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                     PARAPLEGIA E TETRAPLEGA

As paraplegias e as tetraplegias são decorrentes de comprometimentos funcionais da medula espinhal. Elas se manifestam em três formas distintas de comprometimentos: motores, da sensibilidade e vegetativos .Quando as vias medulares são totalmente interrompidas, resulta em uma lesão medular completa. Esta lesão será diagnosticada como sendo uma tetraplegia, quando comprometer os 4 membros e o tronco, como conseqüência de lesões cervicais e em nível da primeira vértebra torácica. Observação: em casos de tetraplegia, os deltóides ficam com funções perfeitamente normais, assim como o peitoral menor. Já o ancôneo e o bíceps ficam parcialmente funcionais. Com estes músculos os tetraplégicos podem, por exemplo, nadar, fazer atletismo (corridas, arremessos e lançamentos), rugby, jogar tênis em cadeira de rodas, etc. Quando a lesão medular completa comprometer “apenas” as pernas, o diagnóstico será de paraplegia.

Nas lesões medulares incompletas, quando elas ocorrerem na região cervical ou até a primeira vértebra torácica, o diagnóstico será de tetraparesia, já que todos os quatro membros e o tronco ficam parcialmente comprometidos. Abaixo deste nível, o diagnóstico será de paraparesia, já que ambas as pernas ficam parcialmente comprometidas.

A altura da lesão é determinada com base nas perdas funcionais e distúrbios das funções comprometidas.

Quando ocorre uma perda séria das funções motoras, fala-se em paralisia. Quando ocorre um “leve” comprometimento, fala-se em paresia.

Causas da Paraplegia e da Tetraplegia
Entre as causas mais freqüentes da paraplegia e da tetraplegia podem ser citadas:

Traumatismos medulares: os traumatismos medulares representam em torno de 75% dos casos das lesões medulares. Eles são provocados por acidentes de moto, carro, no lazer, no trabalho e por armas. Um dos pontos críticos de sua ocorrência é de que na maioria dos casos as pessoas atingidas estão na faixa etária dos 17 aos 25 anos de idade.
Os traumatismos são classificados em: comoção, contusão e fratura.

Na comoção espinhal normalmente não há seqüelas. Os comprometimentos são só temporários.

A contusão medular, por sua vez, leva a comprometimentos neurológicos, tais como perda da sensibilidade e incontinência urinária (vide Manifestações Não-Motoras da Paraplegia e da Tetraplegia).

A compressão medular ocorre pela ação prolongada de fragmentos ósseos e, especialmente, por hematomas.

Processos intra-espinhais capazes de destruir áreas medulares (tumores, abscessos, hérnias de disco, cistos, hematomas, etc.);
Disfunções circulatórias e más formações de vasos sangüíneos;
Infecções e infestações: os processos infecciosos comprometem as estruturas neurais, que não se regeneram e levam a perdas funcionais. Em muitas regiões brasileiras, é grande a infestação por xistose (Schistossoma mansoni), que pode se alojar junto à medula e provocar paraplegias;
Processos degenerativos, como, por exemplo, na esclerose múltipla;
Más formações da estrutura neural da medula: espinha bífida oculta e espinha bífida aberta.
A espinha bífida oculta não tem importância clínica na maioria dos casos, já que geralmente não apresenta seqüelas. DELANK et GEHLEN (1999, p. 333) chamam a atenção, no entanto, para o fato de que adultos com incontinência urinária, sem comprometimentos neurológicos diagnosticados, poderiam ter como causa da incontinência urinária a espinha bífida oculta.

A espinha bífida aberta é causada por um distúrbio de desenvolvimento da medula espinhal, estando comprometidos inclusive suas membranas e nervos (meningocele, mielomeningocele, mielomeningocistocele, etc.);

Outras anomalias, causadas, por exemplo, pela instabilidade cervical (instabilidade atlanto-axial) na síndrome de Down, que pode provocar tetraplegias ou até mesmo levar à morte, ante a frouxidão ligamentar.

As lesões medulares completas quase sempre são de causa traumática e raramente são infecciosas. Com isso, é de fundamental importância o cuidado com acidentes, evitando-se mergulhos em águas rasas ou em ambientes desconhecidos. Também deve-se evitar o acesso a lagoas ou rios contaminados com xistose nas atividades de lazer, na prática esportiva ou no exercício profissional, como é o caso dos Bombeiros Militares ou mergulhadores, por exemplo.

Topografia Neurológica da Tetraplegia e da Paraplegia
As lesões cervicais até a altura da primeira vértebra torácica são denominadas de tetraplegia. Já as lesões abaixo da primeira vértebra torácica recebem a denominação de paraplegia.
Tetraplegia- lesões cervicais até T1
Paraplegia - lesões medulares abaixo de T1

Conseqüências Motoras da Paraplegia e da Tetraplegia
Nas lesões medulares completas, o comprometimento mais importante e mais conhecido da sociedade é a perda da capacidade de locomoção. As lesões completas implicam o uso de cadeira de rodas por toda a vida.

As lesões medulares incompletas, apesar de mais raras, ocorrem também em nível expressivo, e implicam o uso permanente de cadeira de rodas, tutores (curtos ou longos) e/ou andadores.
Uma lesão abaixo de C4 permite que a pessoa seja mantida com vida, desde que atendida de imediato, com socorro adequado, e levada urgentemente para um centro especializado em lesões medulares. As lesões cervicais provocam também redução da capacidade respiratória, já que os músculos intercostais passam a apresentar uma paresia. Da mesma forma, está comprometida a maioria dos músculos do tronco, dos braços e das pernas. A pessoa perde a preensão dos dedos da mão. No entanto, nas lesões cervicais, o deltóide, parte do bíceps e o peitoral menor permanecem funcionais, e com eles os tetraplégicos são capazes de digitar um computador, dirigir carros, nadar, praticar atletismo, jogar rugby, tênis em cadeiras de rodas, etc., bem como estudar e exercer as mais variadas profissões.

As lesões nas regiões mais baixas da medula torácica não comprometem a função respiratória.

Os comprometimentos podem apresentar os mais diversos graus. Eles variam de discretos enfraquecimentos das capacidades neurológicas até uma total perda funcional.

Conseqüêcias não-motoras da Paraplegia e da Tetraplegia
Nas lesões medulares, juntamente com os comprometimentos das funções motoras, são acometidos também a sensibilidade, os reflexos, o sistema simpático-parasimpático, sendo afetados ainda os esfíncteres anal e urinário.

Entre as conseqüências não-motoras da paraplegia e da tetraplegia, apresentam maior importância:

- Tendência a ocorrer escaras (úlceras) de decúbito. As escaras são uma “porta aberta” para infecções.
Os atletas e técnicos devem ser sensibilizados para o fato de que as escaras implicam tratamento sério, já que podem evoluir para um quadro bem pior, e devem ser consideradas como um fator que, temporariamente, restringe a prática esportiva;
- Tendência a ocorrer infecções urinárias, que podem provocar insuficiências renais;
- Contraturas;
- Osteoporose;
- Disfunção do sistema de regulação térmica. Os tetraplégicos e os paraplégicos com lesão acima de aproximadamente T5 não apresentam sudorese suficiente para compensar o estresse térmico. Com isso, salas de aula abafadas, ginásios abafados e mal ventilados e demais ambientes quentes, tais como em piscinas, praias ou quadras; assim como em carros estacionados ou em engarrafamentos no trânsito em horários quentes, etc., podem provocar desmaio ou, caso não sejam adotadas medidas que permitam a compensação térmica, até mesmo a morte por estresse térmico. Em função disso, devem ser adotadas medidas que assegurem a compensação do estresse térmico, tais como: ingestão de líquidos antes, durante e após a prática esportiva; alternância, se for possível, da exposição ao calor com a permanência em lugares mais frescos, etc.;
- Perda de sensibilidade (dor, frio, calor, tato, contato, propriocepção postural, etc.);
- Disfunção da atividade da bexiga e do intestino. A bexiga do paraplégico e do tetraplégico é denominada de neurogênica. Atingindo um certo volume, automaticamente ela se esvazia, como no caso de bexigas de crianças menores. Isto implica o uso de fraldas (fralda geriátrica no caso de adultos) e/ou de sondas;
- Redução da pressão arterial e da pressão nos vasos sangüíneos, dificultando a circulação de “retorno”;
- Comprometimentos da sexualidade.


 



- Postado por: Patrícia às 09h47
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           FIBROSE CISTICA

O que é?

É uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescência ou na vida adulta.

As pessoas com fibrose cística tem um funcionamento anormal das glândulas que produzem o muco, suor, saliva, lágrima e suco digestivo.

