradicionais é relativamente baixo.

    Primeira versão

         A equipe de pesquisadores havia desenvolvido em 2006 uma primeira versão do gel, que se transformava em uma capa gelatinosa ao entrar em contato com a pele e voltava ao estado líquido ao entrar em contato com o sêmen.
         Porém o maior problema que encontraram para essa primeira versão era que na África, continente onde estão os países com os maiores índices de contaminação pelo HIV, as altas temperaturas impediam que o gel voltasse ao estado líquido.
         Para corrigir isso, o que eles fizeram foi gerar um processo exatamente oposto: por meio de mudanças na composição química relacionadas ao pH (o índice de acidez ou alcalinidade) do esperma, o novo gel fica mais sólido em vez de mais líquido.
         "Nossa pesquisa não põe ênfase no remédio, mas sim no veículo usado para transportá-lo", afirma Kiser.
         A equipe de cientistas estima que ainda serão necessários vários anos de testes para que o produto possa estar disponível para uso generalizado.

    Tendência

         O projeto da Universidade de Utah faz parte de uma tendência internacional de investigar e desenvolver sistemas de liberação de substâncias microbicidas como géis, anéis, esponjas e cremes para prevenir infecções pelo vírus da Aids ou por outras doenças sexualmente transmissíveis.
         Esses sistemas são vistos como uma forma de que as mulheres tenham um maior poder de proteger a si mesmas do HIV, particularmente em regiões onde o índice de contaminação seja alto, onde haja um grande número de estupros, onde os preservativos tradicionais sejam um tabu ou não estejam disponíveis ou onde os homens sejam reticentes a usá-los. (Fonte: Gazeta Web)



    - Postado por: Patrícia às 08h43
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    QUAL A FINALIDADE DO CHÁ DE OLIVEIRA?

         O chá da longevidade e vitalidade, 100% de folhas de oliveiras (Olea europaea), de cultivo próprio em sistema orgânico e biodinâmico. Proporciona bem estar e disposição nos momentos de tensão, estresse e ansiedade. Por conter princípios antioxidantes promove uma longevidade saudável e tranqüila.
         Durante séculos, a oliveira tem sido considerada como a “Árvore da Vida”. No século atual, a maioria das pessoas a conhece como o símbolo internacional da paz e como a fonte de um saudável e delicioso óleo utilizado na culinária. Além disso, estudos mostram que a folha da oliveira tem um valor significativo como erva capaz de aumentar a imunidade biológica humana em função da oleuropeína e vários agentes antioxidantes.
         O chá auxilia em casos de estresse, ansiedade, depressão, insônia, resfriados, dores e inflamações em geral.
    Aliado a uma dieta saudável e exercícios físicos, o uso do Chá de Folhas de Oliveira pode auxiliar a emagrecer até 6 Kg e perder 10% da circunferência abdominal em poucas semanas.
    As oliveiras são cultivadas no sistema biodinâmico, ou seja, colhidas em horas especificas, na lua correta e em determinados meses do ano, recebendo, se necessário, apenas tratamentos homeopáticos, nunca agrotóxicos.

    Indicações:
    O chá de Oliveira oferece uma forma exclusiva, verdadeiramente natural e não tóxica de auxiliar nos tratamentos complementares de doenças provenientes de vírus, bactérias, fungos, germes, protozoários e outros parasitas, tem um alto poder antioxidante e faz o metabolismo eliminar gordura, cansaço, estresse e fadiga vão embora. A alta concentração de fibras minimiza a prisão de ventre. Unhas e cabelos ficam mais fortes e brilhantes. A pele tem as marcas de expressão atenuadas, o que consequentemente previne o surgimento de rugas.
    Não tem efeitos colaterais.

    Sugestão de Preparo e uso: 3 colheres de sopa de erva para um litro de água. Quando alcançar fervura desligue, tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos. Em seguida é só coar e beber. Sugere-se 3 a 4 xícaras de chá por dia, uma ainda em jejum ao acordar e as demais ao longo do dia.
    Gestantes e Lactantes deverão fazer uso do produto sob orientação médica ou nutricionista.

    ATENÇÃO: O uso de ervas naturais é de conhecimento popular e herdado de nossos antepassados e não têm a intenção de substituir cuidados médicos, diagnósticos ou prescrições.


    - Postado por: Patrícia às 09h28
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    MASCAR CHICLETE FAZ BEM OU MAL PARA A SAÚDE DA BOCA?

         Chiclete, goma de mascar, chicle de bola. Vários nomes para uma mania que faz a cabeça de crianças e adolescentes. Mas uma dúvida que, volta e meia nos perturba aconsciência: o chiclete é, na verdade, uma mania ou um vício perigoso? 
         Os entendidos explicam que, sem abusar, sabendo escolher a hora certa e o produto adequado, ele pode ser usado como uma forma de relaxamento e concentração.
         Carie é a primeira palavra que vem à cabeça de muitas pessoas quando o assunto é chiclete. A dentista Roberta Simi explica que o açúcar contido nesses produtos acaba servindo como alimento para bactérias que liberam substâncias ácidas responsáveis pela descalcificação dos dentes. "A escovação dos dentes após a mastigação é fundamental", alertou.
         Segundo a dentista, o ato de mascar chicletes pode ser considerado especialmente perigoso para os dentes quando feito algum tempo depois do almoço ou jantar.
         "Durante as refeições, há um aumento do fluxo salivar para dar início ao processo digestivo," explicou. "É um momento crítico para os dentes, pois gera um ambiente bucal ácido que causa perda de minerais dos tecidos dentários. Quando acabamos de mastigar, a saliva demora algum tempo para voltar ao normal e deixar de roubar minerais dos dentes."
         "Depois, temos o processo inverso, em que a saliva passa a ceder minerais para os dentes para que esses possam se recuperar, tendendo a um equilíbrio. Um chiclete nesse momento deixa nossa saliva ácida e causa nova perda de minerais para o meio, antes mesmo que os dentes tenham se recuperado da primeira perda", afirmou a dentista.

    O estômago pede para não abusar

         E se o chiclete não contém açúcar? Bem, ainda assim existem precauções a serem tomadas. Segundo o gastroenterologista César Guerreiro, o consumo exagerado de chicletes pode trazer gases e gastrite. 
         "Quando o chiclete é mastigado, o corpo entende que deve dar início ao processo de digestão, aumentando a acidez do estômago sem que haja alimentos para tanto," explicou. "Se isso acontece depois de uma refeição, a acidez prolongada pode até mesmo prejudicar a digestão."
         César Guerreiro disse que somente se o consumo for exagerado, isto é várias vezes ao dia durante todos os dias, é que poderá surgir uma gastrite, pela acidez do estômago, ou dores causadas por gases, conseqüência da grande quantidade de ar ingerido com a mastigação.
         Apesar de não ter nenhum valor nutritivo, os chicletes podem ter funções terapêuticas - a repetida movimentação da musculatura facial pode relaxar. Como uma massagem.
         Além do uso recente do material plástico que conhecemos, o chiclete já teve diferentes fórmulas. Na Grécia antiga já se mastigavam resinas de árvores para obter, erroneamente, uma higiene bucal.
         Muitas substâncias foram utilizadas na composição dos chicletes até que Thomas Adams, na dúvida entre produzir pneus ou brinquedos, teve a idéia de mastigar a borracha com que trabalhava. (Fonte: CNN)



    - Postado por: Patrícia às 11h02
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    SAIBA MAIS SOBRE A TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL (TPM)

         Sensação que o mundo vai acabar antes da menstruação... É isto que a maioria das mulheres que tem TPM sente. Também chamada de desordem disfórica pré-menstrual, ou carinhosamente TPM, atinge aproximadamente 75% das mulheres. No entanto apenas 8% das mulheres tem sintomas muito intensos.