O pâncreas - um órgão localizado no abdome que tem como função auxiliar na digestão dos alimentos e produzir hormônios - está afetado em quase todos casos de fibrose cística. As enzimas digestivas do pâncreas estão alteradas e podem dificultar a digestão dos alimentos. Até 10-20% dos recém-nascidos com fibrose cística podem ter uma obstrução no intestino por causa da insuficiência no funcionamento das enzimas do pâncreas. Este problema é chamado de íleo meconial, e a criança não consegue evacuar. A cirurgia é quase sempre necessária nesta situação.

O que se sente?

Na fibrose cística, as enzimas do pâncreas, que deveriam ajudar a digerir alimentos gordurosos, não são liberadas para dentro do intestino. Com isso, os alimentos (principalmente os gordurosos) são mal digeridos e as fezes podem ficar volumosas, espessas, fétidas e gordurosas. Além do problema pancreático, há o problema respiratório devido à obstrução das passagens de ar do pulmão pelo acúmulo de muco espesso e pegajoso.

Então, as pessoas com esta doença podem ter esses sintomas respiratórios:
 

 Tosse
 Expectoração excessiva de muco (catarro)
 Respiração difícil
 Chiado no peito (sibilância)

Como o médico faz o diagnóstico?

A fibrose cística é diagnosticada pelo médico quando a pessoa apresenta doença respiratória persistente ou evidência de insuficiência do pâncreas ou ambas, ou história familiar de fibrose cística em irmão ou primo de primeiro grau, além da concentração de cloro no sangue acima do normal. O médico, ao suspeitar de fibrose cística, solicita o teste do cloreto no suor. Em alguns casos, a análise genética poderá ser feita para o diagnóstico.

Como se trata?

O tratamento é voltado para a solução dos sintomas e das deficiências causadas pela doença.

O uso de enzimas pancreáticas e modificações na dieta auxiliam na digestão.

Em relação a parte respiratória, antibióticos são usados quando ocorrem as infecções respiratórias - que são freqüentes e caracterizam a doença. Os pacientes apresentam, no início, infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae. Depois, podem começar a ter infecções respiratórias por Staphylococcus aureus e, mais adiante, por Pseudomonas aeruginosa ou por Burkholderia. Outros microorganismos também podem causar infecção e deterioração da situação do paciente.

Os broncodilatadores também podem diminuir a falta de ar em algumas pessoas com fibrose cística.

Medicações que deixam as secreções mais finas e outros mucolíticos, que ajudam na retirada do muco excessivo para fora dos pulmões, também podem auxiliar nesta doença.

A fisioterapia respiratória, exercícios aeróbicos e a drenagem postural também são importantes, pois facilitam a saída do excesso de muco das vias respiratórias. Na drenagem postural, a pessoa fica deitada inclinada, com a barriga para baixo, os pés elevados e a cabeça e os braços para baixo, de maneira que a secreção dos pulmões possa descer até a boca e ser expelida. Esta higiene das vias respiratórias melhora os sintomas da doença e faz com que as infecções respiratórias não sejam tão freqüentes. Em alguns casos, o oxigênio domiciliar pode ser necessário para a melhora da falta de ar.

Em alguns casos, pode ser usada a DNAse recombinante humana (rhDNAse) administrada por um nebulizador específico para tal. Nos casos em que há um declínio significativo da função pulmonar e do peso do paciente, mesmo com o tratamento e suporte nutricionais adequados, pode ser indicado o transplante pulmonar.

Como se previne?

Testes genéticos podem ajudar na prevenção, já que até 80% das pessoas com gene anormal poderão ser identificadas. Isto poderá auxiliar nas decisões em relação ao planejamento familiar. Estes testes genéticos também podem ser realizados em fetos.

Como se faz o diagnóstico?

Em todos recém nascidos é realizado o teste do tripsinogênio imunorreativo (TIR), um exame padrão para detecção da fibrose cística em recém nascidos. Um elevado nível TIR indica grande possibilidade de fibrose cística e requer exames adicionais.

Os indivíduos doentes deverão ser vacinados contra a gripe anualmente e contra o pneumococo (bactéria freqüente em infecções respiratórias) cada 5 anos, conforme orientação de seu médico para tentar reduzir a freqüência das complicações respiratórias da doença.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

A detecção precoce da doença pode alterar o seu prognóstico?

O que é intussuscepção intestinal?

Qual é o tratamento para intussuscepção intestinal?

Como é feito o teste do suor para o diagnóstico da doença?

O teste do suor pode determinar a gravidade da doença?

O que é a bronquiectasia e qual sua relação com a mucoviscidose?

A fibrose cística pode causar infertilidade masculina?

A gravidez deve ser evitada nas mulheres com fibrose cística?



- Postado por: Patrícia às 11h04
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          OSTEOGÊNESE -OSSOS DE VIDRO

Provocada por um defeito nos genes responsáveis pela produção de colágeno, uma proteína importante para os ossos, pele e tendões, a osteogênese imperfeita - conhecida como "doença dos ossos de vidro" - atinge um em cada 20 mil nascidos. A Clínica de Malformações Congênitas da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) atende crianças e adultos portadores da doença. Incurável, a patologia pode manifestar-se em quatro diferentes graus, que vão de tênue a fatal. Futebol, pega-pega, amarelinha, esconde-esconde. É impossível imaginar uma criança sem associá-la a estas brincadeiras. Mas, para os portadores de osteogênese imperfeita (osteogenesis imperfecta), tais atividades representam grandes riscos, pois eles têm um problema genético associado aos cromossomos 7 e 17, provocando falhas na produção de colágeno - proteína que, depois do cálcio, é o principal componente ósseo. Estas falhas fazem com que os ossos tornem-se frágeis demais, podendo quebrar com facilidade. A doença pode ser congênita, passada de pais para filhos, ou causada por mutação genética, se manifestando em uma família sem histórico de portadores.

As principais características da patologia são fraturas freqüentes, baixa massa muscular, frouxidão das juntas e ligamentos, esclera (branco dos olhos) azulada ou acinzentada, pele fina, dentes fracos e quebradiços, escolioses, problemas respiratórios e perda de audição, causada por problemas nos ossos do ouvido interno. Embora absorva o cálcio, o tecido ósseo de pessoas com osteogênesis imperfecta é frágil, principalmente na infância, fase de crescimento e de maior vulnerabilidade. Na adolescência, as fraturas tendem a diminuir, podendo cessar totalmente na vida adulta. No entanto, é possível que voltem a se apresentar após os 40 anos, em função da osteoporose.

Até bem pouco tempo, os únicos tratamentos possíveis para a doença eram engessar os membros fraturados e, eventualmente, se os ossos não fossem frágeis demais, realizar cirurgias, colocando pinos de aço para corrigir as curvaturas e lhes dar firmeza.

Hoje, há outras alternativas de tratamento, que é complexo, mas pode proporcionar vida normal aos portadores de "ossos de cristais". Para o médico ortopedista Antônio Carlos Fernandes, diretor clínico da AACD, "parte do tratamento constitui em evitar a perda de cálcio nestes pacientes. Uma das formas de se conseguir isto é fazer com que mantenham a movimentação muscular, que também estimula a vitalidade dos músculos e dos ossos". Sempre que possível, os portadores devem exercitar a musculatura.

Uma boa atividade é caminhar. "Andar é uma função importante, não apenas pela liberdade de ir, vir e agir, mas por estimular a circulação e fortalecer os ossos. Quando não for possível caminhar, a criança deverá ser estimulada a realizar exercícios freqüentes, para mobilização dos membros", explica o médico. Além disso, estas pessoas devem manter uma alimentação rica em cálcio, fósforo, magnésio e vitaminas. Algumas atividades podem ajudar a evitar acidentes, a diminuir a dor e a fortalecer o organismo. Especialmente no caso da osteogênese, receber tratamento qualificado e específico faz toda a diferença. A começar pela orientação aos pais.

É bastante comum que as crianças com a doença freqüentem apenas ambulatórios de ortopedia. "Mesmo sendo frágeis, os portadores podem levar uma vida ativa, mas é preciso seguir orientações e cuidados específicos, sempre com a supervisão de profissionais qualificados", explica o ortopedista. A AACD possui uma equipe multidisciplinar, formada por pediatras, fisiatras, ortopedistas, geneticistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, dentistas, nutricionistas, arte e musico-reabilitadores, que acompanham o desenvolvimento dos pacientes, indicando o melhor tratamento para cada caso e aconselhando quanto à possibilidade de novos casos na família. Como a doença é incurável, o objetivo do tratamento é fornecer aos portadores de osteogenesis imperfecta melhor qualidade de vida.

Apesar dos cuidados necessários para evitar fraturas, é importante que a família estimule o desenvolvimento. "Crianças são curiosas e querem explorar o ambiente", orienta o médico. "Desde pequenos, aprendemos a conhecer nossos limites.