    Sintomas da TPM

    1. depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos;
    2. ansiedade, tensão, nervosismo, excitação;
    3. fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição;
    4. raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais;
    5. diminuição do interesse pelas atividades habituais;
    6. sensação de dificuldade de concentração;
    7. cansaço, fadiga fácil, falta de energia;
    8. acentuada alteração do apetite;
    9. distúrbios do sono;
    10. sensação de estar fora do próprio controle;
    11. inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada;
    12. dor de cabeça;
    13. dores musculares;
    14. ganho de peso ou sensação de inchaço;

         No entanto para ser considerada doença, e portanto sujeita a tratamento, é importante que estes sintomas de fato interfiram nas atividades habituais da mulher e que os mesmos ocorram na fase pré menstrual e não em todo o ciclo.

    Causas da TPM

         Muitas hipóteses tem sido feitas a respeito das causas desta doença mas, atualmente, o que parece prevalecer é que sejam influências hormonais normais do ciclo menstrual que interfiram no sistema nervoso central. Parece haver uma íntima relação entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas a sensação de prazer) e os neurotransmissores tais como a serotonina. É importante ressaltar que esta síndrome acompanha a ovulação normal da mulher.

    Tratamento da TPM

         Por se tratar de uma síndrome, não existem tratamentos específicos já que os sintomas variam muito de intensidade para cada mulher. Resultados não cientificamente comprovados mostram que a vitamina B6 ( Piridoxina ), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser usados com melhora dos sintomas. Outro medicamento é o ácido gama linoleico que é um ácido graxo essencial. Pode ser encontrado no óleo de prímula. Existem advertências sérias do FDA americano a respeito de medicações alternativas naturais e de possíveis efeitos colaterais graves, portanto este, como qualquer outro medicamento, mesmo "natural", só deve ser usado mediante prescrição médica. Na verdade, este é o melhor caminho para o tratamento da TPM. Consultar um médico ginecologista e descrever para ele todos os sintomas que a mulher sente antes e depois da menstruação. O melhor medicamento é o que, sozinho ou associado, reduza os sintomas. Como esta síndrome está ligada à ovulação, muitas mulheres podem se beneficiar do uso da pílula anticoncepcional que suspende a ovulação. Nos Estados Unidos, a FDA aprovou a pílula Yaz para mulheres que tem sintomas de TPM e desejam uma anticoncepção hormonal. Já nos casos graves de desordem disfórica pré-menstrual é necessária uma medicação mais específica sendo que a medicação usada com melhores resultados são os anti-depressivos principalmente o Prozac (Fluoxetina). Estudos recentes mostram que esta medicação usada na menor dose possível e durante a fase de tensão pré-menstrual tem melhorado muito a qualidade de vida das mulheres que experimentam esta disfunção. Nos Estados Unidos chama-se Sarafem®. Também nestes casos a pílula anticoncepcional Yaz pode ser usada. O importante é que se entenda que esta não é uma doença mas sim uma alteração fisiológica do ciclo menstrual feminino e que pode ser resolvida com medidas simples por parte do seu médico assistente. Consulte seu médico.



    - Postado por: Patrícia às 10h06
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            SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL

    O que é?

    É um conjunto de manifestações gastro-intestinais crônicas ou recorrentes não associadas a qualquer alteração bioquímica ou estrutural conhecida até hoje. O número de pessoas afetadas por essa síndrome alcança 10-20% da população em países europeus ou nos Estados Unidos. Entre os que procuram atendimento médico, a maioria são mulheres, geralmente no final da adolescência ou antes dos 30 anos.

    Como se desenvolve?

    A causa da Síndrome do Intestino Irritável (SII) não é bem conhecida e, portanto, não se sabe como, a partir de um certo momento, uma pessoa passa a apresentar os sintomas.

    Acredita-se que alterações nos movimentos que propagam o alimento desde a boca até o ânus (motilidade intestinal) e nos estímulos elétricos, responsáveis por esse movimento intestinal, estejam envolvidos.

    Já se observou, também, que indivíduos com Síndrome do Intestino Irritável, têm um limiar menor para dor proveniente da distensão intestinal, ou seja, menores volumes de gás ou fezes dentro do intestino são capazes de gerar uma sensação, interpretada pelos pacientes como dor, enquanto que indivíduos sem a síndrome provavelmente não seriam perturbados por estímulos semelhantes.

    Alterações psicológicas como depressão e ansiedade são mais freqüentes em pacientes com Síndrome do Intestino Irritável que procuram atendimento médico. É possível que essas pessoas percebam e reajam de maneira mais intensa a estímulos menores.

    O que se sente?

    Os principais sintomas são dor e distensão abdominal associados a um aumento da freqüência diária de evacuações e amolecimento das fezes.

    Períodos sintomáticos podem se alternar com períodos assintomáticos de até vários anos, mas que, por fim, tendem a recorrer.

    A dor geralmente é do tipo cólica, intermitente e mais localizada na porção inferior do abdômen. Costuma aliviar com a evacuação e piorar com estresse ou nas primeiras horas após as refeições.

    As fezes, na maioria dos pacientes, são diarréicas (amolecidas ou aquosas) podendo conter muco. Outros pacientes queixam-se de constipação (evacuam menos do que seu habitual ou menos de uma vez por semana).

    São, também, sintomas comuns em pacientes com Síndrome do Intestino Irritável:
     

     distensão abdominal ou sensação de estofamento,
     alternância entre períodos de diarréia e constipação,
     flatulência excessiva (gases),
     sensação de esvaziamento incompleto após a evacuação.

    Como o médico faz o diagnóstico?

    O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados pelo paciente. Para que se possa firmar o diagnóstico não deve haver alterações ao exame clínico ou em exames laboratoriais.

    Geralmente, o médico solicita exames gerais de sangue e de fezes capazes de detectar as parasitoses mais freqüentes.

    Esses exames não têm a intenção de confirmar o diagnóstico de Síndrome do Intestino Irritável, e sim, de afastar outras causas de sintomas semelhantes, já que não há exame capaz de comprovar o diagnóstico de SII.

    Em indivíduos com início dos sintomas após os 40 anos e naqueles com história familiar de câncer de cólon, uma avaliação através de colonoscopia, ou, menos freqüentemente, de Enema Baritado com Duplo Contraste, é indicada para afastar essa possibilidade.