Crianças com "ossos de vidro" sabem quanta força ou atividade podem realizar sem correr riscos de fraturas", explica. Segundo o especialista, restringir as atividades físicas do portador aumenta o risco de fraturas. "É importante que as crianças brinquem. Faz parte de seu desenvolvimento. Para que o façam com segurança, é necessário proteger o ambiente: cobertores, travesseiros e almofadas podem ser úteis".

O diretor clínico da AACD também orienta sobre a importância de ajudar a desenvolver a independência e sociabilização das crianças. "Sempre que possível, os pais devem incentivá-las a comer, vestir-se ou tomar banho sozinhas. Também devem permitir o contato com outras crianças que tenham ou não a doença". Além disso, os pais devem permanecer atentos aos sinais de fratura, como inchaço, vermelhidão, calor e dor no local, para que possam encaminhar a criança, rapidamente, ao pronto-socorro mais próximo.

AACD Instituição filantrópica especializada no tratamento de pessoas portadoras de deficiência física, mantém amplo serviço de assistência médica, pedagógica e social voltado, principalmente, às crianças e adolescentes, promovendo a reabilitação e reintegração social dessas pessoas. Hoje, 96% dos pacientes nada pagam pelo tratamento.



- Postado por: Patrícia às 09h23
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Teste de vacina contra Aids

   

Uma vacina experimental contra a Aids diminuiu, pela primeira vez, o risco de infecção pelo vírus HIV, afirmam cientistas.

A vacina - uma combinação de duas vacinas experimentais já testadas - foi administrada a 16 mil voluntários na Tailândia, no maior teste já realizado com uma vacina contra a Aids.

Os pesquisadores concluíram que a vacina reduziu em quase um terço o risco de contrair o vírus HIV, que provoca a doença.

O resultado está sendo visto como um avanço científico significativo, mas uma vacina global ainda está distante.

O estudo foi realizado pelo Exército americano com o governo da Tailândia e durou sete anos. Todos os voluntários - homens e mulheres com idades entre 18 e 30 anos - não eram portadores do HIV e viviam em algumas das regiões mais afetadas da Tailândia.

As vacinas combinadas para a produção desta já haviam sido testadas, sem sucesso.

Metade dos voluntários recebeu a vacina e a outra metade recebeu um placebo. Todos receberam aconselhamento sobre prevenção do vírus HIV.

Entre os voluntários que receberam a vacina, o risco de infecção pelo HIV foi 31,2% menor do que entre os que tomaram o placebo.

"O resultado é extremamente encorajador. Os números são baixos e a diferença pode se dever à sorte, mas a conclusão é a primeira notícia positiva no campo de vacinas contra a Aids em uma década", disse Richard Horton, editor da revista médica Lancet.

Ao todo, 125 pessoas foram contaminadas durante os testes, 74 no grupo dos que tomaram placebo, e 51 no grupo dos que tomaram vacinas.

"Nós devemos ser cautelosos, mas ter esperança. A descoberta precisa ser replicada e investigada urgentemente", afirmou Horton.

A cautela também foi apontada por outros especialistas em HIV, como Robin Shattock, da St George's University, de Londres.

"Ela (a vacina) só é ativa contra as cepas (do vírus) prevalecentes na Tailândia - então, não é amplamente ativa em outras partes do mundo - e uma redução de cerca de 30% não é grande o suficiente para realizarmos um teste ainda maior", diz ele.

"A grande significância aqui é que devemos analisar em detalhes esses indivíduos que foram protegidos ou infectados e ver por que a resposta imunológica protegeu alguns dos indivíduos. Se pudermos entender isso, estaremos a caminho de tentar desenvolver vacinas que sejam mais amplamente efetivas."

O resultado foi comemorado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo programa conjunto da ONU para a Aids (UN/Aids).

Segundo eles, os resultados "são caracterizados como modestamente protetores. Mas... trouxeram nova esperança no campo de pesquisa de vacinas contra a Aids".

Estima-se que cerca de 33 milhões de pessoas no mundo sejam portadoras de HIV. relatórios mais completos sobre os testes com essa vacina serão divulgados em uma reunião em Paris, no mês que vem.

O diretor do instituto, o médico Anthony Fauci, advertiu que este não é o fim do caminho, mas destacou que estava surpreso e muito satisfeito com o resultado.

- A possibilidade de melhorar este resultado me proporciona um prudente otimismo para desenvolver uma vacina mais efetiva contra a Aids - afirmou Fauci.

- Este dia marca um fato histórico - disse Mitchell Warren, diretor executivo da Coalizão para a Propagação de uma vacina para a Aids, um grupo internacional que tem trabalhado para o desenvolvimento de uma vacina.

"Levará tempo e recursos para analisar e compreender os dados em sua totalidade, mas existe pouca dúvida de que este descobrimento revitalizará o campo da vacina da Aids", destacou Warren em um comunicado.

O Ministério de Saúde Pública da Tailândia dirigiu o estudo, o qual utilizou cepas do HIV comum na Tailândia. Não se sabe se tal vacina funcionaria contra outras cepas nos Estados Unidos, África e outras regiões, destacaram os cientistas.

 Todos os dias cerca de 7.500 pessoas se infectam no mundo com o vírus HIV e dois milhões de pessoas morreram de Aids em 2007, calcula a agência da ONU encarregada da matéria, a ONUSIDA.

Os resultados completos do teste serão apresentados a 20 de Outubro em Paris, numa conferência internacional dedicada à vacina para o VIH-SIDA.



- Postado por: Patrícia às 08h52
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          GRAVIDEZ NA ADOLECENCIA

O número de partos feitos na rede pública de saúde em meninas de 10 a 19 anos caiu 30,6% nos últimos 10 anos, em todo o Brasil. Levantamento do Ministério da Saúde constatou que, em 2008, foram feitos 485,64 mil partos, contra 699,72 mil em 1998. Em Minas Gerais, a redução foi acima da média nacional, passando de 63.070, em 1998, para 42.130, no ano passado, diminuição de 33,20%.

De acordo com o ministério, no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a redução ultrapassou 35%. A pasta atribui a queda a fatores como o acesso às políticas de prevenção e orientação sobre saúde sexual, além da distribuição gratuita de métodos contraceptivos.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte de janeiro a julho deste ano, 2.662 adolescentes entre 10 e 19 anos passaram pelo pré-natal nas unidades de saúde da capital. Em 2008, cerca de 13% dos nascidos vivos eram filhos de mães adolescentes. O percentual de prematuridade em filhos de mães adolescentes está em torno de 10,3% na capital.Se pegarmos dados que trazem fecundidade, parto e nascidos vivos, percebemos que houve redução no número de adolescentes grávidas no Brasil – comemora Thereza de Lamare, coordenadora da área de Saúde do Adolescente e do Jovem do ministério.

Para reforçar esse trabalho, o governo federal distribuirá até outubro cadernetas para o acompanhamento da saúde de adolescentes em 433 cidades brasileiras.

A pesquisa

A região Sudeste, ao lado do Sul e do Centro-Oeste, teve a maior redução de partos em adolescentes na última década (36%).
Os Estados que tiveram maior queda foram Rondônia (51%), Rio de Janeiro (48%) e Goiás (46%)
O único Estado que registrou aumento foi o Amapá, com 39%

A pílula do dia seguinte também exerceu papel preponderante. "Não há dúvida de que a ampliação da oferta reduziu o número de gestações indesejáveis." Até o início desta década, a pílula era encontrada só nos serviços de referência para atendimento a mulheres vítimas de violência. Hoje, ela está disponível na rede básica para mulheres que tiveram relação de risco.



- Postado por: Patrícia às 12h01
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       Sindrome do Panico

É um ataque repentino de pânico, ou seja, de repente sente-se algumas alterações no corpo, que causam desconforto e medo de morrer de um ataque cardíaco, derrame ou coisa parecida. Neste momento, a pessoa se desconecta do mundo e passa a perceber somente as reações do seu corpo. Uma vez em pânico ela vai sentir sensações sufocantes como dor no peito, falta de ar, formigamento nas mãos e passa a acreditar que esta tendo um treco, são sensações horríveis e reais. É muito comum a pessoa sair abruptamente do local e procurar ajuda num pronto socorro. O estresse é um dos principais causadores da sindrome do panico, sendo responsavel por 80% dos crises de panico. As drogas representam outro enorme fator de risco. Desde os “energéticos”, na realidade estimulantes do sistema nervoso, até, evidentemente, as drogas ilícitas. A sindrome do panico acomete, principalmente, mulheres ( na proporcao de 2:1 em relação aos homens) no final da adolescência e início da juventude, mas pode ocorrer em qualquer idade.