    A presença de febre, sangramento, anemia, perda de peso, sintomas durante a noite e diarréia de grande volume e freqüência não são características da Síndrome do Intestino Irritável e devem desencadear a investigação de outra causa.

    Como se trata?

    Inicialmente é necessário um esclarecimento do médico para o paciente sobre sua doença.

    O conhecimento de que se trata de uma doença de evolução benigna e que não acarreta ou progride para nenhuma outra circunstância mais grave é um passo muito importante, capaz de, por si só, tranqüilizar e fazer com os sintomas sejam melhor tolerados.

    O fato de fatores psicológicos poderem estar associados e mesmo desencadearem períodos mais sintomáticos e de não serem encontradas alterações capazes de explicar o quadro não devem fazer pensar que esses são imaginários. Eles existem, porém sua causa e mecanismo ainda não podem ser explicados pelo conhecimento científico de hoje.

    Uma dieta rica em fibras costuma ser útil em pacientes com queixa de constipação, e o melhor trânsito intestinal pode ajudar pacientes cuja queixa é flatulência excessiva.

    Certos alimentos são mal tolerados pelos pacientes com SII. A confecção de um diário alimentar correlacionando sintomas com os alimentos ingeridos previamente pode ser capaz de detectar alimentos desencadeantes.

    Alguns vegetais como feijão, repolho, couve-flor, cebola crua, uva e ameixa são causadores de dor ou distensão em certos pacientes. Vinho, cerveja e alimentos ou bebidas com cafeína (café, chá, etc) também podem ser mal tolerados.

    A grande maioria dos pacientes melhora com a compreensão de sua doença e com alterações alimentares. Casos em que algum sintoma é especialmente incômodo, medicamentos sintomáticos dirigidos diretamente para tratar a diarréia, constipação ou dor abdominal podem ser usados.

    Em alguns casos, o uso de medicação antidepressiva é benéfico.

    Nenhuma medicação foi até hoje comprovada como eficaz no tratamento da Síndrome do Intestino Irritável. Deve-se ter grande cautela ao usar medicamentos sobre os quais há muita propaganda, porém que não tenham sua real validade e, principalmente, segurança, bem estabelecidos.

    Como se previne?

    Como o conhecimento das causas e mecanismos da doença ainda são pouco conhecidos, não se sabem formas de prevenção.

    A busca de atendimento médico para esclarecimento do quadro e manejo de sintomas específicos, evita que a doença cause maiores conseqüências na vida dos pacientes.

    A Síndrome do Intestino Irritável deve ser lembrada como uma doença:
     

     crônica e recorrente,
     sem prevenção ou tratamento específico,
     com características altamente benignas,
     sem risco aumentado de evoluir para qualquer doença mais grave, e que, geralmente, permite que seus portadores mantenham inalteradas sua qualidade de vida e produtividade.

    Perguntas que você pode fazer ao seu médico

    Isso que eu tenho é uma doença?

    Como os exames não mostram alterações se eu tenho dor?

    Esse problema tem cura?

    Existe tratamento?

    Tenho de usar os remédios sempre ou apenas quando sentir alguma coisa de errado?

    Minha situação psicológica tem relação com os meus sintomas?



    - Postado por: Patrícia às 09h37
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    Gripe suína: quase 180.000 casos e 1.462 mortos

              

    GENEBRA, Suíça — A gripe suína matou 1.462 pessoas dos 177.457 enfermos notificados em 170 países e territórios, anunciou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo a qual a epidemia está retrocedendo em vários países do hemisfério sul.

    "O vírus pandêmico parece ter alcançado o pico e está retrocedento em vários países do hemisfério sul", afirmou uma porta-voz da OMS.

    Entre os países onde o vírus A(H1N1) está perdendo força aparecem Argentina, Chile, Austrália e Nova Zelândia.

    No entanto, países asiáticos como Tailândia, Índia e Vietnã enfrentam atualmente uma propagação da doença, declarada a primeira pandemia do século XXI.

    A OMS voltou a insistir que seus dados estão muito abaixo da realidade, já que os países mais afetados não estão obrigados a realizar análises e estatísticas sistemáticas dos enfermos.

    Estes países devem apenas informar obrigatoriamente à OMS os primeiros casos e as estatísticas de casos fatais.

    GENEBRA, Suíça — A Organização Mundial de Saúde (OMS) manteve sua recomendação, nesta quarta-feira, para o uso de antivirais como o Tamiflu no tratamento de casos graves de gripe suína, apesar da publicação de estudos que alertam para efeitos colaterais significativos destes medicamentos.

    "A OMS continua a recomendar o uso de tratamento antiviral para os casos graves ou com risco de complicações médicas", diz uma declaração.

    No entanto, drogas antivirais "não devem ser administradas para pessoas com boa saúde ou ligeiros sintomas de gripe", acrescenta.

    Enquanto espera por uma vacina, a OMS recomenda dois medicamentos antivirais para tratar as pessoas afetadas com o vírus A (H1N1): o Tamiflu, do laboratório suíço Roche, e o Relenza, do britânico GlaxoSmithKline (GSK).

    Um estudo realizado pelo British Medical Journal (BMJ), publicado na segunda-feira, aponta que o Tamiflu pode causar vômitos em algumas crianças, o que causaria a maiores complicações.

    A organização salienta, por sua vez, a importância de proporcionar um rápido tratamento para os doentes graves e em evolução, além daqueles que pertencem a grupos de risco, como mulheres grávidas.

    Há quem diga, por exemplo, que o governo recolheu o medicamento das farmácias. Trata-se de um equívoco. Na verdade, nunca se restringiu a comercialização do produto. O MS já havia realizado uma compra significativa de 9 milhões de tratamentos, reforçada recentemente com mais 800 mil tratamentos para poder atender à demanda da população por medicamento gratuito na rede de saúde. O mesmo ocorreu em outros países, que seguem recomendação da OMS de fazer o uso parcimonioso dessa medicação diante da enorme demanda em nível mundial.
    Outro argumento recorrente é que as restrições ao uso do fosfato de oseltamivir se devem à sua falta até mesmo na rede pública de Saúde. Isso também não procede. O governo já distribuiu cerca de 400 mil tratamentos, principalmente para os Estados em que, por questões sazonais, todos os anos há uma circulação mais intensa do vírus, como no Rio Grande do Sul. Outros 800 mil já estão sendo distribuídos a partir desta semana. Salientamos ainda que cabe aos Estados organizar – com autonomia e da melhor forma possível – esse estoque, para que, por meio de prescrição de qualquer médico, as pessoas tenham acesso ao medicamento, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

    Toda a rede pública, que conta também com a colaboração de parcela da rede privada, está em ação para que a população tenha à sua disposição serviços e insumos contra a gripe A (H1N1). Um esforço que visa à proteção das pessoas e o correto manejo das ferramentas disponíveis de combate à doença.




    - Postado por: Patrícia às 09h02
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                 AUTISMO SAIBA MAIS....

     

    Definição
    O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.  

    DEFINIÇÃO DA AUTISM SOCIETY OF AMERICAN – ASA (1978)

       Autism Society of American = Associação Americana de Autismo.