A partir da primeira crise sindrome do panico é comum o medo e a ansiedade antecipatória de ter outra parecida. A pessoa passa a ter medo de sentir medo e começa a restringir alguns locais ou situações que possam colocá-lo novamente em pânico, é o que chamamos de fobia. Além desta ansiedade e de várias fobias, o portador também se preocupa em evitar lugares cheios demais, ou muito fechados que não dá para fugir se precisar de ajuda imediata, agorafobia.

Muitas vezes o portador de pânico pode ser visto como uma pessoa medrosa, fraca e às vezes as pessoas não têm muita paciência, principalmente se já foram feitos vários exames e nada foi detectado. 

SINTOMAS DA SÍNDROME DO PÂNICO

A pessoa está numa situação de tranqüilidade. Em casa, vendo TV, lendo ou conversando com amigos.De repente “aquilo” VEM! Uma sensação horrível de terror, vindo aparentemente do nada, toma conta dela. O coração dispara, há sensação de sufocação, tontura, tremores, as pernas ficam bambas e ele acha que vai morrer, ter um ataque cardíaco, ficar louca ou perder o controle. Essa sensação terrível, das mais angustiantes narradas pelo ser humano, dura cerca dez minutos entre o inicio e o final. É o chamado ataque de pânico. Se esta pessoa apresentar um único ataque seguido de medo de ter outro ou se os ataques se repetirem ela desenvolve o Transtorno de Pânico.

Os principais sintomas da sindrome do panico são: taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de calor e frio, tontura, sensação que vai desmaiar, ter um enfarto, derrame, pressão na cabeça, sensação que o ambiente é estranho (perigoso), perigo de morte, medo de sair de casa, medo de fazer as coisas mais simples como viajar, dirigir, ir a lugares com muita gente, cinema, feiras e etc.

 CAUSAS DA SÍNDROME DO PÂNICO

O estresse é um dos principais causadores da sindrome do panico, sendo responsavel por 80% dos crises de panico. As drogas representam outro enorme fator de risco. Desde os “energéticos”, na realidade estimulantes do sistema nervoso, até, evidentemente, as drogas ilícitas.

- Abuso de medicamentos, doenças físicas, drogas ou álcool.
- Reação a um stress ou situação difícil.
- Predisposição genética

 TRATAMENTO DA SÍNDROME DO PÂNICO

Sem tratamento adequado, a sindrome do panico é altamente incapacitante. No tratamento da sindrome do panico, são utilizados medicamentos para a crise de pânico, habitualmente antidepressivos, acompanhado de Psicoterapia Comportamental e Cognitiva. Para as seqüelas da sindrome do panico, nos medos decorrentes, a medicação não atua. O tratamento de escolha da sindrome do panico é a psicoterapia comportamental e cognitiva. O mesmo se aplica ao trabalho necessário para reconduzir o paciente à sua vida normal.

Quais são as chances de recuperação no tratamento da sindrome do panico ?

Apesar da gravidade dos sintomas, a sindrome do panico mostra bom prognóstico ao tratamento: cerca de 70 a 90% de recuperação. Mas o INMH (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) adverte que apenas um terço das pessoas que tem sindrome do panico recebem tratamento adequado.

Desse modo, percebe-se a necessidade de se procurar auxilio de um psicologo quando o individuo se ve acometido pela sindrome do panico. A psicoterapia ajuda a trabalhar a ansiedade, as fobias e mudar a atitude perante a doença. O entrosamento e a vontade de se curar do paciente é fundamental para o tratamento da sindrome do panico. Pode ser necessário também iniciar um tratamento psiquiátrico, com antidepressivos e ou ansiolíticos, para acabar com os efeitos físicos, provocados pelo desequilíbrio bioquímico.



- Postado por: Patrícia às 09h09
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      Síndrome de Klinefelter

È o distúrbio de origem genética que ataca pessoas do sexo masculino onde a existência de mais um cromossomo X sendo que o mais comum é o cariótipo 47, XXY. Um entre 700 ou 800 meninos recém nascidos apresentam essa anomalia cromossômica. A Síndrome de Klinefelter foi corretamente descrita a primeira vez no ano de 1942 pelo médico Harry Klinefelter. A doença era observada já bem antes disso e sabia-se que aquele que a portava possuía 47 cromossomos. Esta síndrome é bastante comum nos seres humanos e muitos são os homens que são portadores da doença e passam a vida sem nem mesmo saber disso. No entanto apesar de muitas vezes terem um Casamento Bem Sucedido, as esposas não experimentam a Alegria de Ser Mãe, pois seus maridos, como portadores da síndrome são inférteis e embora sem saber, por terem uma vida sexual normal não produzem espermatozóides e por isso não podem se tornar pais.

Sintomas:

É preciso que se Fique Alerta para os sintomas da Síndrome de Klinefelter, pois quanto antes diagnosticado mais cedo poderá começar um tratamento adequado. Temos como sintomas principais da doença: testículos com tamanho reduzido, ginecomastia, que é o desenvolvimento dos seios em adolescentes do sexo masculino, infertilidade, os braços são bem mais longos do que seria normal, desenvolvimento mental retardado, sendo que o grau de retardo varia de uma pessoa para outra, hipogonadismo puberal, barba escassa, estatura elevada, pelos pubianos distribuídos como no sexo feminino, além dos problemas com relação ao aprendizado e relacionamento social que é bastante complicado.

 

Tratamento:

O uso de Testosterona é o mais indicado no tratamento da Síndrome de klinefelter, pois a falta ou baixa produção deste hormônio é característica em pessoas portadoras da doença sendo que é muito importante durante a puberdade uma vez que ajuda a determinar as características sexuais dos meninos com a síndrome. Este hormônio também oferece uma melhora importante nos casos de problemas de comportamento devido à baixa auto-estima, as frustrações, a carência que é característica dos meninos com a doença. São pessoas que tem dificuldade de se concentrar, mais reservadas e a testosterona ajuda a melhorar todos estes sintomas e deve começar a ser usada na faixa de 11 a 12 anos.

Expectativas:

Embora a esperança de vida média normal, Não Esqueça que o portador da Síndrome de Klinefelter são muito mais sujeitos aos acidentes vasculares cerebrais, a incidência de câncer é maior, atraso motor, atraso para falar, déficit de audição. Tudo isso reduz a expectativa de vida dos portadores da síndrome. Na verdade como todas as doenças quanto mais cedo diagnosticadas, melhores as chances que estes meninos terão ao longo da vida.  Quando diagnosticada cedo até mesmo uma intervenção farmacológica ou psicológica, se torna bem mais fácil se for feita de maneira antecipada.



- Postado por: Patrícia às 11h29
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              Pedofilia

Internet é principal meio de divulgação da pedofilia

A pedofilia é um transtorno de personalidade da preferência sexual que se caracteriza pela escolha sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas ou de crianças de um ou do outro sexo, geralmente pré-púberes ou no início da puberdade, de acordo com a definição da CID-10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde -, compilação de todas as doenças e condições médicas conhecidas elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo informações do site www.censura.com.br - Campanha Nacional de Combate à Pedofilia -, a Internet é, atualmente, o principal meio de divulgação da pedofilia, que movimenta milhões de dólares por ano e forma verdadeiros clubes com o objetivo de unir os pedófilos, adquirir fotos, vídeos, fazer turismo sexual e tráfico de menores.

As crianças pré-púberes ou no início da puberdade que são escolhidas pelos portadores do transtorno de pedofilia têm, geralmente, 13 anos de idade ou menos. O indivíduo com pedofilia deve ter 16 anos ou mais e ser pelo menos cinco anos mais velho que a criança, conforme os critérios estabelecidos pelo DSM-IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders), a classificação dos transtornos mentais feita pela Associação Americana de Psiquiatria.

Para pessoas que apresentam transtorno de pedofilia no final da adolescência, não há especificação de diferença etária precisa, cabendo, nesses casos, avaliação e julgamento clínico, levando em conta tanto a maturidade sexual da criança quanto a diferença de idade.

Os indivíduos que sentem atração pelo sexo feminino geralmente preferem crianças de cerca de dez anos, enquanto os atraídos por meninos preferem, habitualmente, crianças um pouco mais velhas. A pedofilia envolvendo vítimas femininas é relatada com maior freqüência do que a que envolve meninos.

Ainda de acordo com o DSM-IV, o transtorno de pedofilia começa, geralmente, na adolescência, embora alguns indivíduos portadores relatem não ter sentido atração por criança até a meia-idade. A freqüência do comportamento pedófilo costuma flutuar de acordo com o estresse psicossocial e seu curso é crônico, especialmente nos indivíduos atraídos por meninos. A taxa de recidiva para portadores do transtorno de pedofilia que preferem o sexo masculino é, aproximadamente, o dobro daquela observada nos que preferem o sexo feminino.

Nessas classificações, a pedofilia está agrupada a transtornos que fazem parte do grupo das chamadas parafilias, que são caracterizadas por anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional e em outras áreas importantes da vida do indivíduo e/ou de suas vítimas.

As parafilias envolvem preferência sexual por objetos não-humanos, sofrimento ou humilhação, próprios ou do parceiro, crianças ou outras pessoas sem o seu consentimento. Além da pedofilia, são consideradas parafilias transtornos como exibicionismo, fetichismo, masoquismo, sadismo e voyeurismo.

As parafilias são conhecidas também por perversões, definidas, particularmente pela Psicanálise, como transtornos de uma estrutura psicopatológica caracterizada pelos desvios de objeto e finalidade sexuais. A pessoa portadora de perversão sente-se atraída por aquilo que é pessoalmente ou socialmente proibido e inaceitável.



- Postado por: Patrícia às 08h53
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Segunda etapa da vacinação contra poliomielite

               

A segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite acontece neste sábado (19). Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é imunizar 95% das crianças menores de 5 anos, o que equivale a cerca de 14,7 milhões em todo o país. A primeira etapa, realizada em 20 de junho, atingiu 95,7% das crianças.
            
Segundo o ministério, participam da mobilização cerca de 350 mil pessoas, que vão trabalhar em 115 mil postos de vacinação contra a paralisia infantil distribuídos pelo país.

      
Em Alagoas, o mascote da campanha, Zé Gotinha, esteve em um jogo do Campeonato Brasileiro neste domingo (13) para chamar a atenção de pais e responsáveis sobre a importância da vacinação.

Vacina

Até os 5 anos, a criança deve tomar duas doses da vacina contra a poliomielite por ano. Isso porque a paralisia é transmitida por três tipos de vírus. Com as várias doses, a ela tem mais chances de se proteger.

O ministério alerta que crianças que estejam com febre ou qualquer infecção procurem um médico antes da imunização. A vacinação desse paciente pode ser adiada para quando ele estiver melhor.            

Brasil livre da circulação do vírus

As campanhas de vacinação são realizadas na América Latina desde a década de 1980 e a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que não há a circulação do vírus no Brasil. 

A coordenadora do programa nacional de imunização, Arindelita Arruda, explicou ao G1 a importância de manter as crianças vacinadas. “Não temos mais o vírus no Brasil, mas a vacinação é fundamental para evitar a reintrodução dele”, diz. As gotinhas não têm contraindicações e são a única forma de prevenção.                   

Nova gripe

Arindelita explica que a segunda etapa da vacinação, inicialmente prevista para 22 de agosto, foi adiada devido à nova gripe. “Recebemos solicitações, principalmente nas Regiões Sul e Sudeste, que tiveram muitos casos [da gripe], para que a mobilização fosse adiada. Assim os profissionais de saúde ficariam disponíveis para o atendimento da nova gripe”, afirma.


A vacina contra a poliomielite é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), durante todo o ano, nos postos de saúde. A recomendação do Ministério da Saúde é que os bebês recebam a vacina aos dois, quatro e seis meses. Ao completar 1 ano e três meses, a criança deve receber o primeiro reforço.



- Postado por: Patrícia às 09h51
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Bula de remédio muda para facilitar leitura

    

Laboratórios têm prazo até 2011 para cumprirem normas da Anvisa

As mudanças nas bulas de medicamentos foram anunciadas ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a resolução publicada no Diário Oficial da União, as orientações sobre o uso de medicamentos deverão vir com letras maiores e organizadas por perguntas e respostas. Os laboratórios farmacêuticos devem se adequar totalmente às determinações até 2011.

De acordo com a Anvisa, todas as bulas deverão ter tamanho de letra 10, não podendo estar condensadas ou expandidas. Há também regras para o espaçamento de letras e linhas. Pessoas com deficiências visuais terão direito a bulas com letras maiores, em meio magnético, óptico e eletrônico e até em braille, desde que solicitem. Os consumidores com alguma deficiência também poderão requisitar aos serviços telefônicos ou de atendimento dos fabricantes que leiam as orientações sobre o remédio.

As informações deverão estar organizadas de forma mais clara e conter perguntas e respostas para facilitar a compreensão, o que não era obrigatório nas bulas antigas. Segundo a Anvisa, serão duas bulas: uma para o usuário, outra para o profissional de saúde. O medicamento vai trazer somente a bula para o paciente, mas as duas estarão disponíveis no site da agência (www.anvisa.gov.br/)

– A ideia é que se tente diminuir ao máximo a confusão e, no caso de o paciente precisar de uma orientação, a bula seja de fácil compreensão – disse o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo.

Determinações esclarecem pacientes e reduzem riscos

A norma publicada no Diário Oficial traz nove perguntas que devem constar nas bulas, para que o paciente não fique com dúvidas. As perguntas terão de ser escritas em letras maiúsculas e em negrito.

Informações sobre a idade mínima do paciente que usará o remédio deverão estar mais claras. As bulas só poderão conter informações sobre o medicamento que acompanham. Pela norma antiga, um mesmo documento poderia tratar sobre as diversas apresentações do remédio, caso ele viesse em forma de comprimido e xarope, por exemplo.

Além disso, a partir de agora, as orientações dos remédios genéricos e similares deverão conter informações semelhantes às apresentadas nas bulas dos medicamentos de referência. Elas também terão de avisar se o remédio pode potencialmente provocar doping em atletas, de acordo com a norma do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Dirceu Raposo disse que os preços não subirão com as mudanças.

O prazo para as empresas se adequarem começou a contar desde ontem. Elas terão 30 dias para disponibilizarem as orientações via telefone e em nove meses, as novas bulas deverão estar disponíveis. Até 2011, todo o processo deverá estar concluído.



- Postado por: Patrícia às 09h47
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JOANETE COMO TRATAR ???

O joanete é a denominação popular de uma elevação (protuberância) que se forma no osso metatarsiano do primeiro dedo do pé. O conjunto formado pela protuberância, pela deformidade na lateral do dedão, pelo desvio rotacional (dedão roda e fica muito encostado ao segundo dedo) e pelo desvio angular em direção ao segundo dedo é conhecido como hallus valgus.

Os calos mais comuns resultam da fricção da pele com o calçado e da deformidade dos dedos, que causam hipertensão entre os dedos ou entre eles e o calçado. As calosidades também aparecem na planta do pé quando há um aumento de pressão nos dedos por insuficiência muscular, quase sempre provocado por uso de calçado inadequado (apertados demais).

 

 

A causa

Na maioria das vezes, quem tem joanete já nasce com esta predisposição genética, embora o problema possa aparecer ou se agravar com o uso de sapatos inadequados.

As mulheres, mais que os homens, pagam caro pela elegância e beleza. A incidência de joanete é 20 vezes maior nas mulheres por causa dos sapatos apertados, de salto e bico fino.

 

A cirurgia

Existem mais de cem tipos diferentes de cirurgia, mais seis são mais comumente utilizadas. No entanto, só é recomendada pelos médicos em casos de deformidades muito acentuadas e o joanete causa dor forte.

 

 
O procedimento cirúrgico mais simples consiste em cortar a protuberância e soltar os tendões e ligamentos que tracionam o dedo.
 
Depois de cortar o osso e descolar os tendões, o dedo é colocado na posição correta, encaixado na articulação. O feixe de tendões e ligamentos é preso de forma a não deixar o dedo se deformar novamente.
 
O osso é encaixado na articulação para que a deformidade não se repita, o tecido que fica sob a pele, depois de cortado o osso, também é puxado e firmemente costurado para manter o dedo na posição articular correta.

  Como fica

 Depois da cirurgia, o pé fica com melhor aparência estética, sem a protuberância e a tonalidade vermelha causada pela inflamação do local do joanete, com o dedo na posição normal.

Apesar dos bons resultados, os médicos não costumam prescrever a cirurgia só por motivos estéticos, porque a operação pode deixar uma cicatriz dolorosa para o resto da vida. O pé pode ficar doloroso e incomodar muito, no caso de pessoas jovens.

 

Os calos - formas e causas

 
No pé, logo abaixo do dedão, é o calo típico de quem tem joanete. Essa parte da pele do pé fica grossa e precisa ser constantemente lixada, o que não se recomenda quando a calosidade é dolorosa. A solução é cirúrgica.
 
O calo no quinto dedo do pé é resultado, muitas vezes, do joanete naquele dedinho.
A calosidade pode se formar logo abaixo do dedinho, sobre ele ou na lateral, onde a pele fica mais em contato com o calçado.

 

 
O aumento da base da falange do dedo pode gerar pressão exagerada da pele com o osso, causando calo entre um dedo e outro. O problema pode ser resolvido com cirurgia cortando o osso protuberante.
 