       O autismo é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença.

       Segundo a ASA, os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo. Incluem:

       1. Distúrbios no ritmo de aparecimentos de habilidades físicas, sociais e lingüísticas.
       2. Reações anormais às sensações. As funções ou áreas mais afetadas são: visão, audição, tato, dor, equilíbrio, olfato, gustação e maneira de manter o corpo.
       3. Fala e linguagem ausentes ou atrasadas. Certas áreas específicas do pensar, presentes ou não. Ritmo imaturo da fala, restrita compreensão de idéias. Uso de palavras sem associação com o significado.
       4. Relacionamento anormal com os objetivos, eventos e pessoas. Respostas não apropriadas a adultos e crianças. Objetos e brinquedos não usados de maneira devida.

       Fonte: Gauderer, E. Christian. Autismo e outros atrasos do desenvolvimento: guia prático para pais e profissionais. Rio de Janeiro: Revinter; 1997. pg 3. 

     DEFINIÇÃO DO DSM-IV-TR (2002)

       O Transtorno Autista consiste na presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno variam imensamente, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo.

     Os sistemas diagnósticos (DSM-IV e CID-10) têm baseado seus critérios em problemas apresentados em três áreas, com início antes dos três anos de idade, que são:

       a) comprometimento na interação social,

       b) comprometimento na comunicação verbal e não-verbal, e no brinquedo imaginativo,

       c) comportamento e interesses restritos e repetitivos.



       É relevante salientar que essas informações devem ser utilizadas apenas como referência.

       Recomenda-se caracterizar a queixa da família: sinais, sintomas, comportamento, nível de desenvolvimento cognitivo e escolar do indivíduo - quando for o caso, relacionamento inter-pessoal, investigar os antecedentes gineco-obstétricos, história médica pregressa, história familiar de doenças neurológicas, psiquiátricas ou genéticas, analisar os critérios do DSM-IV-TR ou da CID-10, realizar avaliações complementares (investigações bioquímicas, genéticas, neurológicas, psicológicas, pedagógicas, fonoaudiológicas, fisioterápicas), pensar a respeito do diagnóstico diferencial, investigar a presença de co-morbidades, classificar o transtorno, planejar e efetivar o tratamento.

       Muitas vezes, o autismo é confundido com outras síndromes ou com outros transtornos globais do desenvolvimento, pelo fato de não ser diagnosticado através de exames laboratoriais ou de imagem, por não haver marcador biológico que o caracterize, nem necessariamente aspectos sindrômicos morfológicos específicos; seu processo de reconhecimento é dificultado, o que posterga a sua identificação.

       Um diagnóstico preciso deve ser realizado, por um profissional qualificado, baseado no comportamento, anamnese e observação clínica do indivíduo.

       O autismo pode ocorrer isoladamente, ser secundário ou apresentar condições associadas, razão pela qual é extremamente importante a identificação de co-morbidades bioquímicas, genéticas, neurológicas, psiquiátricas, entre outras. 

       CONDIÇÕES QUE PODEM ESTAR ASSOCIADAS AO AUTISMO:

           Acessos de raiva
           Agitação
           Agressividade
           Auto-agressão, auto-lesão
               (bater a cabeça, morder os dedos, as mãos ou os pulsos)
           Ausência de medo em resposta a perigos reais
           Catatonia
           Complicações pré, peri e pós-natais
           Comportamentos autodestrutivos
           Déficits de atenção
           Déficits auditivos
           Déficits na percepção e controle motor
           Déficits visuais
           Epilepsia
               (Síndrome de West)
           Esquizofrenia
           Hidrocefalia
           Hiperatividade
           Impulsividade
           Irritabilidade
           Macrocefalia
           Microcefalia
           Mutismo seletivo
           Paralisia cerebral
           Respostas alteradas a estímulos sensoriais
               (alto limiar doloroso, hipersensibilidade aos sons ou ao toque, reações exageradas à luz ou a odores, fascinação com certos estímulos)
           Retardo mental
           Temor excessivo em resposta a objetos inofensivos
           Transtornos de alimentação
               (limitação a comer poucos alimentos)
           Transtornos de ansiedade
           Transtornos de linguagem
           Transtorno de movimento estereotipado
           Transtornos de tique
           Transtornos do humor/ afetivos
               (risadinhas ou choro imotivados, uma aparente ausência de reação emocional)
           Transtornos do sono
               (despertares noturnos com balanço do corpo)
       

    DEFINIÇÃO DA CID-10 (2000)

       Autismo infantil: Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto-agressividade).

     

     Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
     Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
     Risos e sorrisos inapropriados,
     Não temer os perigos,
     Pouco contato visual,
     Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
     Brinquedos muitas vezes interrompidos,
     Aparente insensibilidade à dor,
     Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
     Preferência por estar só; conduta reservada,
     Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
     Faz girar os objetos,
     Hiper ou hipo atividade física,
     Aparenta angústia sem razão aparente,
     Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
     Apego inapropriado a objetos,
     Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
     Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.


    Tratamento e prognóstico

    A gravidade do autismo oscila bastante, porque as causas, não sendo as mesmas, podem produzir significativas diferenças individuais no quadro clínico. Desta forma, o tratamento e o prognóstico variam de caso a caso.

       Os indivíduos com autismo têm uma expectativa de longevidade normal.

    Risco Familiar

    Os estudos genéticos indicam um elevado risco de recorrência do transtorno autismo na mesma família de 2% a 13,8%, o qual chega a ser 200 vezes superior ao risco da população em geral.

       O transtorno autista é permanente, até o presente momento, não tem cura.

       O diagnóstico precoce do autismo permite a indicação antecipada de tratamento.

       Um tratamento adequado é baseado na consideração das co-morbidades para a realização de atendimento apropriado em função das características particulares do indivíduo.

       A terapêutica pressupõe uma equipe multi- e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria, neurologia, psiquiatria e odontologia) e tratamento não-médico (psicologia, fonoaudiologia, pedagogia, terapia ocupacional, fisioterapia e orientação familiar), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico.

       A base da terapêutica presume o envolvimento da família.

       A farmacoterapia continua sendo componente importante em um programa de tratamento, porém nem todos indivíduos necessitarão utilizar medicamento.

       Não existe medicação e nem tratamento específicos para o transtorno autista.

       O sucesso do tratamento depende exclusivamente do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos.

       A demora no processo de diagnóstico e aceitação é prejudicial ao tratamento, uma vez que a identificação precoce deste transtorno global do desenvolvimento permite um encaminhamento adequado e influencia significativamente na evolução da criança.

       Os atendimentos precoces e intensivos podem fazer uma diferença importante no prognóstico do autismo.

       O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém outras características poderão surgir com a evolução do indivíduo. Portanto se aconselham avaliações sistemáticas e periódicas.

       É fundamental o investimento no SER HUMANO com autismo, toda a intervenção produzirá benefícios significativos e duradouros.

       Nunca deixe de acreditar no potencial do indivíduo com autismo.

    FONTE

    www.autismo.com.br/

       



    - Postado por: Patrícia às 09h55
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    ESQUIZOFRENIA SAIBA MAIS ...

    O que é?

    Esquizofrenia é uma doença mental que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares.

    Nesse quadro a pessoa perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. Essa doença se manifesta em crises agudas com sintomatologia intensa, intercaladas com períodos de remissão, quando há um abrandamento de sintomas, restando alguns deles em menor intensidade.

    É uma doença do cérebro com manifestações psíquicas, que começa no final da adolescência ou início da idade adulta antes dos 40 anos. O curso desta doença é sempre crônico com marcada tendência à deterioração da personalidade do indivíduo.

    Como se desenvolve?

    Até hoje não se conhece nenhum fator específico causador da Esquizofrenia. Há, no entanto, evidências de que seria decorrente de uma combinação de fatores biológicos, genéticos e ambientais que contribuiriam em diferentes graus para o aparecimento e desenvolvimento da doença. Sabe-se que filhos de indivíduos esquizofrênicos têm uma chance de aproximadamente 10% de desenvolver a doença, enquanto na população geral o risco de desenvolver a doença é de aproximadamente 1%.

    O que se sente?

    Os quadros de esquizofrenia podem variar de paciente para paciente, sendo uma combinação em diferentes graus dos sintomas abaixo:
     

     Delírios:
     o indivíduo crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos
     Alucinações:
     O paciente percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente
     Discurso e pensamento desorganizado:
     O paciente esquizofrênico fala de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica
     Expressão das emoções:
     O paciente esquizofrênico tem um "afeto inadequado ou embotado", ou seja, uma dificuldade de demonstrar a emoção que está sentindo. Não consegue demonstrar se está alegre ou triste, por exemplo, tendo dificuldade de modular o afeto de acordo com o contexto, mostrando-se indiferente a diversas situações do cotidiano
     Alterações de comportamento:
     Os pacientes podem ser impulsivos, agitados ou retraídos, muitas vezes apresentando risco de suicídio ou agressão, além de exposição moral, como por exemplo falar sozinho em voz alta ou andar sem roupa em público.

    Como o médico faz o diagnóstico?

    Para fazer o diagnóstico , o médico realiza uma entrevista com o paciente e sua família visando obter uma história de sua vida e de seus sintomas o mais detalhada possível. Até o presente momento não existem marcadores biológicos próprios dessa doença nem exames complementares específicos, embora existam evidências de alterações da anatomia cerebral demonstráveis em exames de neuro-imagem e de metabolismo cerebral sofisticados como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética, entre outros.

    Além de fazer o diagnóstico, o médico deve tentar identificar qual é o subtipo clínico que o paciente apresenta. Essa diferenciação se baseia nos sintomas que predominam em cada pessoa e na evolução da doença que é variada conforme o subtipo específico. Os principais subtipos são:
     

     paranóide (predomínio de delírios e alucinações)
    desorganizada ou hebefrênica (predomínio de alterações da afetividade e desorganização do pensamento)
    catatônico (alterações da motricidade)
    simples (diminuição da vontade e afetividade, empobrecimento do pensamento, isolamento social)
    residual (estágio crônico da doença com muita deterioração e pouca sintomatologia produtiva).

    Como se trata?

    As medicações antipsicóticas ou neurolépticos são o tratamento de escolha para a esquizofrenia. Elas atuam diminuindo os sintomas (alucinações e delírios), procurando restabelecer o contato do paciente com a realidade; entretanto, não restabelecem completamente o paciente. As medicações antipsicóticas controlam as crises e ajudam a evitar uma evolução mais desfavorável da doença. Em geral, as drogas antipsicóticas apresentam efeitos colaterais que podem ser bem controlados.

    Em crises especialmente graves, ou em que não houve resposta às medicações, pode-se fazer uso da eletroconvulsoterapia (ECT) antigamente chamado de eletro-choque. Esse método é bastante seguro e eficaz para melhora dos sintomas, sendo realizado com anestesia. Uma outra possibilidade é usar antipsicóticos mais modernos chamados de atípicos ou de última geração. As abordagens psico-sociais, como acompanhamento psicoterápico, terapia ocupacional e familiar são também muito importantes para diminuir as recaídas e promover o ajustamento social dos portadores da doença.

    OUTROS TRANSTORNOS PSICÓTICOS

    Transtorno Esquizofreniforme

    Os pacientes com Transtorno Esquizofreniforme apresentam um quadro clínico muito parecido com a Esquizofrenia. A diferença deve-se ao tempo limitado em que os sintomas persistem. Ou seja, os sintomas devem estar presentes por mais de um mês, porém os pacientes não devem ultrapassar seis meses com o quadro.

    A remissão (melhora) deve ocorrer durante esse período, sendo que quanto mais curto for o episódio, melhor é o prognóstico. Prejuízo social ou ocupacional em função de seus sintomas podem estar presentes ou não. Pacientes que persistirem com os sintomas psicóticos por um período superior a seis meses podem receber o diagnóstico de Esquizofrenia.

    O tratamento é similar ao da Esquizofrenia, geralmente necessitando de hospitalização para a realização de diagnóstico e tratamento mais adequados.

    Transtorno Esquizoafetivo

    Essa doença tem características tanto da Esquizofrenia quanto dos Transtornos de Humor. Em outras palavras, os pacientes que apresentam essa doença têm sintomas de esquizofrenia, "misturados" com sintomas de doença afetiva bipolar (antigamente conhecida como psicose maníaco-depressiva) ou de depressão. Esses sintomas podem apresentar-se juntos ou de maneira alternada.

    Ocorre também na adolescência ou início da idade adulta e costuma ter uma evolução mais benigna que a Esquizofrenia e pior que o Transtorno de Humor.

    O tratamento consiste em internação hospitalar, medicação e intervenções psico-sociais. As principais medicações escolhidas para o tratamento do Transtorno Esquizoafetivo são as mesmas utilizadas no tratamento da Depressão e da Doença Bipolar, assim como antipsicóticos.

    Transtorno Delirante

    Delírio é um tipo de pensamento no qual o indivíduo tem uma crença inabalável em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. E esse é o principal sintoma apresentado pelos pacientes com Transtorno Delirante.

    Para que o paciente receba esse diagnóstico, os delírios devem estar presentes por um período maior que um mês. Diferem da Esquizofrenia por esses pacientes não serem tão gravemente comprometidos em seu comportamento e linguagem. Os pacientes podem apresentar alucinações, mais comumente relacionadas ao tato e ao olfato (cheiros). O Transtorno Delirante antigamente recebia o nome de Paranóia, associando o nome da doença aos delírios persecutórios. Porém, hoje sabe-se que esses pacientes podem apresentar outros tipos de conteúdo delirante, dividindo o diagnóstico em diferentes subtipos:
     

     Tipo erotomaníaco:
     Delírio cujo tema central é que uma pessoa está apaixonada pelo paciente. Esse delírio geralmente refere-se mais a um amor romântico idealizado ou uma união espiritual do que propriamente uma atração sexual.
     Tipo grandioso:
     Delírios de possuir uma grande talento, conhecimento ou ter feito uma importante descoberta ainda que isso não seja reconhecido pelas demais pessoas. Pode tomar a forma também da convicção de ser amigo de um presidente ou ser portador de uma mensagem divina.
     Tipo ciumento:
     Delírios de que está sendo traído pelo cônjuge.
     Tipo persecutório:
     Delírios de que está sendo alvo de algum prejuízo.
     Tipo somático:
     Delírios de que possui alguma doença ou deficiência física.
     Tipo misto:
     Delírios acima citados misturados.
     Tipo inespecífico:
     Delírios diferentes dos descritos acima.