Sapato apertado pode causar deformidade nos dedos (dedos em garras), comuns em mulheres que usam sapato de salto alto e bico fino (o pé escorrega para a frente e pressiona os dedos). É quando se formam calos nas articulações sobre os dedos e até na planta do pé.

 

 
Nas mãos os calos são comuns em pessoas que fazem trabalhos com instrumentos que provoquem atrito constante com a pele. É o caso de estivadores, pedreiros, motoristas de ônibus, agricultores, donas de casa etc.

 

Precauções

 

 

  • É possível prevenir joanetes e calos, mesmo no caso de quem tem predisposição genética;

     Os médicos recomendam usar sapatos adequados, confortáveis para os pés, de bico largo e couro maleável, de modo a evitar a fricção com a pele;

  •  Como o pé é a parte do corpo mais castigada e exigida, é preciso proporcionar-lhe o maior conforto possível, usando calçados adequados.

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- Postado por: Patrícia às 09h07
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SINDROME DE WEST

Autor: Patrícia Vieira Fernandes - Fisioterapeuta do Hospital Barra D Or, graduada pela UFPE , pós-graduanda em Terapia Intensiva pela UNESA

Introdução

Em 1841, West em uma carta dramática ao editor do " The Lancet" , apresentou o problema de seu filho com espasmos em flexão que se repetiam diariamente em ataques de 10 a 20 contrações que levaram a criança a um retardo mental, apesar de todos os tratamentos usados e possíveis para aquela época.
Esta síndrome neurológica foi descrita pela primeira vez em 1949 por Vasquez y Turner para sociedade Argentina de Pediatria, com dez casos de uma "nova síndrome" que apresentavam crises nos lactantes, com alterações específicas no traçado eletroencefalográfico (EEG), estando associadas à deterioração mental , as quais propuseram chamar Epilepsia em Flexão.
Em 1952, os autores Gibbs e Gibbs criaram o termo Hipsarritmia (hypos= altura e rhytmos= ritmo) para o registro EEG destes pacientes, o que passou a caracterizar a maioria das descrições desta síndrome. Portanto, trata-se de uma entidade eletroclínica caracterizada por espasmos quase sempre em flexão e por um traçado EEG típico denominado hipsarritmia ou disritmia maior lenta. As crises clínicas têm recebido outras denominações: espasmos saudatórios , espasmo infantil, massive jerks, Blitz und NichtKrampf, tic de salaam e pequeno mal propulsivo

Etiologia
A Síndrome de West pode ser dividida em dois grupos, com relação à causa: o criptogênio ( quando a causa é desconhecida ), onde o lactente é normal até os inícios dos espasmos, sem qualquer lesão cerebral detectável; e o grupo sintomático ( de causa conhecida) , onde há prévio desenvolvimento neuropsicomotor anormal , alterações ao exame neurológico e/ou lesões cerebrais identificadas por exames de imagem ( tomografia computadorizada, ressonância magnética, etc). Em 1991, foi proposta a hipótese da existência de uma forma idiopática , com evolução benigna no tratamento em curto prazo.
Em aproximadamente 80% dos casos a síndrome de West é secundária, o que vale dizer que depende de uma lesão cerebral orgânica. Em muitos casos é possível determinar a etiologia da síndrome: encefalites a vírus, anoxia neonatal, traumatismo de parto , toxoplasmose, Síndrome de Aicardi, esclerose tuberosea de Bounerville. Na presença da Síndrome de West, uma exaustiva investigação deve ser feita: TC ou RNM, teste de testagem de erros inatos do metabolismo. Outro tipo de crises, além dos espasmos, pode estar também associado.

Incidência
Inicia-se quase sempre no primeiro ano de vida , principalmente entre os 4 e 7 meses de idade. O sexo masculino é o mais afetado , na proporção de 2 para 1.
Aspectos Eletroencefalográficos
As características principais e um registro de EEG com hipsarritmia são:
Desorganização marcante e constante da atividade basal;
Elevada amplitude dos potenciais;
Ondas lentas delta de voltagem muito elevada ( " ondas em montanhas " );
Períodos (salvas), habitualmente breves, de poliondas e polipontas onda;
Período de atenuação da voltagem que, em alguns casos, parece chegar a silêncio elétrico.
O eletroencefalograma, ao lado do quadro clínico, é fundamental para diagnóstico , recebendo traçado anormal o nome hipsarritmia. O EEG se caracteriza pelo seu aspecto anárquico, com ondas de grande amplitude , lentas e pontas-ondas lentas. Não há ritmo de base organizada.

Quadro Clínico
A síndrome de West consiste numa tríade de sinais clínicos e eletroencefalográficos atraso do desenvolvimento , espasmos infantis e traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia. As crises são traduzidas por espasmos ou uma salva de espasmos com seguintes características flexão súbita da cabeça, com abdução dos membros superiores e flexão da pernas ( espasmos mioclônico maciço ) é comum a emissão de um grito por ocasião do espasmo. Cada crise dura em média alguns segundos . As vezes as crises são representadas apenas por flexão da cabeça ( tique de sabam ou "espasmo saudatório" ) . As crises são freqüentes particularmente durante a vigília, podendo chegar até a centena ou mais por dia.
As contrações são breves, maciças , simétricas , levando-se os membros superiores para frente e para fora e flexionando os músculos o abdômen. São crianças hipotônicas. Em princípio, o diagnóstico não é fácil, sendo os espasmos confundidos com cólicas ou com reflexo de Moro. Outra manifestação importante é o retardo mental que, em boa parcela dos casos, pode ser evitado pelo tratamento precoce do quadro. Diz-se que as alterações e características clínicas e evolutivas desta síndrome dependem das condições prévias do SNC do lactante antes dos surgimentos das crises. Com a maturação da criança , em geral as crises diminuem e desaparecem por volta do quarto ou quinto ano de vida.

Evolução , complicação e prognóstico
Quase sempre é uma perda de cunho neuropsíquico para criança afetada, esta perda está na dependência da precocidade de diagnóstico e da intervenção aplicada. A hipsarritmia pode desaparecer ou se transformar no decorrer do tempo. A criança apresenta sérias complicações respiratórias, devido aos freqüentes espasmos, deformidades , principalmente de MMSS e MMII. Pode ocorrer subluxação do quadril.
Há possibilidade de remissão total de espasmos infantis considerados criptogéticos, mas não há confirmação científica de remissão definitiva para os casos mais graves associados a outras condições ou patologias neurológicas.
Crianças apresentam sinais e sintomas de dano cerebral podem vir a apresentar um quadro de déficit intelectual a posterior, elas devem ser precocemente estimuladas para diminuir a seu grau de compartimento intelectual e psíquico.
Têm sido assinalados os casos em que o desenvolvimento é normal. Vários autores têm discutido uma associação entre a hipsarritmia e psicose ou entre hipsarritmia e autismo. A deteriorização do desenvolvimento neuropsicomotor está presente em 95 % dos casos. O melhor prognóstico ocorre nos 5% dos casos que permanecem com desenvolvimento mental.
O prognóstico, mesmo nos casos tratados precocemente, permanece reservado, observando-se em 90% dos casos a presença de deficiência mental. Distúrbios psiquiátricos são freqüentes. Outras síndromes epiléticas podem surgir, sendo que 50-60% dos casos evoluem para síndrome Lennox-Gastaut, epilepsia multifocal ou epilepsia parcial secundariamente generalizada.

Tratamento Clínico
Há uma grande melhora dos espasmos infantis com uso intensivo do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico ) em suas apresentações injetáveis como: ACTHAR ( Corticotrophin) da Rhône Poulenc Rorer Pharmaceutical inc ou a sua forma de H.P.ACTHAR Gel (Repository Corticotrophin injection).
Dizemos que este tratamento pode ser heróico e interromper o quadro convulsivo, porém só deve ser utilizado sob rigoroso controle médico e monitoramento cardiopediatrico, já que os corticóides não agem apenas no SNC, mas todo o organismo da criança, inclusive em seu sistema imunológico. Segundo os autores Zajerman e Medina somente se utiliza esta medicação em casos de Síndrome de West considerados criptogênicos, e não em espasmos infantis resultantes de lesões cerebrais, por exemplo. Há casos em que a resposta terapêutica pode aparecer em até 48 ou 72 horas após aplicação de uma primeira dose do ACTH, podendo haver uma possibilidade de recidiva de crises nos casos considerados mais graves na dependência da precocidade do diagnóstico e da extensão e gravidade da lesão cerebral associada.
Outros anticonvulsivantes têm sido utilizados, isoladamente ou em combinação nos casos de espasmo infantis, como o Clonazepam, o Ácido Valpróico, o Fenobarbital e o Vigabatrin.