    De maneira geral o tratamento é realizado em consultório. Internação hospitalar pode ser necessária em situações em que há presença de riscos (agressão, suicídio, exposição moral). O tratamento é feito com medicação antipsicótica e psicoterapia.

    Transtorno Psicótico Breve

    O Transtorno Psicótico Breve pode ter um quadro clínico muito parecido com a Esquizofrenia ou com o Transtorno Esquizofreniforme, apresentando delírios, alucinações, linguagem ou comportamento desorganizado ou com o Transtorno Delirante. Entretanto esses sintomas deverão estar presentes por um curto espaço de tempo e persistir no mínimo por um dia, e no máximo por 1 mês, melhorando completamente dentro desse período sem deixar sintomas residuais.

    Geralmente encontramos situações estressantes que precipitam o quadro.

    O tratamento deve ser com medicações antipsicóticas, eventualmente necessitando internação hospitalar. A evolução desses quadros costuma ser benigna com total remissão dos sintomas.

    Transtorno Psicótico Compartilhado (Folie à Deux, Codependência)

    Trata-se de uma situação rara na qual uma pessoa começa a apresentar sintomas psicóticos (delírios), a partir da convivência próxima com um doente psicótico.

    Geralmente ocorre dentro de uma mesma família, entre cônjuges, pais e filhos ou entre irmãos. O tratamento consiste em separar as duas pessoas. Se houver persistência dos sintomas, pode ser necessário usar medicação antipsicótica. Psicoterapia e terapia familiar também ajudam no tratamento e prevenção.

    Colaboradoras
    Dra. Alice Sibile Koch
    Dra. Dayane Diomário da Rosa



    - Postado por: Patrícia às 08h54
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             Tabagismo é uma doença pediátrica

    O Brasil avançou muito nos últimos anos na regulação e controle do tabagismo e segue fazendo progressos importantes que colocam o país na vanguarda da prevenção do início do hábito de fumar. Bom exemplo são as advertências sanitárias estampadas nos produtos de tabaco a partir de maio, criadas com base em pesquisas que comprovam sua eficácia em reduzir o poder de atração do cigarro.  Nesse sentido, o projeto de lei assinado no último dia 22, pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama traz avanços e merece reflexão.

    O projeto norte-americano, entre outras normas, proíbe cigarros com sabor. Esta é uma idéia que vem sendo discutida no Brasil por meio do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer, que desde 1989 articula, em nível nacional, ações educativas, legislativas e econômicas com o objetivo de prevenir a iniciação ao tabagismo. A iniciativa conta ainda com apoio de diversas instituições envolvidas no movimento anti-tabagista.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é uma doença pediátrica, já que cerca de 90% dos fumantes regulares começam a fumar antes dos 18 anos. E os cigarros com sabor são uma ferramenta poderosa para atrair adolescentes e mesmo crianças, que num primeiro contato com o cigarro tradicional, têm certa aversão ao gosto do produto.

    Documentos internos das companhias de tabaco, divulgados em decorrência de ações judiciais, revelam que os jovens são o público-alvo da indústria quando se trata de atrair consumidores. Além disso, esses textos mostram que, no primeiro contato com o cigarro, o jovem se ressente do sabor forte e este pode ser um empecilho para que ele se torne um fumante regular. Os cigarros com sabor certamente são uma alternativa para atrair novos fumantes.

    Em meados dos anos 80, as pesquisas que resultaram na criação dos primeiros cigarros com sabor de chocolate, baunilha e licor foram consideradas “revolucionárias” pela indústria por terem descoberto um apelo eficaz focado nos fumantes mais jovens. No Brasil, proliferaram as versões com sabor: menta, creme, canela e assim por diante.

    Pesquisa feita entre 2002 e 2005 pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) em parceria com a  Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, revelou que, 44% dos estudantes brasileiros de 13 a 15 anos que fumam regularmente, preferem cigarros com sabor. A pesquisa ouviu 13.518 alunos de 170 escolas de dez capitais brasileiras.

    Ou seja: a atratividade é um componente-chave para a criação da dependência à nicotina e às outras substâncias tóxicas do cigarro.  É justamente para comunicar os reais efeitos do tabagismo – os graves danos à saúde - que o Brasil obrigou, a partir de 2001, os fabricantes de cigarro a estamparem nos maços imagens impactantes de advertência sanitária.

    O mesmo motivo levou o governo brasileiro a proibir a descrição dos produtos como “light” ou “baixos teores”, que transmitem a falsa idéia de que são menos prejudiciais à saúde. Na verdade, esses cigarros têm maior número de orifícios em seu filtro, permitindo a entrada de maior quantidade de ar no cigarro, o que dilui os componentes tóxicos da fumaça exalada pelo fumante. Por outro lado, os fumantes, de forma muitas vezes involuntária, reduzem esses orifícios com os próprios lábios ou com os dedos para satisfazer a dependência da nicotina.

    Atualmente, 16% dos brasileiros acima de 15 anos, moradores das capitais, são fumantes. Este percentual já foi maior. Em 2003, eram 18,8%. E em 1989, quando se pesquisou capitais e zonas rurais, esse percentual chegou a 32%.  Apesar da diferença metodológica entre as pesquisas, está clara a tendência de redução da população fumante no Brasil. É um avanço a ser comemorado por toda a sociedade. Mas ainda há muito a fazer em relação à política de controle do tabagismo – uma boa idéia é estudar a implementação no Brasil da iniciativa do presidente Obama, que, ao assinar a lei, afirmou que foi um dos tantos adolescentes seduzidos pela indústria do tabaco.

    * Médico, mestre em cirurgia torácica e membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da diretoria da União Internacional Contra o Câncer. Desde 2005 é diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer

    Confira o percentual da população fumante dividido por capital:

    Aracaju 11,9%
    Belém 13,5%
    Belo Horizonte 19,3%
    Boa Vista 17,4%
    Campo Grande 19%
    Cuiabá 13,6%
    Curitiba 18,2%
    Florianópolis 17,6%
    Fortaleza 11,8%
    Goiânia 14,1%
    João Pessoa 12,2%
    Macapá 16%
    Maceió 9,8%
    Manaus 13,4%
    Natal 12,5%
    Palmas 13,2%
    Porto Alegre 19,5%
    Porto Velho 17,9%
    Recife 10,4%
    Rio Branco 18,1%
    Rio de Janeiro 16,6%
    Salvador 10,%
    São Luís 10,1%
    São Paulo 21%
    Teresina 12,6%
    Vitória 13%
    Distrito Federal 15,8%



    - Postado por: Patrícia às 09h36
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    O exercício físico que mais emagrece

    Qual é o melhor exercício para perder 20 quilos? É o levantamento mais lento de garfo, poderiam dizer os médicos, fisiologistas e profissionais de educação física. Fazendo-se as contas, é fácil entender por que a dieta faz mais diferença na perda de peso que o exercício físico. O corpo perde massa quando gasta mais energia do que ingere. De toda a energia gasta por uma pessoa, 15% a 25% correspondem à atividade física. Quem tem uma dieta de 3.000 calorias por dia (bem acima da recomendada para um adulto não-atleta) e gasta 2.500 calorias para estar vivo teria de queimar pelo menos 600 calorias extras com exercícios se quisesse emagrecer sem mexer na dieta.