Tratamento Fisioterápico
Objetivos:
Equilíbrio da cabeça
Equilíbrio do tronco
Seguir as etapas de maturação de acordo com cada criança.
Em todo paciente com Síndrome de West precisa-se trabalhar primeiramente extensão de cabeça e de tronco, para que depois, então a criança seja estimulada a começar a rolar, arrastar, engatinhar, sentar, .. .Não podemos querer que ela engatinhe, sem que ela consiga fazer extensão cervical. O tratamento deve ser feito seguindo as etapas de evolução, de maturação da criança.
Os exercícios fisioterápicos devem obedecer as escalas de maturação. Tendo isso em mente, o fisioterapeuta pode inovar e criar novas maneiras de serem realizados de duas formas:
Utilizando a bola coloca-se a criança em DV apoiado com cotovelo em cima da bola, e chama-se a atenção da mesma com um objeto a sua frente.
Deitado no chão, também com um brinquedo à frente.
É importante saber que o tratamento da síndrome de west é igual ao tratamento proposto a criança portadora de paralisia cerebral.

Hidroterapia
Durante a terapia em piscina, o calor da água ajuda a aliviar a espasticidade, mesmo que o alívio seja temporário. Entretanto, a medida que a espasticidade diminui, movimentos passivos podem ser administrados em maior amplitude com menor desconforto para o paciente. Deste modo a amplitude articular pode ser mantida.
Os movimentos passivos devem ser efetuados lentamente e ritmicamente , começando com o tronco e articulações proximais, gradualmente incluindo as articulações distais. Os movimentos devem a princípio ser de natureza oscilatória e a seguir de natureza rotatória. O tronco e os membros devem ser movidos em padrões de movimento com inibição reflexa. O paciente deve respirar profundamente e calmamente, e o momento do estendimento máximo deve coincidir com a expiração. A principal dificuldade em obter uma fixação estável para ambos os pacientes e o terapeuta. Em alguns casos pode ser necessário um segundo fisioterapeuta para ajudar.

Tratamento fisioterápico
O tratamento fisioterapêutico tem como objetivo principal tratar as seqüelas ou tentar diminuí-las o máximo possível. Como as complicações respiratórias existentes, deve-se fazer fisioterapia respiratória.
Outro objetivo é tentar-se evitar as deformidades que surgem ou amenizá-las, fazendo-se mobilização passiva e alongamentos. Devido a hipotonia é preciso que se fortaleça os músculos responsáveis pela respiração.

Bibliografia
AJURIAGUERR, J de - " Manual de Psiquiatria Infantil ". Ed Atheneu, 1992 - 2 edição
LIPPI, Jose Raimundo da Silva - " Neurologia Infantil " - 1987.
DYNSKI, Martha Klin - "Atlas de Pediatria".
CAMBIER, J . MASSON, M e DEHEN, H - " Manual de Neurologia" Ed Atheneu - 2 edição

retirado do site www.interfisio.com.br



- Postado por: Patrícia às 10h29
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O QUE É EJACULAÇÃO PRECOCE

     A Ejaculação Precoce ou Prematura (EP) é um dos problemas sexuais mais freqüentes nos homens e nos casais, sendo responsável por 40% das queixas encontradas em consultório de terapeutas sexuais. Acontece que a EP é um lugar comum na juventude, em encontros com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência. Quando se estende pela maturidade e se torna presente em mais da metade dos encontros sexuais, torna-se, aí sim, um problema crônico e um Transtorno Sexual.

Ejaculação normal

     Do ponto de vista do funcionamento físico, a ejaculação se faz em dois estágios. No primeiro há a expulsão efetiva do líquido seminal (sêmen) dos órgãos acessórios de reprodução - próstata, vesícula seminal e canal ejaculatório - para a uretra. No segundo estágio, há a progressão desse líquido por toda a extensão da uretra até o meato uretral, que é o orifício na cabeça do pênis por onde sai também a urina. Acompanha-se desse processo fisiológico uma sensação subjetiva de profundo prazer conhecida como orgasmo.

Como descobrir a ejaculação precoce?

     Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. A definição está na percepção, tanto sua quanto de sua parceira, de que a ejaculação foi mais rápida do que o esperado, de que não houve controle da ejaculação. As vezes o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do lençol já termina o que podia ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a parceira "na mão". Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma constante. Dificuldades maiores podem vir em seqüência, como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal.

Por que ela ocorre?

     Os adeptos de Darwin (evolucionista inglês que propôs a teoria da seleção natural - 1859) explicam que a EP seria uma forma antiga de defesa contra predadores. Imaginem os primórdios da humanidade, onde havia centenas de perigos, sendo o "animal-ser-humano" muito frágil e pequeno frente aos riscos de seu meio ambiente! Aqueles indivíduos que demorassem muito para ejacular nas suas parceiras estariam muito mais predispostos a deixar seu flanco aberto às agressões de inimigos e animais selvagens. O ejaculador precoce tinha mais vantagens em terminar logo a inseminação e fugir, deixando também a "fêmea" escapar, para poder inseminar o maior número delas em menor tempo. Desta forma estaria aumentando a probabilidade de propagação de seus genes.

     Outras razões levantadas como causas da EP seriam:

  • Aumento anormal de sensibilidade da glande peniana;
  • Ansiedade frente ao desempenho sexual;
  • Inexperiência sexual;
  • Primeira experiência com parceira que tenha estimulado um coito rápido;
  • Culpa ou sentimentos negativos em relaçao à parceira.

     Raramente há um problema médico que explique a EP, como a prostatite aguda ou a esclerose múltipla. Na verdade, não existe uma única causa comprovada cientificamente de EP.

Tratamento

     Existe tratamento, tanto medicamentoso quanto psicoterápico. A primeira linha de tratamento é a reorientação e a reeducação do homem ou do casal quanto à função sexual normal. Clareiam-se as situações em que se considera como "normal" o tempo de ejaculação mais curto ou insatisfatório (comum em jovens, com novos parceiros, ou após longa abstinência). Quando a EP se torna persistente, ou seja, aparece em mais da metade dos encontros sexuais, um tratamento mais específico se faz necessário. A segunda linha terapêutica é o chamado tratamento cognitivo-comportamental. Constitui-se em uma série de exercícios e tarefas para serem realizadas em casa para controle do tempo de ejaculação. Seguem-se alguns exemplos meramente ilustrativos:

Técnica de distração: Durante o ato sexual, o homem é orientado a fixar o pensamento em alguma situação que o desligue de sexo, como em morte de alguém, ou em alguma mulher que não o agrada ou em contas bancárias. Assim que perceba que a ereção está se desfazendo, volta a se fixar na parceira. Deve usar essa distração, algumas vezes, para poder prolongar o tempo de penetração antes da ejaculação.

Técnica de compressão: O homem deve comprimir a base da glande (cabeça do pênis) por 4 a 5 segundos imediatamente após a primeira sensação de maior excitação. Com esse procedimento vai dificultar a entrada de sangue no pênis e retardar um pouco a ejaculação.

Técnica stop-start: Consiste em orientar o homem a ficar na posição superior à parceira para poder ter controle do movimento sexual. Deve iniciar a penetração e parar completamente os movimentos próximo ao momento de maior excitação. Pode usar a técnica de distração concomitantemente.

     O objetivo destas tarefas é fazer o homem tomar consciência do momento que antecede o primeiro estagio de ejaculação, podendo voluntariamente controlar quando deseja ejacular, evitando frustração a ele e à parceira. Pode-se combinar uma terceira linha de tratamento a esses exercícios: as medicações. Existe uma ampla gama de medicações que tem como efeito colateral o retardo do tempo de ejaculação. Tais drogas devem ser ministradas somente mediante prescrição médica criteriosa, pois possuem vários outros efeitos no organismo. Alguns deles, por exemplo, os antidepressivos tricíclicos são contra-indicados a pessoas com problemas de ritmo cardíaco. Algumas medicações tópicas (pomadas) à base de ervas ou anestésicos não foram comprovadas cientificamente como eficazes para o tratamento da EP. De qualquer forma, esta disfunção sexual tem bom prognóstico, ou seja, apresenta bons índices de cura para a grande maioria dos indivíduos que procura orientação especializada. Geralmente, seis a dez sessões são suficientes para a melhora da vida sexual do homem e do casal.



- Postado por: Patrícia às 11h04
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O QUE É MIOPIA?

     Miopia ou hipometropia (termo este quase não utilizado) é o distúrbio visual que acarreta uma focalização da imagem antes de esta chegar à retina. Uma pessoa míope consegue ver objetos próximos com nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem embaçados (desfocados). Para uma visão mais acurada, o ponto focal dos raios luminosos devem convergir para uma área próxima aos receptores de luminosidade (localizados na retina). No caso da miopia, o ponto focal é formado antes, o que pode acontecer por vários motivos:

  • Excesso de poder dióptrico positivo do cristalino;
  • Excesso de curvatura da córnea e, por conseguinte, de seu poder dióptrico positivo;
  • Excessivo alongamento do globo ocular;
  • Combinação dos fa(c)tores anteriores.