    Mas os exercícios de alto gasto energético, como o boxe, são pesados demais para os obesos sedentários. A falta de preparo e as doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, poderiam nocautear o obeso muito antes de terminar o primeiro round. Para fins de perda de peso, portanto, mais vale reduzir o tamanho do prato. Então, para que serve o exercício se não é para queimar as calorias a mais?

    O exercício físico “ensina” o corpo a usar os combustíveis fornecidos pelos alimentos de forma mais eficiente. No sedentário, afirma o médico do esporte Paulo Zogaib, o metabolismo está acostumado a estocar em forma de gordura quase tudo que entra. Como o corpo do sedentário se mexe pouco e gasta pouca energia, as calorias contidas em doces, massas, carnes e frituras vão quase todas aumentar os estoques de gordura dentro das células adiposas.

    Quando a pessoa começa a se exercitar, os músculos precisam de mais energia do que estavam acostumados a usar, e o metabolismo é obrigado a se ajustar à nova necessidade. É aí, nesse ajuste, que começam a surgir os benefícios. Um deles é a maior capacidade de transformar gordura armazenada em energia. No sedentário, durante a atividade física, o corpo usa quase somente açúcar (glicose) como combustível. Mas o açúcar sozinho não serve para esforços de longa duração. Na queima do açúcar, fica um resíduo metabólico chamado ácido lático, que causa a dor da cãibra e limita o tempo de esforço. A gordura armazenada é um combustível mais eficiente, e é o condicionamento físico que mostra ao corpo o caminho até ela.

    A questão é qual exercício vai ter melhor resultado em cada pessoa. O tempo de esforço que cada um suporta depende do peso corporal, da quantidade de massa muscular, da capacidade de consumo de oxigênio e de muitos outros fatores. Segundo Zogaib, não vale a pena apostar todas as fichas num exercício muito difícil, que vá esgotar suas energias em dois minutos. Nem num muito fácil, que se possa suportar por uma hora mas que não vá mudar nada no metabolismo. “O ideal é procurar um nível de esforço que seja difícil e que se possa continuar por 20 a 30 minutos”, diz. Normalmente, isso equivale a algo entre 60% e 70% da carga máxima que você aguenta, que pode ser medida pelos batimentos cardíacos.

    A chave para ter resultado sempre é não se acomodar no esforço confortável. Como o corpo condicionado fica mais capaz de realizar esforço, exercitar-se aquém dessa capacidade significa descansar. É preciso dificultar um pouco mais o exercício a cada vez.

    Quando o corpo se ajusta ao maior consumo de energia, surgem os benefícios"
    PAULO ZOGAIB, médico do esporte

    Os exercícios contínuos de longa duração (caminhada, corrida de fundo, natação) foram por muito tempo considerados a melhor opção para emagrecer. Mais recentemente, no entanto, percebeu-se que é mais fácil perder peso combinando esses exercícios (chamados aeróbicos) com os exercícios de força, que aumentam a massa muscular. Isso porque os músculos são grandes consumidores de energia. A musculação aumenta esse consumo não só durante, mas também horas depois do exercício. Num estudo com adolescentes obesos realizado pelo Grupo de Estudos da Obesidade (GEO) na Universidade Federal de São Paulo, a eficácia dessa combinação foi testada e comparada com aquela antiga, recomendada pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte. Todos os voluntários seguiram durante um ano a mesma terapia, que inclui exercícios monitorados, orientação nutricional, atendimento psicológico e atendimento clínico. Mas, na hora dos exercícios, ao longo de 14 semanas, eles foram divididos em dois grupos. Parte deles fez 60 minutos de caminhada ou corrida na esteira, três vezes por semana, enquanto os demais fizeram 30 minutos de exercício na esteira mais 30 minutos de musculação.

    Esses 30 minutos de musculação não eram iguais em todas as sessões. A cada dia da semana havia um treino com cargas diferentes. E, a cada quatro semanas, a sobrecarga usada mudava. É a periodização. “Esse tipo de treino normalmente é proposto para atletas e esportistas”, diz Denis Foschini, autor do estudo. Ao final, ele observou nos voluntários do grupo da musculação um melhor ganho de saúde em comparação com o primeiro grupo. Foram registrados melhores resultados em matéria de resistência à insulina, colesterol, força e massa muscular, taxa metabólica de repouso e diminuição da dor. “O grupo que fez só esteira perdeu força, enquanto o da musculação aumentou a força muscular em 300%, em média”.

    Luis Filipe Galo, de 19 anos, entrou no programa pesando 98 quilos e saiu com 74. Ele ficou surpreso quando, após a bateria de exames que a equipe da Unifesp encomendou, no começo do ano passado, foi diagnosticado como obeso, com problemas no fígado, resistência à insulina e um tumor maligno na tiroide. Até então, sua barriguinha proeminente, nem tão grande assim, não incomodava muito e ele levava tranquilo sua vida sedentária. Por sugestão da mãe, inscreveu-se no programa da universidade. Logo que começou com os exercícios e a dieta, aderiu ao novo estilo de vida. “No começo dói o corpo todo. Mas adorei tudo desde a primeira semana”, diz Galo. Agora ele tem de se cuidar por conta própria. Sem a tiroide por causa do tumor, pretende manter o peso numa academia assim que se recuperar da cirurgia.

    Ainda que a perda de peso seja lenta, os resultados das alterações metabólicas podem ser sentidos longe do espelho. À medida que se adapta aos novos esforços, o corpo sofre menos para executar movimentos que antes eram um suplício. A estudante Fernanda Larissa Camilo já tinha tentado diversas vezes perder peso numa academia. A inibição diante de sarados e magrinhas e o tédio na musculação a levavam a desistir. Depois de um ano de terapia com o GEO, já acha o exercício prazeroso. “Fico feliz quando consigo aumentar a carga”.

    Os especialistas afirmam que é mais importante apreciar as pequenas mudanças e adotar para sempre o hábito de se mexer que realizar grandes esforços e emagrecer rapidamente. Com o tempo, um lance de escada que antes causava suadouro exagerado, dor nos joelhos e preguiça passa a fazer parte do cotidiano. Mais disposto e sem dores, o ex-obeso começa automaticamente a se movimentar mais e a gastar mais energia. É um longo processo, mas ele funciona.



    - Postado por: Patrícia às 13h23
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    Semana Mundial do Aleitamento Materno

    Na Semana Mundial da Amamentação, uma boa notícia: o tempo médio de aleitamento materno no país aumentou um mês e meio nos últimos nove anos, passando de 296 dias, em 1999, para 342, em 2008, nas capitais e no Distrito Federal. Os dados são da 2ª Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e DF (Ppam), divulgada nessa segunda-feira pelo Ministério da Saúde.

    O aumento foi verificado em quase todas as capitais e, embora tenha acompanhado esse crescimento, Belo Horizonte apresentou o terceiro pior resultado e ficou abaixo da média nacional, à frente apenas de Porto Alegre e São Paulo. Em BH, as mulheres amamentavam 211 dias em 1999 e, ano passado, pularam para 300 dias.

    O levantamento foi feito nas capitais, no Distrito Federal (DF) e em outros 239 municípios e somou informações de um universo de cerca de 118 mil crianças. O estudo também revelou um aumento do índice de aleitamento materno exclusivo (AME) – a criança recebe somente leite materno, sem quaisquer outros líquidos ou alimentos, exceto medicamentos – em bebês menores de quatro meses. Em 1999, era de 35%, passando para 51% em 2008. Nessa avaliação, BH também ficou ligeiramente abaixo da média nacional e registrou um crescimento de 23% para 50%.

    Outro resultado importante está relacionado com o aumento, em média, de um mês na duração da AME nas capitais e no DF. Em 1999, era de 24 dias e, em 2008, passou a ser de 54 dias. O aleitamento na primeira hora de vida também fica abaixo do desejável em BH. Enquanto a média do país foi de 67,7%, a de Belo Horizonte foi de 64%.

    De acordo com coordenadora da área técnica de saúde da criança e aleitamento materno do Ministério da Saúde, Elsa Giugliani, um dos desafios que precisam ser enfrentados é a necessidade de intervenções para promover hábitos saudáveis de alimentação, sobretudo no primeiro ano de vida.

    Licença-maternidade

    A inserção da mulher no mercado de trabalho é apontada na pesquisa como um dos principais fatores para a redução do tempo de amamentação. O estudo mostra que as mulheres que estavam em licença-maternidade amamentavam mais que as outras. O ministério e a Sociedade Brasileira de Pediatria apostam na ampliação da licença de quatro para seis meses, aprovada pelo Congresso recentemente, para melhorar os índices de aleitamento no país. Outra estratégia adotada para influenciar positivamente o aleitamento por mais tempo é a implantação da Rede Amamenta Brasil, criada ano passado, e que tem por objetivo capacitar profissionais para auxiliar a mãe em todo o processo de aleitamento.

    O professor de pediatria da UFMG e membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Mineira de Pediatria Joel Alves Lamounier se surpreendeu com os dados de BH. Ele ressalta que os resultados devem ser avaliados de forma crítica. “O primeiro ponto é saber onde está o problema. A prefeitura faz um trabalho há muito tempo nessa área, mas será que a abordagem está sendo eficiente? É preciso analisar o problema e tentar chegar às causas, se está no pré-natal, nos hospitais e verificar se há algo a mais nessa estratégia de promoção”, diz.

    Contato que a dona de casa Suelen Cristina Ortega, de 22 anos, fez questão de ter. Na maternidade do Hospital Odilon Behrens, ela não se cansava de acariciar o filho Carlos Eduardo, nascido há apenas dois dias. “A amamentação foi uma experiência maravilhosa, não tem explicação. Enquanto eu tiver leite, vou continuar. Mamei até 2 anos e 9 meses e quero para meu filho a mesma saúde que a minha”, disse. A doméstica Alessandra Dornelas Vieira, de 26, também pretende amamentar a recém-nascida Isabela, com 2 dias de vida, por muito tempo. Até janeiro, quando volta a trabalhar, a menina terá apenas o leite materno. Depois, o complemento virá com a mamadeira. “Acredito que evita doenças e ajuda a aproximar o bebê da mãe e a criar um importante vínculo”, afirma.

    A Secretaria Municipal de Saúde não comentou os resultados da pesquisa. De acordo com a assessoria, a responsável pelo setor de amamentação estava fora e não foi localizada.



    - Postado por: Patrícia às 08h48
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    Bronzeamento artificial aumenta risco de câncer

    As câmaras de bronzeamento artificial podem estar com os dias contados. Há tempos se suspeitava que a radiação ultravioleta emitida por esses equipamentos tinha potencial cancerígeno. Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevou o nível de alerta para o bronzeamento artificial, colocando-o entre os agentes cancerígenos mais perigosos, ao lado do tabaco e do gás mostarda, arma química usada na I Guerra Mundial. O parecer da OMS se baseia num estudo feito pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer sobre radiação solar recém-publicado no jornal Lancet Oncology. Pesquisadores de nove países reavaliaram os riscos dos raios solares UVA, UVB e UVC. Sabe-se que não é bom abusar do sol na praia nem na piscina porque os dois últimos estão relacionados a vários tipos de câncer de pele. Os pesquisadores concluíram que os raios UVA, justamente aqueles produzidos pelas lâmpadas bronzeadoras, são tão cancerígenos quanto os outros dois. Os raios UVA eram considerados menos nocivos – estavam relacionados apenas ao envelhecimento precoce e ao surgimento de catarata.

    A exposição às lâmpadas solares antes dos 30 anos de idade aumenta em 75%
    o risco de melanoma

    O estudo adverte que, em pessoas com menos de 30 anos, o bronzeamento artificial aumenta em até 75% o risco de incidência de melanoma. "Os raios UVA penetram mais fundo na pele do que o UVB e o UVC e alteram as fibras de sustentação da pele", explica o dermatologista Sérgio Schalka, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia. "Além disso, é importante lembrar que quem se submete a essas sessões está exposto a uma quantidade de energia muito maior do que quem se bronzeia naturalmente", ele completa. Para se ter uma ideia do que isso significa, dez minutos numa câmara de bronzeamento artificial equivalem, em média, a uma hora de sol sem proteção. O melanoma é o mais perigoso tipo de câncer de pele. Apresenta enorme grau de metástase, ou seja, grande capacidade de se espalhar para outros órgãos do corpo. O fator hereditário influi no desenvolvimento do melanoma. Quem tem pele clara é forte candidato a ter a doença se abusar da exposição ao sol ou ao bronzeamento artificial.

    Há muito os médicos condenam o uso das lâmpadas bronzeadoras. "Mesmo antes de a OMS alertar sobre os riscos da radiação UVA, dermatologistas do mundo inteiro já vinham lutando para acabar com o uso indiscriminado das câmaras de bronzeamento pelas clínicas de estética", diz o dermatologista Valcinir Bedin, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Os donos de clínicas que oferecem bronzeamento artificial – estima-se que existam 5 000 no Brasil – se defendem alegando que ele não provoca mais danos do que a exposição ao sol. Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se manifestou a respeito da pesquisa da OMS e cogita proibir o uso das câmaras de bronzeamento artificial no país.



    - Postado por: Patrícia às 09h13
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