Sintomas

     Um dos sintomas que podemos considerar como um dos primeiros de um olho míope é a falta de cloroplastos e má visão ao longe, estando a visão ao perto salvaguardada. No entanto, é evidente que se um indivíduo é míope de muitas dioptrias (ou graus), para ver bem de perto, teria que aproximar-se muito, o que é um fator muito cansativo e incômodo. O sintoma que mais é relatado e que com frequência anuncia o aparecimento de miopia é a visão turva dos objetos distantes. É frequente que nos primeiros estágios do problema, o indivíduo não se dê conta da perda de visão. Por este motivo, há que comprovar-se, junto da visão turva, existe o pestanejar constante, dores de cabeça ou tensão ocular.

Correção Visual

     A correção da miopia poderá ser efetuada:

  • Pelo uso de lentes divergentes, também chamadas de negativas, na forma de óculos ou lentes de contato, que deslocam o ponto focal para trás.
  • Através de cirurgias que são realizadas por meio de diferentes técnicas aplicadas: Lasik; Lasek; PRK; Artisan; CK e Implantes de Lentes Intraoculares Fácicas.

     Embora existam opções cirúrgicas para o tratamento da miopia, algumas modificações estruturais do bulbo ocular, oriundas dos fatores que provocam esta ametropia, persistem. O olho excessivamente míope, principalmente devido ao alongamento axial, pode apresentar degeneração ou descolamento da retina, além de ter maior propensão ao glaucoma, sinérese vítrea e descolamento da hialóide. A correção cirúrgica da visão, apesar de muito segura para a maioria dos casos, traz alguns riscos que devem ser levados em conta pelo candidato à cirurgia refrativa (a cirurgia para correção da miopia).



- Postado por: Patrícia às 09h00
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HANSENÍASE

     A hanseníase é uma doença infecciosa, de evolução crônica (muito longa) causada pelo Mycobacterium leprae, microorganismo que acomete principalmente a pele e os nervos das extremidades do corpo. A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento dos doentes, que hoje já não existe e nem é necessário, pois a doença pode ser tratada e curada. A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala e que são inalados por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz. Outra possibilidade é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase. A maioria da população adulta é resistente à hanseníase, mas as crianças são mais susceptíveis, geralmente adquirindo a doença quando há um paciente contaminante na família. O período de incubação varia de 2 a 7 anos e entre os fatores predisponentes estão o baixo nível sócio-econômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica. Devido a isso, a doença ainda tem grande incidência nos países subdesenvolvidos.

Manifestações Clínicas

     As formas de manifestação da hanseníase dependem da resposta imune do hospedeiro ao bacilo causador da doença. Esta resposta pode ser verificada através do teste de Mitsuda, que não dá o diagnóstico da doença, apenas avalia a resistência do indivíduo ao bacilo. Um resultado positivo significa boa defesa, um resultado negativo, ausência de defesa e um resultado duvidoso, defesa intermediária. Temos então, as seguintes formas clínicas da doença:

  • Hanseníase indeterminada: forma inicial, evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos e para as outras formas da doença em cerca de 25% dos casos. Geralmente, encontra-se apenas uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com diminuição da sensibilidade. Mais comum em crianças.
  • Hanseníase tuberculóide: forma mais benigna e localizada, ocorre em pessoas com alta resistência ao bacilo. As lesões são poucas (ou única), de limites bem definidos e um pouco elevados e com ausência de sensibilidade (dormência). Ocorrem alterações nos nervos próximos à lesão, podendo causar dor, fraqueza e atrofia muscular.
  • Hanseníase borderline (ou dimorfa): forma intermediária que é resultado de uma imunidade também intermediária. O número de lesões é maior, formando manchas que podem atingir grandes áreas da pele, envolvendo partes da pele sadia. O acometimento dos nervos é mais extenso.
  • Hanseníase virchowiana (ou lepromatosa): nestes casos a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito, levando a um quadro mais grave, com anestesia dos pés e mãos que favorecem os traumatismos e feridas que podem causar deformidades, atrofia muscular, inchaço das pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos). Órgãos internos também são acometidos pela doença.

     A hanseníase pode apresentar períodos de alterações imunes, os estados reacionais. Na hanseníase borderline, as lesões tornam-se avermelhadas e os nervos inflamados e doloridos. Na forma virchowiana, surge o eritema nodoso hansênico: lesões nodulares, endurecidas e dolorosas nas pernas, braços e face, que se acompanham de febre, mal-estar, queda do estado geral e inflamação de órgãos internos. Estas reações podem ocorrer mesmo em pacientes que já terminaram o tratamento, o que não significa que a doença não foi curada.

Tratamento

     A hanseníase tem cura. O tratamento da hanseníase no Brasil é feito nos Centros Municipais de Saúde (Postos de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente aos pacientes, que são acompanhados durante todo o tratamento. A duração do tratamento varia de acordo com a forma da doença: 6 meses para as formas mais brandas e 12 meses para as formas mais graves.



- Postado por: Patrícia às 09h29
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HIDROCEFALIA

     Hidrocefalia é um problema de saúde que, na maior parte das vezes, está associado ao aparecimento de Spina Bifida. Pode ser caracterizado, de forma genérica, pela acumulação de líquido cefalorraquidiano (LCR) no interior da cavidade craniana. O líquido cefalorraquidiano passa, no cérebro, de um ventrículo para o seguinte (existem, ao todo, quatro) através de canais relativamente estreitos, circulando depois na superfície do cérebro e sendo, finalmente, absorvido pela sistema sanguíneo. Existe ainda uma parte do líquido que circula ao longo da medula espinhal. Ora, a acumulação já referida de LCR no interior da cavidade craniana dá-se quando, por qualquer razão, existe uma obstrução à drenagem do líquido para o sistema sanguíneo. Essa obstrução pode estar relacionada, como já se disse, com o aparecimento de Spina Bifida mas pode, efectivamente, ocorrer por outras razões. A hidrocefalia pode resultar de excesso de produção de LCR (situação normalmente rara, diga-se) ou quando é impedida a circulação ou absorção desse líquido. Quando o líquido cefalorraquidiano é constantemente produzido mas, de facto, está impedido de circular, acumula-se e causa um aumento, por vezes muito grande, da pressão no interior do cérebro. Os ventrículos incham e o tecido cerebral pode vir a sofrer lesões.

Causas da Hidrocefalia

     A Hidrocefalia pode ocorrer através de três grandes causas:

  • A causa genética, isto é, sabe-se que, em circunstâncias muito raras, o aparecimento de Hidrocefalia pode estar ligado a questões de hereditariedade.
  • O aparecimento de Spina Bifida que, como já se referiu, está normalmente associado ao aparecimento de Hidrocefalia.
  • A grande prematuridade dos bebés que, ao nascerem antes do tempo considerado normal, correm o risco de desenvolver esta patologia.
  • A hidrocefalia ocorre normalmente à nascença. Sabemos hoje que, no entanto, este problema pode ocorrer em qualquer altura da vida, embora, na realidade, saibamos também que os casos em que tal acontece são muito poucos.

     Por ser uma doença que ocorre, regra geral, à nascença, é também tratada, regra geral, à nascença. A Hidrocefalia tem tratamento, na maioria dos casos, eficaz, embora quase sempre seja cirúrgico. A introdução de uma derivação é, normalmente, a solução clínica para impedir a acumulação de líquido cefalorraquidiano na cavidade cerebral e eventuais lesões que daí decorram. A Hidrocefalia, embora passível de tratamento, pode, enquanto ocorre, provocar alguns problemas. Quem sofre Hidrocefalia pode vir a sofrer problemas de aprendizagem, normalmente associados a problemas de concentração, de raciocínio lógico ou de memória de curto prazo. Problemas de Coordenação, de organização, dificuldades de localização espácio-temporal, problemas relacionados com a motivação, puberdade precoce ou dificuldades na visão podem, também, ocorrer. No entanto, não é certo que tais situações tenham, necessariamente, de ocorrer na pessoa com Hidrocefalia. No que respeita à realidade portuguesa, são muito poucos os estudos relacionados com o aparecimento desta patologia, que é, por vezes erradamente, sempre relacionada com o aparecimento de Spina Bifida. Existem formas de tratamento da Hidrocefalia relativamente desenvolvidas mas, no entanto, é ainda muito pouco desenvolvido o acompanhamento das crianças, jovens ou adultos que sofrem sequelas do aparecimento de Hidrocefalia. O tratamento, nestes casos, deve ser um tratamento multidisciplinar, dado que os problemas causados pela patologia em questão podem também eles ser mais ou menos complexos.



- Postado por: Patrícia às 09h51
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